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JEC04/11/2014 | 23h47

A trajetória que transformou o JEC de um time fora de série para uma equipe da Série A

Veja como foi foram as campanhas do JEC de 2009 a 2014

A trajetória que transformou o JEC de um time fora de série para uma equipe da Série A Cleber Gomes/Agencia RBS
Jec é campeão da Copa SC em 2009 Foto: Cleber Gomes / Agencia RBS

2009, o retorno ao cenário nacional

O Joinville começou o Campeonato Catarinense de 2009 mostrando que seria uma equipe diferente. Em três rodadas, três vitórias, duas delas em clássicos contra Criciúma e Figueirense.

O time de Leandro Campos dava sinais de que poderia conquistar o título estadual e a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. No entanto, os problemas começaram no fim do turno. Uma discussão entre o técnico Leandro Campos e o zagueiro Gustavo Steglich custou o emprego dos dois profissionais.

Sem o treinador, o JEC apostou em Gelson da Silva. Ele fez um bom trabalho e classificou o Tricolor para o quadrangular final do Catarinense. No entanto, uma série sem vitórias derrubou o comandante. Faltando três rodadas para o fim do quadrangular, o Joinville precisava de três vitórias para ir à final e conseguir a vaga na Série D. Sergio Ramirez assumiu a equipe, venceu os três jogos, mas uma derrota polêmica do Avaí para a Chapecoense colocou as duas equipes na decisão.

Com a classificação do Verdão do Oeste, as vagas na Série D ficaram com o Brusque (campeão da Copa SC de 2008 sobre o JEC) e com a Chapecoense.

Sem a Série D, o Joinville passou seis meses sem atividades _ a exemplo de 2008. No fim do ano, veio a Copa SC. O time se fortaleceu e, sob o comando de Ramirez, levou o título com sobras diante do Metropolitano. A vaga no cenário nacional estava confirmada.


2010, o acesso que veio no tribunal

Em 2010, com a energia de Sergio Ramirez, o JEC terminou o primeiro turno na liderança e trouxe para a Arena o único jogo da semifinal. O empate com o Metrô garantiu o JEC na final. Na decisão, novamente na Arena, outro empate, desta vez diante do Avaí, com um gol marcado por Ricardinho a três segundos do fim.

O título do turno empolgou a torcida. Garantido na final, o JEC teve três tropeços na retomada do returno. E aí a diretoria achou que era a hora de demitir Sergio Ramirez.

Para seu lugar, veio Mauro Ovelha, que preparou a equipe para a final do Estadual. Mas não deu certo. Duas derrotas (3 a 1 e 2 a 0) custaram o título contra o Avaí. Após o Estadual, saiu Mauro Ovelha e veio Edinho Nazareth. A mudança trouxe novas frustrações.

Apesar de boa campanha no turno, o JEC perdeu a final da Copa SC, em casa, para o Brusque. O título garantiria o JEC na Série D do ano seguinte _ caso o time não subisse. Veio a Série D, e Edinho não resistiu mesmo mantendo a equipe entre os classificados da chave.

Leandro Machado chegou e colocou o JEC na decisão da vaga contra o América-AM. Aí veio a tragédia. Uma derrota em Manaus e um empate em Joinville custaram o acesso. A salvação veio com a descoberta da irregularidade do volante Amaral, que não estava inscrito. Após batalhas fora de campo, o STJD determinou a desclassificação do América-AM e o acesso do JEC para a Série C.


2011, a volta por cima com título brasileiro

A troca de técnicos nas primeiras rodadas do Campeonato Catarinense (Leandro Machado por Giba) e, depois, no meio da Copa Santa Catarina (Giba por Arturzinho) davam o sinal de que o ano de 2011 seria difícil para o Joinville. Antes de começar a Série C, o Tricolor ainda sofreu um duro golpe: a lesão do atacante Lima, que ficaria três meses fora dos gramados e perderia boa parte da competição. Sem o principal goleador em campo, a confiança de todos despencou.

Mas sob o comando de um até então desconhecido treinador, o Joinville mostrou toda a sua força na disputa do Campeonato Brasileiro. Apesar de um começo vacilante na competição, o Tricolor engrenou para a disputa da segunda fase e não desacelerou até as conquistas do acesso e do título.

Ávida por triunfos, a torcida finalmente fez as pazes com o time. Em um gesto emblemático, a organizada União Tricolor até colocou na posição correta uma faixa que ficava de cabeça para baixo havia anos em forma de protesto pelos maus resultados dentro de campo.

