"O segredo não é tentar competir com as máquinas", diz embaixador da Argentina na Expogestão 2018 - Economia - A Notícia

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Emprego do futuro08/05/2018 | 17h09Atualizada em 08/05/2018 | 17h23

"O segredo não é tentar competir com as máquinas", diz embaixador da Argentina na Expogestão 2018

Carlos Magariños palestrou na abertura do evento que ocorre até quinta-feira, em Joinville

"O segredo não é tentar competir com as máquinas", diz embaixador da Argentina na Expogestão 2018 Salmo Duarte/A Notícia
Embaixador da Argentina abriu as palestras da Expogestão, em Joinville Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A abertura da Expogestão 2018 contou com a presença de Carlos Magariños, embaixador da Argentina no Brasil. Ele palestrou sobre o futuro do trabalho e fez uma reflexão sobre como as transformações ocorridas nas últimas décadas impactam nas mudanças que acontecem também no campo profissional.

O economista contou que dedicou toda a carreira profissional para trabalhar nas soluções que um futuro de mudanças demanda. E classifica o tema como muito importante, já que o trabalho define a forma com que as pessoas se relacionam com a sociedade.

Magariños traçou uma linha histórica para apontar as principais transformações que aconteceram na sociedade. Segundo ele, quatro grandes mudanças precisam ser destacadas para entender quais são as necessidades que o campo do trabalho vai necessitar no futuro.

O primeiro fator é o aumento da participação dos países emergentes na economia internacional. Desde 2012, eles passaram a contribuir, pela primeira vez, com mais da metade da economia mundial. Uma segunda mudança foi o surgimento de uma nova classe média mundial, que passarão de 1,8 bilhão em 2010 para 3,2 bilhões em 2020.

Além disso, outros dois fatores contribuem para a reflexão. Um tem a ver com o elevado consumo do capital natural do planeta para a produção de bens e consumo. E outro é o avanço da tecnologia e automatização de muitas atividades.

— Esses quatro elementos nos colocam em uma grande mudança de época, o que nos fazer pensar sobre o que vai acontecer com o trabalho — explica.

Diante disso, o especialista explica que o trabalho estável que acontecia nas últimas décadas não será o suficiente para uma pessoa participar da classe média global no futuro. Segundo ele, até 2030 vai haver um crescimento na automatização dos processos, fazendo com que milhões de trabalhadores fiquem sem emprego. Por outro lado, aparecerá milhões de postos de trabalho em que não haverá pessoas com as habilidades necessárias para ocupar esses lugares.

— O segredo não é tentar competir contra as máquinas, temos que achar a forma de trabalhar com elas. De complementarmos, de trabalharmos juntos — aponta.

De acordo com ele, o pensamento crítico, a identificação de padrões de grande magnitude e a comunicação completa com outras pessoas hoje são habilidades que os humanos fazem melhor do que os computadores. É isso que possibilitará às pessoas agregarem valor aos processos.

Para Magariños, também há a necessidade de mudanças nas habilidades dos trabalhadores e a criação de novas competências. O embaixador aponta que é necessário trabalhar sobre a educação porque esse é o principal ativo que pode ser oferecido às pessoas para competir no mercado de trabalho.

SAIBA MAIS SOBRE O EMBAIXADOR CARLOS MAGARINÕS

Embaixador Carlos Magariños: Economista, diplomata, embaixador da Argentina no Brasil, fundador da Foresight 2020 e da Global Business Development Network.Tema: O Futuro do Trabalho. Palestra: Soluções e oportunidades - presente do futuro
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O embaixador da Argentina no Brasil é especialista em desenvolvimento econômico, relações internacionais e meio ambiente. Antes disso, entre outras posições de destaque, foi Secretário de Indústria e Mineração da Argentina (1993-1996), Representante Econômico e Comercial em Washington (1996-1997) e Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, 1997-2005), quando gerenciou um portfólio de mais de 1,3 bilhão de dólares. Foi professor titular em várias universidades argentinas e Membro "Senior" Associado da Universidade de Oxford. É Senior Fellow da Universidade de Renmin (China), desde 2013. Concebeu e dirigiu vários estudos de pesquisa, cujos resultados foram publicados em oito livros, artigos, conferências e dissertações.

Agraciado com mais de 30 prêmios internacionais, na Ásia, na Europa e na América, incluindo cinco títulos Honoris Causa e numerosas condecorações, integrou também a diretoria de empresas americanas, europeias e asiáticas, bem como de organizações internacionais e comissões das Nações Unidas. Fundou a desenvolvedora de negócios Prospectiva 2020 e a Global Business Development Network (Rede Global para o Desenvolvimento de Negócios), com sede em Washington e escritórios em Lima, Buenos Aires e Bombain.

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