Loetz: "Ninguém inova sozinho" e outros pensamentos que vão ajudar sua empresa - Economia - A Notícia

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Joinville06/11/2017 | 07h35Atualizada em 06/11/2017 | 07h35

Loetz: "Ninguém inova sozinho" e outros pensamentos que vão ajudar sua empresa

Executivos de empresas como Whirlpool, Polux e Tigre falam sobre como superar os desafios da inovação

Loetz: "Ninguém inova sozinho" e outros pensamentos que vão ajudar sua empresa alana schwoelk/Divulgação
Foto: alana schwoelk / Divulgação

Os serviços vão dominar na formação da riqueza, junto com o mundo digital, cada vez mais focado nos desejos e interesses dos consumidores. Isso é ameaça à indústria atual. A inovação tem a ver com a jornada que o consumidor faz para decidir pela compra. E, por isso, a relação do produto com o consumidor está mudando.

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Os comentários são do diretor de Marketing, Vendas e Inovação da Tigre, Luís Wenzel Ferreira, durante debate sobre a reinvenção da matriz econômica de Joinville, durante a quinta edição da ExpoInovação.

– Nós, na Tigre, compreendemos que o nosso negócio mudou: é saúde e higiene. Há três anos, falávamos em tubos e conexões. É essencial mudar o modelo mental, mudar as tecnologias, ou, ainda, o modelo de negócio. A cultura da empresa precisa mudar – afirma. 

– Dado o seu tamanho, a Tigre olha para startups. A aquisição de uma delas, que trabalha na solução de efluentes e captação de água da chuva, é o futuro que já está aqui – avalia o executivo. 

Cada vez mais, os produtos serão serviços; o produto, por si só, não tem mais o mesmo valor, afirma Ferreira.

E finaliza com um alerta:

– Hoje tem alguém querendo destruir o seu negócio. Cuide bem dele.

Culturas mudam o mundo 

No mesmo evento, o superintendente da Fundação Certi, José Eduardo Azevedo Fiates, relacionou quatro aspectos essenciais ao progresso das sociedades e da economia: mercado, dinheiro e recursos, pessoas e conhecimento. Ter uma cidade empreendedora é imperativo, expôs Fiates.

A sua argumentação trouxe um olhar diferente para a questão da inovação, mostrando como algumas cidades, de diferentes países, ao longo da história, destacaram-se e foram condutoras do desenvolvimento global, em períodos diversos.

Falou do desenvolvimento orientado por razões sociológicas, da formação dos povos e do arranjo produtivo que cada um criou para si. Significa dizer: estilo de vida, arte e cultura, pragmatismo para resolução de problemas, disseminação do pensamento crítico via filosofia e diálogos e reflexões transformadoras são alguns destes fatores. 

Abertura para o exterior e dinheiro são outros dois elementos diferenciadores. E mais: oficinas (worksohps) com lugares para a experimentação científica e cultural; e visão ousada de longo prazo completam a lista de comportamentos sociais coletivos requeridos ao processo de inovação. 

Diz mais: “Temos que desenvolver ecossistemas de empresas inovadoras em Joinville e no Estado. É fundamental integrar mais as nossas cidades”.

Senso de urgência

Natanael Kaminski, da Pollux, expressou como é forte o senso de urgência em inovação que a empresa tem. Exemplifica como é essencial agir rapidamente para não ficar para trás: nos Estados Unidos, os shoppings estão às moscas. O comprador migrou para a internet. A Amazon vale US$ 350 bilhões. 

– A gente tem de se apaixonar, sermos obcecados pelo problema do cliente e não pelo produto criado. Temos de aprender com os desejos dos clientes. Para fazer inovação é essencial fazer parte do ecossistema. É impossível inovar sozinho – diz o executivo.

– Para nós, a velocidade de mudança é estratégica. Revisitamos mensalmente nossa estratégia, e optamos por tomar decisões rapidamente. Fazemos assim porque aprendemos com Jack Welch, que se a velocidade de mudança feita fora (da empresa) está maior do que a velocidade de dentro da empresa, o fim está próximo – complementa. 

Inovar de forma ampla

Por que não inovamos no Brasil? A pergunta é do diretor da Whirlpool Latin America, Guilherme Lima. Ele mesmo responde: porque não somos competitivos, nem produtivos. 

O executivo lembrou, em sua intervenção, que metade das profissões atuais já podem ser automatizadas, numa referência clara sobre a essencialidade de melhorarmos a qualidade dos profissionais, já que haverá transformações gigantescas no processo industrial.

Ainda segundo Lima, a indústria representa hoje 13% do PIB do Brasil e, há 15 anos, representava 20%. 

Outra reflexão dele passa pela noção de que a cultura de inovação implica que o risco é permitido. E quanto maior for o risco, maior será a necessidade de recursos. 

Na Whirlpool, 40% dos profissionais da área de tecnologia vieram da parceria histórica com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

– A inovação tem de ter valor para o cotidiano dos consumidores.






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