Piscicultores projetam ampliar em até 70% a venda de pescados nesta semana em Joinville - Economia - A Notícia

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Economia28/03/2018 | 06h00Atualizada em 28/03/2018 | 06h00

Piscicultores projetam ampliar em até 70% a venda de pescados nesta semana em Joinville

A cidade é a terceira maior produtora de peixes para comercialização em Santa Catarina

Piscicultores projetam ampliar em até 70% a venda de pescados nesta semana em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
O presidente da Associação Joinvilense de Piscicultura, Euclides Paterno, afirma crescimento de até quatro vezes das vendas Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Da manhã de hoje ao meio-dia de sexta-feira a procura por peixes em pesque-pagues e direto de piscicultores deve quadruplicar em algumas propriedades de Joinville. O ganho de clientela nesses locais resulta da tradição católica de não comer carne vermelha na Semana Santa e, principalmente, devido à preferência dos consumidores por pescados frescos. Em peixarias, açougues e supermercados o movimento também é tradicionalmente mais elevado nessa época.

E em matéria de peixes para comercialização a região Norte catarinense é bem abastecida.O município de Massaranduba, por exemplo, é o maior produtor do Estado, com 1,7 tonelada ao ano, e Joinville a terceira, com 1.106.650 quilos por ano. De acordo com Hector Silvio Haverroth, gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), apesar disso existe pouca tradição de feiras de peixes vivos na região, ampliando o destaque para as vendas nos pesque-pagues e para abatedouros, em especial, de Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

São justamente eles, os complexos pesqueiros que esperam lucrar mais até a Páscoa. No Pesque-pague Sítio Três Lagoas, na Estrada do Salto 2, a melhor época do ano é essa, quando o movimento de clientes chega a dobrar em relação às semanas anteriores. Ao menos meia tonelada de pescados deve ser comercializada no local – principalmente de tilápia – conforme expectativa de José Correa, funcionário do estabelecimento.

Para ele, a explicação para o crescimento no número de consumidores vai além da tradição cristã. O preço se manteve em relação aos anos anteriores e as pessoas têm preferência por comprar peixes limpos e evitam levar serviço para casa. A diferença de valor entre o produto “sujo” e limpo também é pequena – vai de R$ 10 a R$ 11,50 o quilo, no caso da tilápia.

Avaliação parecida é feita no pesque-pague Piraí, na Estrada do Atalho, que espera quadruplicar o movimento entre hoje e sexta-feira. De acordo com Miriam Kath Will, que administra o local, a maioria das famílias realiza a pesca, enquanto algumas preferem comprar os pescados que já estão presos nas redes. Porém, na hora de levar o produto para casa, acabam gastando um pouco a mais pelo produto limpo. No local a variação também é pequena: R$ 11 o quilo da tilápia “bruta” e R$ 11,50 a limpa.

– O ‘Natal’ dos pescadores e proprietários de pesque-pagues é agora na Páscoa – destaca o piscicultor Euclides Paterno, residente na área rural de Joinville.

Compra direta com os  produtores

Presidente da Associação Joinvilense de Piscicultura, que conta com 19 produtores individuais, Euclides afirma que, no geral, o mercado de peixes na semana que antecede a Páscoa cresce entre 60% e 70%. As vendas ocorrem, na maioria, de pequenas propriedades para frigoríficos, pesque-pagues e distribuidoras. Porém, o consumidor final também é recebido no local, que vende de 2 mil quilos de peixe ao ano.

Para o piscicultor Valério Schiochet, pioneiro no cultivo de lambari na região, a comercialização passou a ser uma atividade econômica importante nas propriedades de economia familiar. Em Joinville são 1.145 viveiros e 159 ruralistas dedicados a atividade.

Levantamento do Procon ajuda a economizar

Neste período os consumidores devem também ficar de olho nos preços. Em exemplo é quem pretende comprar camarão médio com casca ou bacalhau desfiado. Os dois produtos apresentam preços com variação que até triplica  entre um estabelecimento e outro: 327% no camarão e 300% no bacalhau. É o que mostra a pesquisa feita pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Joinville, realizada entre os dias 15 e 16 de março.

O órgão verificou os preços de 21 tipos de pescados e frutos do mar em seis peixarias e supermercados: Peixaria Barra do Sul; Peixaria da Barra; Peixaria do Roque; Pescados Classe A; Angeloni; Big e Giassi.

A maior variação, do camarão médio com casca, considera o valor de R$ 19,90 do produto in natura na Peixaria Barra do Sul e de R$ 84,90, o mesmo item congelado, no Big. Na sequência aparece o bacalhau desfiado, com custo de R$ 19,98 in natura no Big e R$ 60 na Peixaria da Barra. O pescado congelado chega a custar R$ 39,90 na Classe A e R$ 79,90 no Giassi.

O menor peso no bolso será de quem optar pela compra de sardinha (suja), a R$ 4,99 o quilo no Classe A e até R$ 8,98 no Giassi.

Em geral, com relação ao ano passado, os preços praticados para essa Páscoa estão maiores para o bacalhau desfiado (custava entre R$ 19,98 e R$49,90) e camarão com casca (R$ 40 e 60,85). No entanto o preço da sardinha baixou. Em 2017 o produto variava de R$ 5,99 até R$ 13,70.

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