Loetz: Brasil deixou a recessão para trás, diz consultor - Economia - A Notícia

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Livre Mercado23/09/2017 | 11h26Atualizada em 23/09/2017 | 11h26

Loetz: Brasil deixou a recessão para trás, diz consultor

José Roberto Mendonça de Barros fez palestra na reunião da diretoria da Fiesc, em Joinville

Loetz: Brasil deixou a recessão para trás, diz consultor André Kopsch/Divulgação
Foto: André Kopsch / Divulgação

– O Brasil deixou a recessão para trás. A economia deve crescer 3% em 2018, depois de um 2017 com alta estimada de 0,7%. Não cabe mais a pergunta: vamos sair do buraco? A questão é outra: será sustentável o crescimento? O crescimento sustentável no médio prazo depende de quatro circunstâncias: a melhora das contas públicas; a aprovação de reformas; o resultado das eleições presidenciais; e o aumento de investimentos em infraestrutura. Em relação ao projeto da reforma da Previdência, há boas chances de ser aprovada no primeiro trimestre do próximo ano.

A análise é do consultor José Roberto Mendonça de Barros (foto), em palestra na reunião de diretoria da Fiesc, realizada em Joinville. Disse que o consumo das famílias vai ser o principal fator de expansão da atividade econômica. Lembra que este item representa 60% do percentual geral do PIB.

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As razões

O consultor explica os motivos: há uma supersafra, o que baixará os preços de alimentos e isso faz com que sobre mais dinheiro para as classes C e D. Na prática, combinada com inflação abaixo de 3%, há aumento de renda real dos trabalhadores.

– Não é o salário que subiu; é o custo de vida que diminuiu. Isso não acontece faz tempo e não tende a se repetir. Outro elemento que ajuda é o menor endividamento das pessoas físicas. Mendonça de Barros argumenta que é por isso que os bancos já não receiam mais tanto em emprestar dinheiro. Para completar o quadro, o nível de desemprego desceu para 12,8% e, ainda, os juros estão caindo. E deverão permanecer em queda.

Sobra dólar

Mendonça de Barros prevê que o dólar não passa de R$ 3,20. Relaciona várias razões: está sobrando moeda norte-americana na praça, e isso tem um quê de estrutural. Afirma que o dólar não voltará para R$ 4 tão cedo porque inexiste risco de escassez da moeda no mercado.

Os efeitos

Diante deste cenário, algumas coisas novas vão acontece: a inflação cairá – e permanecerá baixa, mesmo quando a safra voltar ao patamar normal; não há choques de nenhum tipo (nem internos, nem externos); os custos das empresas vão diminuir porque os acordos coletivos de trabalho devem convergir ao redor de 4,5%. Noutro momento de sua fala, o consultor vai direto ao ponto:

– O Brasil deve ser visto como antes e depois da delação de Joesley Batista, da JBS, em 7 de maio. O governo Temer se enfraqueceu tremendamente e isso vem acontecendo ainda.

Exterior ajuda

Ainda Mendonça de Barros: “O cenário internacional é favorável ao Brasil. Construímos aqui dentro as nossas mazelas. Nossa visão é de que o governo Trump não dará certo. Apesar disso, os Estados Unidos crescem 2% e a taxa de desemprego fica em 1,4%. O dólar perdeu valor desde a eleição de Trump. A Europa passa por uma fase muito boa. A aliança França-Alemanha se solidifica e o evento da eleição de Macron é um marco. A Inglaterra decidiu pela saída da União Europeia. Parece aquele tipo de decisão tomada às 3 da madrugada e que não resiste a um dia.

A China está bem. Lá não há riscos de tropeços por causa do crédito ou do setor imobiliário. O único risco é os Estados Unidos iniciarem uma guerra comercial, mas quem não crê nisso.”

Sesi amplia atuação

O Sesi vai ampliar a oferta de educação infantil em Joinville em 2018, ao entregar nova escola, no Sul da cidade, com investimento de R$ 5,5 milhões. A estrutura deve ampliar em 80% o número de vagas para filhos de trabalhadores da indústria. Atualmente, há três escolas do Sesi, sendo duas na Whirlpool. Até dezembro, a entidade entrega o Espaço Maker, semelhante ao criado em Blumenau. A Fiesc deve implantar, em 2019, em Joinville, uma escola Sesi e Senai integrada, com ofertas que vão desde o ensino infantil até a pós-graduação. As informações são da diretora do Sesi para a região Norte-Nordeste, Geysa Finilli.

Tráfego

Do presidente da câmara de transporte e logística da Fiesc, na reunião de diretoria da Fiesc: o terminal TGB, em São Francisco do Sul, vai movimentar 14 milhões de toneladas de grãos, especialmente açúcar. Terá um dos maiores silos do mundo. Isso significará um caminhão por minuto rodando em rodovia federal.

ISS

Está nas comissões da Câmara de Vereadores de Itapoá projeto que aumenta de 3% para 5% a alíquota de ISS para serviços portuários, armazenagem, logística e congêneres. O Porto de Itapoá pode perder competitividade com possível afastamento de investimentos. A Prefeitura de Navegantes diminuiu o percentual de 5% para 2% ao final de 2012.

Palestra

Em evento do Dieese, Vladimir Pomar faz palestra sobre “China 2017-2020 – impactos sobre salários e empregos no Brasil”. Será na segunda-feira, no Sinpronorte, em Joinville.

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