Esteira com defeito já havia ficado parada em fevereiro no Porto de São Francisco do Sul - Economia - A Notícia

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Economia21/03/2018 | 08h32Atualizada em 21/03/2018 | 08h32

Esteira com defeito já havia ficado parada em fevereiro no Porto de São Francisco do Sul

Embarque de grãos no terminal graneleiro continua sendo feito de forma parcial

Esteira com defeito já havia ficado parada em fevereiro no Porto de São Francisco do Sul Divulgação/Divulgação
Reparos são feitos na estrutura do terminal graneleiro do Porto de São Francisco Foto: Divulgação / Divulgação

A estrutura de uma das esteiras de embarque de grãos do SCPar Porto de São Francisco do Sul, que teve cerca de 40 metros de área danificada e cedeu no último dia 11, já havia ficado parada para reforma durante ao menos 25 dias, em fevereiro. A informação foi relatada por funcionários e operadores que trabalham na unidade portuária. Conforme levantamento do Jornal A Notícia, análises técnicas feitas por três engenheiros após a manutenção, no mês passado, já indicavam a necessidade de reparos mais consistentes na galeria.

O diretor-presidente do SCPar Porto de São Francisco do Sul, Luis Furtado, disse ao “AN” que realmente houve uma paralisação no carregamento daquela esteira na ocasião, mas diferente da semana passada, a outra travessia de cargas a granel continuou operando normalmente. Ele não especificou datas e explicou que as questões técnicas referentes a esses reparos devem ser respondidas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) - responsável pela manutenção das esteiras de embarque do terminal graneleiro.

— Ao que cabe à administração do Porto, essa paralisação de fevereiro não representou prejuízos porque a outra esteira continuou trabalhando e como a quantidade de navios fundeados era menor, essa situação não chegou a afetar as operações portuárias e os carregamentos — comentou Furtado.

Serviço retomado

O embarque de grãos ao exterior via SCPar Porto de São Francisco do Sul foi retomado por volta das 19 horas desta segunda-feira (19), com a liberação da primeira das duas esteiras de carregamento do terminal graneleiro. O retorno parcial do serviço ocorreu pouco mais de uma semana depois que parte da estrutura do corredor de exportação 15-B, cedeu. Com o retorno das atividades, parte da capacidade de operação está garantida.

A exportação de granel sólido ficou paralisada por oito dias nos dois “trippers”, em um deles devido a queda da estrutura. No outro, por precaução, e necessitou de reforço para abarcar a atividade. É este que retomou as operações nesta segunda-feira. Os prejuízos para as empresas são estimados em ao menos US$ 1,2 milhão.

Cidasc comenta situação do terminal graneleiro

A reportagem entrou em contato com a Cidasc, por meio de seu presidente, Enori Barbieri. De acordo com ele, a companhia possui projeto pronto de reforma integral do terminal, mas devido aos altos custos (ao menos R$ 50 milhões), a Cidasc realiza os reparos necessários, conforme demanda. Isso porque o terminal opera há 40 anos, 24 horas ininterruptas, nos 365 dias no ano, e por se tratarem de máquinas, segundo ele, incidentes como o da semana passada são imprevisíveis.

No entanto, ele afirma que, com relação a paralisação de uma das duas esteiras de embarque, em fevereiro, ela ocorreu sem nenhum dano ao porto para manutenção. Já que um “chip loader” conseguiu manter as operações portuárias normalizadas.

— É importante salientar que em sete anos no terminal, apesar das limitações, até hoje não tivemos nenhum momento em que não houve embarque de grãos. Essa semana a atividade foi interrompida pela primeira vez, mas os descarregamentos continuaram, e a exportação foi retomada ontem em um dos “chip- loaders” em até mais de 50%, cerca de 70% da capacidade — explica.

Conforme ele, os trabalhos agora são para a conclusão da reforma da esteira que cedeu, com previsão de ser concluída em até 60 dias, em um esforço conjunto das empresas que operam no porto. A Cidasc também afirma que fez pedido de dispensa de licitação ao Governo para contratação de uma empresa para realizar obras no terminal. 

— O objetivo agora é desafogar (a quantidade de navios que aguardam carregamento) e normalizar a exportação dos grãos. Apesar desse atraso e dos problemas, este é o terminal mais eficiente do Brasil e responde por 10% de todos os grãos exportados pelo País — declara.

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