"A gente perde até a vontade de viver", desabafa fundador da Chapecoense - Esportes - A Notícia

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Desastre na Colômbia30/11/2016 | 13h58Atualizada em 30/11/2016 | 13h58

"A gente perde até a vontade de viver", desabafa fundador da Chapecoense

 Altair Zanella falou sobre o acidente aéreo que matou mais de 70 pessoas na Colômbia

darci debona

Antes da partida contra o Junior Barranquilla um dos fundadores da Chapecoense, Altair Zanella, esteve no gramado da Arena Condá, em Chapecó, para fazer uma foto com Carlos Miguel Garcia, o indiozinho mascote do clube.

Ele não se continha de alegria pelo clube estar fazendo uma campanha maravilhosa na  Sul-Americana. Hoje, ao caminhar pelo mesmo gramado, ele não se continha de dor.

— A gente perdeu até a vontade de viver — disse Zanella.

Para o fundador, a Chapecoense é como se fosse um filho. Um filho que cresceu, amadureceu e estava dando muito orgulho para todos.

— Meu coração está ferido — afirmou Zanella, que não consegue dormir. Ele gostava muito de todos. Disse que os jogadores eram comprometidos com o time.

No ano passado chegou a viajar de ônibus para Buenos Aires, para assistir River Plate 3 x 1 Chapecoense. A viagem foi sofrida para alguém de 75 anos. Foram 26 horas de viagem para ir e mais 26 para voltar, sem ar condicionado e sem tomar banho.

Por isso desta vez não quis ir para a Colômbia. Zanella disse que o clube não pode parar. Mas tem certa angústia com o futuro.

— Será que vai ser como era antes? — questionou. 

Mas ele espera que a união da comunidade ajude a levantar o clube, como foi há mais de 40 anos.


 
 
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