Comércio impulsiona criação de empregos pelo quarto mês seguido em SC - Economia - A Notícia

Versão mobile

Caged20/11/2017 | 21h27Atualizada em 20/11/2017 | 21h27

Comércio impulsiona criação de empregos pelo quarto mês seguido em SC

Estado abriu 8,6 mil postos de trabalho no último mês, saldo que representa o melhor resultado para um mês de outubro desde 2013

Comércio impulsiona criação de empregos pelo quarto mês seguido em SC Felipe Carneiro/Agencia RBS
Alta prevista para se repetir em novembro e dezembro promete garantir ao comércio saldo positivo até o fim do ano Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

A recuperação do comércio no cenário econômico ajudou Santa Catarina a manter uma escalada na criação de empregos formais pelo quarto mês consecutivo: no último mês de outubro, 8.611 novas vagas foram abertas no mercado. É a quarta melhor marca do país no período, atrás de Alagos, São Paulo e Pernambuco.  

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira. Só a expansão do comércio garantiu oportunidade a 3.204 novos trabalhadores, seguido pela indústria da transformação (2.717 postos), pelo setor de serviços (1.728) e pela agropecuária (1.160). 

O saldo de 8,6 mil vagas criadas no último mês também representa o melhor resultado do Estado desde fevereiro, quando 14,8 mil novos trabalhadores assinaram carteira. No comparativo de cada mês, o resultado desta quinta confirma a maior alta para um mês de outubro desde 2013, quando 12 mil postos de trabalho haviam sido criados.

A alta no volume de vendas é considerada o principal gatilho para os números positivos do comércio catarinense. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio realizada pelo IBGE, Santa Catarina apresentou no último mês de setembro a 11ª variação positiva em relação aos mesmos períodos do ano passado. 

—Temos visto um crescimento nas vagas de emprego em todos os setores da economia, mas o comércio se destaca porque é um dos segmentos que mais cresce nos últimos meses. O comércio catarinense tem a recuperação mais alta de todas as unidades da federação — destaca o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio), Luciano Córdova.

No acumulado do ano, o comércio ainda tem um saldo negativo de 243 vagas. Como a tendência é de que os meses de novembro e dezembro tenham novos resultados positivos, inclusive impulsionados pela contratação de temporários, o balanço final do ano no setor promete terminar em alta. 

—Sim, o comércio vai chegar em um ponto positivo até o fim do ano — analisa Córdova.

Considerando todos os setores, Santa Catarina já soma 46,1 mil novas vagas com carteira assinada em 2017. Entre janeiro e outubro, 789,3 mil trabalhadores catarinenses foram contratados, enquanto outros 743,1 mil acabaram demitidos. Entre as cidades de SC, Joinville teve o melhor desempenho de outubro, com 1.066 novos postos de trabalho, seguida por Brusque (620) e Blumenau (308). Navegantes teve o pior resultado, com 105 postos de trabalho fechados.

Indústria mantém crescimento

Apesar de ter sido superada pelo comércio no último mês, a indústria da transformação alcançou em outubro desempenho ainda melhor do que em setembro: foram criadas 2.717 vagas no setor — o que praticamente repete a marca de 2.696 postos abertos em setembro.

O cenário é considerado positivo pelo presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, que destaca o crescimento na produção, nas vendas e na exportação. Em relação aos próximos meses de novembro e dezembro, o presidente da Fiesc observa que costuma ser normal a concentração de demissões porque a maior parte das encomendas do ano já foi providenciada. Mesmo assim, a aposta é de um quadro equilibrado na relação entre admissões e demissões.

—A criação de empregos ocorreu mês a mês, de maneira consistente, sem que tenha havido um grande estouro no crescimento. Nossa avaliação é de que esta movimentação está equilibrada. Não esperamos ambiente mais hostil nos próximos dois meses — analisa.

Para a Fiesc, o cenário de crise nacional já está superado, mas a expectativa é de uma retomada lenta.

—Tudo indica que passamos a fase de recessão e estamos em um movimento de crescimento, mas não podemos deixar de considerar que será lento porque a queda anterior foi muito grande — aponta Côrte.

Colaborou Larissa Neumann


Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPM forma turma de mais de 100 soldados em Joinville https://t.co/xCYLIE5lPq #LeianoANhá 3 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaQuatro catarinenses estão no mesmo pote do sorteio dos jogos da Copa do Brasil https://t.co/RKjgNpLt1a #LeianoANhá 4 horas Retweet
A Notícia
Busca