Unidade entre acionistas, cultura de gestão e pessoas: as dicas de Décio da Silva que todo líder deve levar em conta   - Economia - A Notícia

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Expogestão 201808/05/2018 | 18h42Atualizada em 08/05/2018 | 18h46

Unidade entre acionistas, cultura de gestão e pessoas: as dicas de Décio da Silva que todo líder deve levar em conta  

O empresário Décio da Silva, de Jaraguá do Sul, é presidente do conselho de administração da WEG, Oxford Porcelanas e também da WPA

Unidade entre acionistas, cultura de gestão e pessoas: as dicas de Décio da Silva que todo líder deve levar em conta   Salmo Duarte/A Notícia
Décio da Silva foi um dos palestrantes da Expogestão nesta terça-feira Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Cultura de gestão é um tema de domínio para o empresário Décio da Silva, que, seguindo os ensinamentos de seu pai, Eggon João da Silva (in memorian), ajudou a alavancar os resultados da WEG, uma das maiores multinacionais brasileiras e, na qual, hoje é presidente do conselho de administração. O cargo também é ocupado na Oxford Porcelanas e WPA, sob o mesmo legado. Tamanha representatividade o levou a ser convidado para palestrar na Expogestão 2018, na tarde desta terça-feira (08).

Guiado pelos exemplos transmitidos pelo patriarca da família: visão de longo prazo, execução e pessoas; o empresário apresentou ao público, em especial, composto por líderes empresariais, "reflexões que todo líder deve levar em conta". Ideias e práticas que foram exercidas ao longo de quase duas décadas à frente da presidência da WEG S.A, de Jaraguá do Sul, ainda praticadas, que culminam no crescimento, internacionalização e longevidade da empresa.

De seis lições, uma sobressai e chama a atenção pela simplicidade, trata-se da governança familiar. Composto por três famílias, o controle da WEG segue um preceito básico repassado pelos fundadores aos atuais acionistas, que é o respeito a uma sociedade saudável.

— Construir uma empresa demora gerações ou uma geração inteira, para destruir pode ser muito rápido, por um desentendimento dos sócios. E isso pode acontecer numa empresa de capital aberto, fechado ou familiar, como é a esmagadora maioria das empresas do País. Por isso, a governança é muito importante. Meu pai, nos últimos anos, quando eu ia conversar com ele e queria discutir pontos estratégicos, dizia que a importância é a unidade dos acionistas, porque esse é o grande risco. Estamos nos esforçando e tentamos trabalhar forte nesse conceito. Uma ferramenta é ter um documento que se chama acordo de acionistas, pois passamos por várias funções e o mais importante é você saber usar o chapéu que lhe cabe em cada estágio da organização — ensina.

O executivo considera crucial a escolha e autonomia da liderança da companhia para a garantia da longevidade, alinhado aos interesses do que se busca como modelo de gestão para hoje e para o futuro. A ideia é de que uma empresa longeva passe por uma espécie de "corrida de revezamento" na presidência. 

— Uma companhia você constrói passo a passo em um longo prazo — justifica.

Décio da Silva: Presidente do Conselho de Administração da WEG S.A., WPA Participações e Serviços S.A., Oxford Porcelanas S.A., Membro do Conselho de Administração da Tigre S.A., Membro do Conselho Consultivo da HAVAN.Tema: Cultura de GestãoPalestra: Conselhos que todo líder deve levar em conta
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Considerado outro ponto relevante, está o desenvolvimento de pessoas, que na WEG se traduz em 30 mil funcionários. A ideia é exemplificada pelo investimento na formação e manutenção do quadro de trabalhadores. Segundo ele, a empresa já possibilitou desenvolvimento para cerca de três mil pessoas por meio do centro de treinamento ao longo de 50 anos, metade do total permanece atualmente na companhia e, alguns, ocupam cargos de liderança.

— Acreditamos na formação do líder e uma frase que Eggon cunhou é de que máquinas se compram, dinheiro se pede emprestado se você tem crédito, mas a base do êxito são as pessoas.

Quando o assunto é visão de longo prazo, o empresário também aponta esse penso como essencial para o sucesso e manutenção de um empreendimento. Na WEG, essa prática considera as variáveis do mercado e investimento no portfólio de produtos. São investidos cerca de 2% a 3% da rentabilidade em novos processos e produtos. 

— Quem sabe para onde vai, nunca vai ter vento contrário — explica valendo-se de um provérbio.

Na palestra, Décio da Silva levantou ainda outros dois pontos. Primeiro, a execução, destacando que apesar da visão do longo prazo, é necessário haver equilíbrio entre o curto e o longo prazo. Depois, gestão participativa, na qual salienta além a prática da política de participação de lucros.

— As empresas falham; aquelas que não têm estratégia e podem morrer, e as que falham por sobreviver no curto prazo e nunca dão espaço para investir no futuro. Transpiração é importante e acreditamos nela. Isso nos remete a ter metas, semanal, mensal, anual, que tem que ser muito claras, medidas continuadamente e com retroalimentação. Essa é a garantia de qualquer negócio — conclui.

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