O Tricolor, que não disputava a Série B desde 2004, finalmente conseguiu colocar um ponto final na provocação dos rivais e voltou a ser um dos 40 times que estavam nas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. E a volta por cima foi sensacional: estádio sempre cheio e certeza de show dentro das quatro linhas.


2012, o choque de realidade


No ano em que retornou à Série B, o JEC começou o ano mostrando que penaria para fazer uma campanha digna. Nas primeiras cinco rodadas do Catarinense, não conseguiu vencer. A virada de página aconteceu com a chegada do técnico Argel Fucks, que substituiu o interino Gonzaga Milioli e recolocou a equipe em uma sequência positiva, fazendo o Joinville avançar até a semifinal do Estadual _ na qual foi eliminado pelo Figueirense.

Com a saída de Argel justamente para o Figueirense, o JEC apostou em um treinador com experiência na Série B e que já havia dirigido o Tricolor: Leandro Campos. A estreia na competição foi um duro choque de realidade para o JEC: derrota por 4 a 1 para o Atlético-PR dentro da Arena.

Apesar do susto inicial, o treinador fez um bom trabalho, mantendo a equipe sempre brigando na parte de cima. Mas depois da virada para o segundo turno, o JEC perdeu o rendimento, e o treinador, o emprego.

Sem esperanças de que conseguiria fazer o time subir, a diretoria manteve no comando da equipe o interino Marcelo Serrano. Com os quatro times do G4 disparando na pontuação, restou ao JEC aguardar o fim do campeonato. Adaptado à nova realidade, o Joinville terminou a competição na sexta colocação, mostrando que teria condições de brigar forte pelo acesso nos anos posteriores, mas que não seria fácil.


2013, lições para não serem esquecidas

Não ter subido para a Série A _ embora tenha ficado a apenas um ponto do seu objetivo _ ensinou importantes lições para o JEC em 2013. Uma delas é de que é preciso ter um grupo harmônico tanto dentro quanto fora de campo. A outra é de que é preciso confiar no planejamento traçado para chegar aos objetivos.

Nenhum outro ano da história recente do Tricolor foi tão marcado por polêmicas quanto esse. O início do ano já deu sinais da turbulência que se seguiria pelos outros meses. No início da temporada, o técnico Arthur Neto entrou em rota de colisão com o atacante Lima, deixando o atleta de gancho. A falta de resultados, juntamente com o estilo linha-dura (criticado pelos jogadores, imprensa e torcedores), fez com que Arthur Neto desse lugar a Arturzinho no comando do JEC.

A eliminação precoce no Catarinense e a queda de rendimento nas primeiras dez rodadas da Série B derrubaram o Rei Artur. Ricardo Drubscky foi contratado (o terceiro técnico em menos de oito meses). E o novo treinador não conseguiu fazer a equipe jogar do jeito que gostaria. Depois, Sérgio Ramirez comandou o time de forma interina no restante da temporada.

Para não cometer os mesmos erros em 2014, o JEC começou a corrigi-los ainda em 2013, com a faxina no elenco, liberando atletas que começaram a ficar mais conhecidos pelas polêmicas do que pelo bom desempenho.


2014, consagração com a chegada à elite

Calejado após dois campeonatos brasileiros em que passou perto na luta para subir, o Joinville iniciou 2014 pregando humildade. No início da temporada, o discurso era de que se investiria pouco na disputa do Estadual para que as grandes apostas pudessem ser feitas na Série B. O que não se imaginava era que a política de pés no chão do Tricolor rendesse frutos tão rapidamente.

Com uma campanha surpreendente no Catarinense, o JEC chegou até a decisão, desbancando equipes da Série A, como Chapecoense, que sequer se classificou ao quadrangular, e Criciúma, que perdeu para o Joinville a partida que valia a vaga na final. Está certo que o título estadual, tão sonhado desde 2001, não ficou na Arena, mas o Tricolor deu provas para sua torcida de que tinha condições de brigar pelo acesso.

As apostas que a diretoria fez se provaram acertadas ao longo do ano. A começar pela chegada do superintendente de futebol César Sampaio ainda no fim de 2013. Depois, com a contratação do técnico Hemerson Maria.

A cereja do bolo foi o perfil do elenco traçado pela comissão técnica, o que possibilitou a contratação de jogadores que chegaram e se encaixaram na equipe ao longo da temporada.

Embora tenha passado por alguns solavancos na disputa da Série B, o Joinville se mostrou uma equipe forte do começo até a reta final da competição, quando concretizou o seu acesso.

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