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Taça complicada01/05/2015 | 07h07Atualizada em 01/05/2015 | 17h52

Sete finais de Campeonato Catarinense que terminaram em confusão

A decisão do Estadual de 2015 não é a primeira a ter confusão fora de campo

Sete finais de Campeonato Catarinense que terminaram em confusão Irineu Dalla Valle/Ver Descrição
A Chapecoense foi campeão do Catarinense em 1996 depois de muita confusão Foto: Irineu Dalla Valle / Ver Descrição
A decisão de quem será o campeão do Campeonato Catarinense de 2015 pode acabar nos tribunais. Tudo porque o JEC teria relacionado no empate por 0 a 0 com o Metropolitano, na última rodada do Hexagonal Semifinal, o jogador André Diego Krobel de forma irregular — já que ele não tinha contrato profissional, obrigatório para jogadores com 20 anos.

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O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) marcou o julgamento para a próxima terça-feira (5 de maio) dois dias depois da decisão de domingo e determinou que se houver empate o título não deverá ser homologado. Uma confusão que não é novidade no futebol catarinense. Em 105 anos — 91 deles com a realização do Estadual — o futebol em Santa Catarina já viu muita coisa estranha acontecer, seja por mudanças repentinas de fórmula, invasão de campo, irregularidade, W.O, impedimentos do exército brasileiro ou mesmo por causa de um foguetório na véspera da decisão.

Listamos sete casos em que o Campeonato Catarinense teve um campeão por motivos extracampo:

1931
O primeiro campeão por W.O


O clube Lauro Müller, de Itajaí, durou apenas 19 anos. O maior feito da equipe foi chegar à final do Catarinense de 1931. Com apenas um ano de história o clube do Itajaí conseguiu tal feito e o duelo prometia ser quente com o Atlético Catarinense, equipe de Florianópolis. A data da decisão foi 24 de janeiro de 1932, porém a Federação Catarinense de Desportos decidiu adiar o jogo por mais uma semana e isso irritou os cartolas do time da Capital. Insatisfeitos, os dirigentes proibiram os jogadores de entrar no campo do Estádio Adolfo Konder, no dia 31 de janeiro, e assim a FCD declarou o Lauro Müller campeão catarinense por W.O.

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1942
Exército atrapalha a final


A decisão do Estadual de 1942, teve como finalistas América, de Joinville, e Avaí. Porém, o jogo final nunca aconteceu e o Leão ficou com a taça por conta de um decreto. Os jogadores do time joinvilense foram impedidos de jogar pelo batalhão do exército de viajar para a partida decisiva porque o América tinha no elenco atletas que faziam partida do 13º Batalhão de Caçadores. Assim, o time do Norte do Estado tentou realizar a partida em outra data, ou mesmo em Joinville — onde os jogadores que serviam o exército poderiam jogar —, mas a FCF não cedeu e decretou o Avaí campeão.

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1956
Amador campeão profissional

Em 1956, 10 dos principais clubes do Estado criaram a Liga Especial de Futebol Profissional e organizaram seu campeonato Estadual, vencido pelo Paysandu, de Brusque. A Federação Catarinense de Futebol (FCF), embora reconhecesse a iniciativa da Liga, também promoveu a sua competição. O melhor time foi o Operário, time da Usina Metalúrgica de Joinville, uma equipe praticamente amadora. A FCF decidiu unificar os títulos e ainda com protestos do Paysandu, que já tinha dispensado boa parte de seu elenco, realizou uma grande final. Com um plantel remendado, o alviverde brusquense perdeu as duas partidas pra o tricolor de Joinville. O título ficou com o Operário, que mesmo sendo amador tem um troféu profissional na estante.

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1963
Marinheiro campeão 20 anos depois de vencer a partida final


O Campeonato Catarinense de 1962 se estendeu até maio de 1963 e consagrou o Metropol, de Criciúma, como tricampeão do Estado. Logo depois do triunfo, a equipe viajou para Europa, onde disputou 23 jogos. Como o Estadual de 1962 se estendeu até 63, a Federação decidiu não fazer Campeonato Catarinense em 1963. Para os clubes não ficarem parados criou o torneio Luiza de Mello — então primeira dama do futebol catarinense, por ser casada com o presidente da FCF, Osni Mello. Com a vitória sobre o Carlos Renaux, de Brusque, o Marcílio Dias garantiu o primeiro lugar e ficou com a taça. Em 1983, a FCF decidiu homologar o Marinheiro como campeão do Estadual de 63 por ter vencido o único torneio organizado em Santa Catarina naquele ano.

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1978
Campeonato do artigo 50


O Avaí ficou tão irritado com um pênalti marcado a favor do Joinville, que decidiu abandonar o Catarinense de 1978. O artigo 50 do regulamento do torneio, que tratava do assunto, não esclarecia o que aconteceria com os pontos das partidas que o Leão ainda iria disputar. O JEC terminou em primeiro, porém, a Chapecoense considerou os pontos ganhou do jogo que não teve contra o Avaí e também se proclamou campeã. O caso foi acabar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Depois de quatro meses de disputa o advogado Waldomiro Falcão conseguiu levar o título para o Tricolor do Norte.

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1994
O jogo que terminou com invasão


O Figueirense voltou a ser campeão do Catarinense depois de 20 anos. A ansiedade da torcida era tanta que aos 32 minutos do segundo tempo da partida final contra o Criciúma invadiram o gramado do Estádio Orlando Scarpelli. O Alvinegro vencia por 2 a 0 quando o árbitro Dalmo Bozzano decidiu acabar o jogo, afinal, os torcedores fizeram tanta festa que levaram para casa inclusive as traves do estádio. Depois de uma disputa nos tribunais, o título foi confirmado para o Furacão.

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1996
Final em três atos


Campeão do primeiro turno, o JEC precisava vence o jogo final do returno contra a Chapecoense por uma diferença de dois gols para ficar com o título antecipado, caso contrário o título seria definido em dois jogos finais. A partida estava empatada até os 42 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Lucio, do Verdão do Oeste, foi expulso. Depois de muita confusão, o Joinville desempatou. Aos 56, o árbitro João Paulo Araújo não viu o bandeirinha sinalizar a bola da cobrança de escanteio tricolor tinha passado por fora. O JEC marcou o quarto gol, fazendo o Ernestão explodir de alegria. No vestiário, pressionado pelo time visitante o árbitro voltou atrás e a partida terminou 3 a 2 para o Joinville.

Na primeira final, o JEC venceu por 2 a 0. Na véspera da decisão no Regional Índio Condá ninguém dormiu na delegação tricolor. Um foguetório acordou os jogadores do Joinville. Os dirigentes do time do Norte do Estado irritados decidiram voltar para casa. Os torcedores da Chape comemoraram o título, porém, o JEC conseguiu, depois de uma árdua batalha nos tribunais, remarcar o jogo para dezembro de 1996.

Com gols de Marquito e Gilmar Fontana o Verdão foi campeão catarinense pela segunda vez em sua história.

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DIÁRIO CATARINENSE

 
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