Agnello garante permanência no JEC, mas revela dificuldades: "Falta mesa, cadeiras, lavanderia" - JEC - Esportes - A Notícia

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Futebol14/10/2018 | 12h00Atualizada em 14/10/2018 | 12h00

Agnello garante permanência no JEC, mas revela dificuldades: "Falta mesa, cadeiras, lavanderia"

Gerente de futebol falou sobre os problemas do clube logo após o anúncio da saída de Wagner Lopes

Agnello garante permanência no JEC, mas revela dificuldades: "Falta mesa, cadeiras, lavanderia" Beto Lima / JEC/JEC
Foto: Beto Lima / JEC / JEC

O gerente de futebol Agnello Gonçalves aproveitou a entrevista coletiva que anunciou sua saída do técnico Wagner Lopes do Joinville, na manhã deste domingo, para revelar uma série de problemas que o JEC atravessa. O profissional admitiu que não imaginava o tamanho das dificuldades do Tricolor e disse que precisa lidar com vários  "pequenos incêndios" no dia a dia, que atrapalham o desenvolvimento do trabalho. 

— Confesso que a situação é mais grave do que imaginava. Falta mesa, falta cadeira, eu, por exemplo, estou com uma sala de reunião parada porque não temos mesa e cadeiras.  Falta uma série de ações de dia a dia. Não temos lavanderia. É um problema lavar a roupa. Temos quatro jogadores para serem inscritos, mas não conseguimos inscrevê-los porque não temos dinheiro. A situação é difícil — apontou. 

Apesar das adversidades, o gerente de futebol garantiu que permanecerá no clube.  Segundo ele, só há duas condições que irão fazê-lo desistir do trabalho no JEC: falta de respeito ou falta de fidelidade. 

— As dificuldades não vão me fazer sair. Falta de respeito e de fidelidade, isso sim, vai me machucar muito — informou. 

Para mudar a atual situação, Agnello afirmou que é preciso um aporte financeiro. Segundo o planejamento dele, para o Joinville voltar a ser competitivo, o departamento de futebol precisaria trabalhar com R$ 430 mil por mês (profissional e base) — hoje, são R$ 200 mil. 

Desta maneira, seria possível desenvolver um trabalho a longo prazo, no qual o JEC poderia se tornar sustentável a partir do crescimento da base (e consequente venda de jogadores) e ter uma equipe forte nas competições que disputa. Questionado se ele acredita na chegada deste aporte, Agnello se manteve otimista. 

—Preciso acreditar de que a gente vai conseguir. Se eu não acreditar, não tenho mais porque estar aqui. Peço a ajuda de todos, dos empresários, da torcida. Já vi este estádio lotado. O Joinville estar nesta situação é ruim para todo mundo. 

Sobre a falta de resultados na Copa Santa Catarina — o JEC é o terceiro colocado da chave A com oito pontos, fora da zona de classificação —, disse que a expectativa criada em torno do torneio não está alinhada à realidade. 

— É claro que devemos jogar para ganhar. Eu, que trabalho com rendimento, sempre vou querer a vitória. Mas eu nunca vendi aqui que nós éramos favoritos ao título da Copa Santa Catarina. Hoje, nós temos um elenco com 75% dos jogadores abaixo dos 23 anos. Apenas 18% tem entre 23 e 30 anos. Isso influencia demais. Se compararmos aos nossos rivais, o nosso time tem menos rodagem. Isso pesa. 

Por fim, Agnello confirmou que a diretoria conseguiu quitar o auxílio-moradia dos atletas até setembro. Os salários de julho, registrados em carteira, também foram pagos. A expectativa é de que metade dos salários registrados em carteira do mês de agosto sejam pagos a partir desta segunda-feira. 


 
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