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Expogestão09/05/2018 | 20h08Atualizada em 09/05/2018 | 20h08

'A transformação digital pode ser uma oportunidade', diz palestrante

Gijs Van Delft palestrou sobre os mitos e fatos do profissional do amanhã em Joinville

'A transformação digital pode ser uma oportunidade', diz palestrante Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Os mitos e os fatos sobre o profissional do amanhã foi tema de palestra na noite desta quarta-feira na Expogestão, em Joinville. O presidente da PageGroup Brasil, Gijs Van Delft, falou sobre o panorama da digitalização no mercado de trabalho, como as empresas estão se organizando no cenário atual e quais são os profissionais do futuro que já começam a aparecer no mercado.

Segundo o especialista, a tecnologia está em uma velocidade muito forte e acelerada, impactando os empregos, a estrutura organizacional das empresas e do país, além da formação dos talentos. Dados mostram, por exemplo, que hoje os jovens estão trocando de trabalho a cada dois anos.

Gijs também apresentou dados de que 57% dos empregos atuais são vulneráveis a mudança por causa da tecnologia digital, 70% dos líderes desejam novas habilidades dos profissionais contratados e 90% dos executivos acreditam que a tecnologia ajuda na tomada de decisões.

— A transformação digital não é só uma ameaça, mas pode também ser uma oportunidade — defende.

O presidente da PageGroup mostrou estudos que apontam previsões até 2050, quando 65% das profissões que as crianças terão ainda não existem e 800 milhões de empregos (47% das vagas que existem no mundo no nível formal) devem acabar por causa da robótica e inteligência artificial.

Por outro lado, um estudo mostra que haverá a criação duas novas vagas para cada uma extinta.

— Eu não acredito no mito de que o emprego e a insegurança vão aumentar. Nós já sentimos uma demanda extraordinária na PageGroup para profissões digitais — conta.

As empresas no momento atual

De acordo com a experiência vivida pela PageGroup, até 2000 as empresas buscavam nos candidatos para um emprego competências mais acadêmicas e técnicas. Em 2008, as soft skills (habilidades interpessoais) passaram a ser requisitadas também. Em 2014, também foi adicionado aos padrões de busca o cultural fit (alinhamento entre os ideias da empresa e do candidato).

— O que os executivos pedem cada vez mais são os talentos, de diversos tipos — explica.

Com o avanço da tecnologia, a proximidade física entre as pessoas também diminuiu. No entanto, empresas de renome em tecnologia já voltaram a trabalhar com as pessoas juntas porque perceberam um aumento de produtividade.

Segundo o especialista, a organização das empresas atualmente passa a ser cada vez mais horizontal do que vertical, com a presença de todos os tipos de trabalho, como contratos, freelancers, terceirizados e colaborativos.

Profissional de projetos é o futuro

Van Delft afirma que os profissionais do amanhã são aqueles que trabalham diretamente com projetos. Ou seja, pessoas que atuam em projetos de curta duração, com prazo de início e fim. Estudos mostram que a parcela de trabalhadores temporários no Brasil é de 20%.

Na Europa, esse percentual é maior e está em crescimento. Em 1995, era de 11,5%, passou para 20,4% em 2016 e deve chegar a 50% em 2050. O especialista diz que a tendência é ocorrer o mesmo no país ao longo dos próximos anos.

Segundo ele, o cenário brasileiro ganhou com a flexibilização das leis trabalhistas, que é uma tendência mundial. Gijs acredita que é algo benéfico tanto para emrpesas quanto para colaboradores, gerando mais oportunidades de temporários e flexibilização os processos.

Dados apresentados pelo palestrante:

Profissões previstas para extinguir até 2050:

Piloto de avião
Engenheiro de software
Contadores e auditores
Jornalista
Analista financeiro
Corretor de imóveis/seguros

Profissões em alta até 2050:

Fazendeiro urbano
Desenvolvedor de tecnologia doméstica
Designer de realidade virtual
Designer de produto para impressão 3D
Perito forense digital
Desenvolvedores e arquitetos de informação

Estudos mostram que todas as áreas serão atingidas, mas as seguintes serão as mais voláteis entre 2015 e 2020:

Setores em baixa

Administrativo
Produção e manufatura
Construção e extrativismo
Design, artes e mídias
Jurídico
Instalação e manutenção

Setores em alta

Operações de negócios e finanças
Gestão
Computação e matemáticas
Arquitetura e engenharia
Varejo, marketing e relacionados
Educação e treinamento

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