Safra do arroz cresce 24,6% em 2017 no Norte de SC - Economia - A Notícia

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Economia11/07/2017 | 17h49Atualizada em 11/07/2017 | 17h50

Safra do arroz cresce 24,6% em 2017 no Norte de SC

No ano, foram colhidas 167.916 toneladas (t) do grão, 41 mil a mais que a safra passada, quando a produção foi de 126.509 t, segundo a Epagri

Com custo médio de R$ 40 por saca, safra deve ter R$ 133,6 milhões em movimentação financeira dos produtores do setor Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

A safra do arroz de 2017 na região Norte de Santa Catarina teve crescimento de 24,6% em relação à colheita passada, conforme aponta a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri). Da primeira colheita, entre janeiro e abril, à segunda, entre maio e a primeira semana de julho, foram colhidos 3,34 milhões de sacas do grão, o que representa 167.916 toneladas (t), enquanto no ano passado a produção alcançou 126.509 t.

De acordo com a Epagri, os dados foram colhidos com base em amostragem comparativa feita com 128 produtores, técnicos e empresas que compõem a cadeia produtiva do arroz no Norte catarinense. Eles representam o resultado alcançado pelas cerca de mil famílias produtoras nos municípios de Araquari, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul e Schroeder.

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O resultado positivo é puxado por Massaranduba, que teve produção de 57.300 toneladas do grão. Guaramirim e Joinville também registraram boa colheita, de 50.880 t e 20.120 t, respectivamente. As três cidades também compreendem a maior área de plantio da região neste ano, 15.500 dos 20.036 hectares (ha). No ano passado, a área plantada foi menor: 19.655 ha.

Com preço médio de R$ 40 por saca, a safra de 2017 representa aproximadamente R$ 133,6 milhões em movimentação financeira dos produtores do setor na região. Entre as duas últimas safras, o rendimento médio do total colhido por hectare plantado também aumentou, passando da média de 6.436 kg/ha, em 2016, para 8.381 kg/ha neste ano.

Hector Silvio Haverroth, engenheiro agrônomo da Epagri, explica que a safra deste ano não é considerada uma ¿supersafra¿, mas é satisfatória no comparativo com as duas últimas colheitas. Isso porque as influências climáticas, desta vez, não causaram tanto prejuízo à plantação.

– Foi uma safra normal, mas uma boa safra porque na colheita de 2016, por exemplo, houve um período em que o Sol não apareceu e atrapalhou o desenvolvimento do cultivo do arroz. Já na safra de 2015 foram registradas altas temperaturas no período de floração. Então, nós tivemos uma sequência de safras com problemas climáticos que influenciam na produção. Neste ano, mesmo com períodos de chuva e dias nublados, essas condições adversas ocorreram em períodos intercalados, o que não prejudicou tanto quanto nas safras anteriores – explica o agrônomo.


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