Pesquisa do Sebrae revela perfil dos potenciais empreendedores joinvilenses - Economia - A Notícia

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Empreendedorismo02/09/2017 | 14h29Atualizada em 02/09/2017 | 14h29

Pesquisa do Sebrae revela perfil dos potenciais empreendedores joinvilenses

Quase 70% pensam em investir, mas 39% não levam ideia adiante por falta de dinheiro. Comércio é o setor preferido para investimentos

A pesquisa divulgada pelo jornal ¿A Notícia¿ na edição de sexta-feira, que identificou o potencial empreendedor de 70% dos joinvilenses, traz outros dados que ajudam a desenhar o perfil de quem deseja abrir o próprio negócio.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina, que ouviu 400 pessoas em todos os bairros da cidade, 48% dos que pensam em empreender têm o comércio como primeira opção.

Para o coordenador do Sebrae-SC na região Norte do Estado, Jaime Dias Júnior, a preferência por investimentos no setor está ligada à ampla variedade de atividades e negócios que a área compreende. Na sequência, aparecem o setor de serviços (38%) e indústria (11%).

Os mercados com maior demanda em Joinville e que, por consequência, podem gerar boas chances de sucesso, segundo o levantamento, são empreendimentos como açougues (29%) e peixarias (24%), além de livrarias e papelarias (21%). Entre os serviços, a maior demanda é por cursos profissionalizantes, citados por 23% das pessoas.

Foto: Arte / A Notícia


Entre os que pretendem empreender, 20% estão dispostos a aplicar até R$ 10 mil no novo negócio; 23% pensam investir até o limite de R$ 20 mil; e 19%, até R$ 30 mil. Outros 16% pretendem gastar, no máximo, R$ 50 mil. Segundo a pesquisa, esse recurso viria de fontes próprias para 46% dos entrevistados. Já o empréstimo bancário é a primeira opção de 40% deles.

Planejamento é essencial

Apesar do desejo em investir, 39% dos potenciais empresários afirmam que não levaram adiante a ideia por falta de recursos financeiros. Outros 25% não sabem apontar o motivo de ainda não terem empreendido, enquanto 12% sentem necessidade de melhor preparação e 11% citam as condições desfavoráveis da economia.

Na visão do coordenador do Sebrae, a abertura de um negócio não pode ser atribuída a um momento de crise, que deve ser apenas um dos fatores considerado por quem quer iniciar um negócio. O panorama mais próximo do futuro negócio se dá por meio de informação, planos e metas.

– O fator determinante é fazer um bom planejamento porque as crises e as condições econômicas mexem com o mercado e, ao mexer com ele, elas fazem seleções naturais, onde fecham-se empresas e abrem-se outras, inovadoras, diferentes e com novos serviços. Muitas vezes, é na crise o momento para se reinventar e empreender, mas é preciso pôr isso no papel. O empreendedor pode correr riscos, mas ele precisa ser calculado, planejado e o mais assertivo possível – avalia Jaime.

Foto: Arte / A Notícia

Um desses reflexos é observado pelo aumento no número de microempreendedores individuais (MEIs) e empreendedores por necessidade de geração de renda. Em Joinville, foram contabilizados 24.898 MEIs até julho.

Conforme o Sebrae-SC, em meio à recessão, o empreendedor individual vem em uma crescente. A explicação para a ascensão se deve à divulgação e à necessidade que os empreendedores têm de se formalizar, estimulados por um custo mais baixo e facilitado que resulta em uma maior transição do mercado informal para o formal.

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