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Saúde10/05/2018 | 05h14Atualizada em 10/05/2018 | 05h14

Veja como a enxaqueca pode afetar sua produtividade no trabalho 

Neurologista do Hospital Dona Helena realizou um workshop nesta quarta-feira na Expogestão 2018, em Joinville

Veja como a enxaqueca pode afetar sua produtividade no trabalho  Luan Martendal/A Notícia
O neurologista do Hospital Dona Helena, de Joinville, Wladimir Kümmer Foto: Luan Martendal / A Notícia

Você já parou para pensar no quanto uma simples dor de cabeça ou uma enxaqueca afeta a sua produtividade no trabalho? Muitas vezes esse problema passageiro ou até mesmo recorrente desencadeia, além da dor, uma série de implicações na nossa vida pessoal e profissional. O tema gera interesse para uma parcela importante da população, em especial, para as mulheres. São elas as principais vítimas de enxaqueca: três a quatro casos para cada homem acometido com a doença crônica.

De acordo com o médico neurologista do Hospital Dona Helena, de Joinville, Wladimir Kümmer, existe a possibilidade de que 18% das mulheres possam vir a desenvolver enxaqueca em algum momento da vida. E para explicar melhor o que motiva ela a aparecer ou como combatê-la, ele apresentou dicas durante a lição “Enxaqueca e produtividade”, na Expoville, durante um dos 55 workshops que fazem parte da programação paralela da Expogestão 2018.

Para um público de cerca de 50 pessoas, o profissional destacou os impactos desse problema na vida das pessoas, no âmbito social, da saúde e também no trabalho.

— A gente sabe que a enxaqueca não é uma doença grave, que ninguém vai morrer de enxaqueca, mas ela é uma doença crônica que pode desencadear ao longo da vida e que afeta principalmente as pessoas na idade economicamente mais ativa — explica.

Esse incômodo tem implicação importante no trabalho, que não é a causa, mas pode ter reflexos do problema. São considerados gatilhos para o desenvolvimento da doença o estresse, as alterações no sono, os hábitos alimentares incorretos e a falta de atividade física. Além desses fatores ambientais, ainda há casos em que a motivação é desconhecida.

Já quanto aos impactos gerados, principalmente no dia a dia laboral, são apontados, por exemplo, uma possível baixa na qualidade das atividades na qual a pessoa deve exercer.

— No trabalho temos basicamente dois momentos, primeiro quando o paciente tem a crise, que é um incômodo extremamente excruciante, o que muitas vezes faz com que ele pare o que está fazendo ou reduza a sua produtividade. Se eu estou em uma reunião, por exemplo, não consigo concentrar e reagir da maneira que eu gostaria se não tivesse tendo a dor. E também existe aquele comportamento de evitar situações em que pudesse desencadear a enxaqueca — aponta.

De acordo com o especialista, para prevenir ou reduzir as crises o primeiro passo é a informação, o diagnóstico correto do problema, uma vez que pode ser controlado com medidas simples. No entanto, existe uma pequena proporção de pacientes que precisa de ajuda médica e , às vezes, remédios de uso regular (5% a 10% dos pacientes).

No caso de lideranças empresariais, foco da Expogestão, ele considera que o acúmulo de problemas é um gatilho para o desenvolvimento da enxaqueca e de outras dores de cabeça mais esporádicas. "Todas na verdade convergem para um mesmo mecanismo, que é uma desregulação do nosso sistema de alarme, de alerta de dor e todo o desencadeador da enxaqueca pode ser um desencadeador desses outros incômodos", salienta.

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