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Economia03/07/2017 | 19h37Atualizada em 04/07/2017 | 12h38

Porto de Itajaí recupera linha da Ásia

Serviço havia migrado para Navegantes em 2015 e agravado crise no terminal 

Porto de Itajaí recupera linha da Ásia Ronaldo silva jr/Divulgação
Foto: Ronaldo silva jr / Divulgação

A APM Terminals recuperou para o Porto de Itajaí o serviço ASIA, que liga semanalmente a costa leste da América do Sul a portos asiáticos na Malásia, Singapura, China e Coreia do Sul. O ASIA é parte do antigo serviço ASAS, que em 2015 deixou o Porto de Itajaí e passou a operar na Portonave. Na época a mudança reduziu pela metade a movimentação no terminal e agravou a crise de arrecadação na cidade.

De lá para cá, a linha se dividiu em duas: uma parte operada pela CMA CGM e armadores parceiros, e o serviço ASIA, com 13 navios porta-contêineres dos operadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM.

A primeira atracação do novo serviço está prevista para o dia 9 de setembro. Até abril do ano que vem serão atracações quinzenais — isso porque seis dos 13 navios operados pela linha ASIA têm mais de 305 metros de comprimento e ainda não podem ser manobrados no Complexo Portuário do Itajaí. Assim que a primeira fase da bacia de evolução for concluída, o que deve ocorrer em abril de 2018, as atracações passam a ocorrer toda semana.

Cada navio do serviço ASIA  movimenta de 700 a mil contêineres, o que deve aumentar em até 20% os volumes em Itajaí.

O terminal já opera outro serviço semanal que conecta a costa leste da América do Sul à Ásia, o qual é servido pela Maersk Line, Mol e MSC, através de um sistema de double call — no qual os navios atracam em ambos os terminais do Complexo.

A Portonave não se manifestou sobre a negociação.

Bacia de evolução

As negociações do serviço ASIA levaram em conta o andamento das obras da nova bacia de evolução e a promessa de que a primeira etapa será concluída no primeiro quadrimestre do ano que vem.

Manter a velocidade da obra é essencial para os novos contratos que estão em negociação, sob o risco de perdas irreparáveis para Santa Catarina.

Fôlego

A recuperação do serviço traz fôlego novo à APM Terminals em Itajaí. A empresa, que há anos aguarda autorização do governo federal para extensão do prazo de contrato, previsto para terminar em 2022, já havia tido uma injeção de ânimo em maio, com a mudança no marco regulatório dos portos. A alteração aumentou a possibilidade de êxito no pleito da arrendatária.

Pontos extras

Trazer o Asia de volta a Itajaí deve fazer a APM Terminals ganhar pontos importantes com a prefeitura — e, quem sabe, alterar os rumos das negociações para operação de cargas no berço 3, cujas obras serão retomadas este mês. Na última sexta-feira, em reunião com o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB) e representantes dos sindicatos dos Trabalhadores Portuários, a Superintendência do Porto de Itajaí se comprometeu em priorizar a operação de contêineres no berço 3.

 
 

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