Vendas no comércio varejista de SC em abril registram a maior alta do país - Economia - A Notícia

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Economia13/06/2017 | 11h34Atualizada em 13/06/2017 | 21h31

Vendas no comércio varejista de SC em abril registram a maior alta do país

Pelo números do IBGE, este é o sexto crescimento consecutivo do Estado em comparação com o mesmo período do ano anterior

Vendas no comércio varejista de SC em abril registram a maior alta do país Omar Freitas/Agencia RBS
Números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados na manhã desta terça-feira Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

O comércio varejista de Santa Catarina registrou em abril deste ano a maior alta no volume de vendas em comparação com o mesmo mês de 2016 em relação aos outros Estados brasileiros. O crescimento de 24,5% é a sexta variação positiva consecutiva. Em março havia ficado em 17,1%. Na receita nominal de vendas, o aumento de abril foi de 24,6%. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados na manhã desta terça-feira.

Segundo o órgão, 13 das 27 unidades da federação tiveram aumento no volume de vendas na comparação com abril de 2016. Os destaques ficaram em Santa Catarina e Amazonas, que teve 10%. Na participação na composição da taxa do comércio varejista, SC destacou novamente, com 24,5%, seguida por São Paulo (1,7%).

Na análise dos números do volume de vendas de abril em comparação com março de 2017, o Estado teve uma alta de 1,8%. No acumulado do ano, SC tem 14,5% de crescimento, o maior do país, segundo Isabela Nunes Pereira, coordenadora da pesquisa.

Isabela explica que o setor de hipermercados é diretamente responsável pelos bons resultados. Ele tem peso de quase 50% nos índices:

— O resultado tem muito a ver com o setor de hipermercados, e isso tem relação em como está funcionando o mercado de trabalho, porque isso depende de renda e disponibilidade de renda — explica a especialista.

Outros dois fatores que influenciaram nos números, conforme a coordenadora, são a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a Páscoa ter sido comemorada em abril.

— Março foi bastante ruim para todos, então abril compensou a perda de março — analisa Isabela.

Crescimento nacional de 1% nas vendas

Segundo os dados do IBGE, em abril o comércio varejista nacional cresceu 1% em relação a março de 2017 em volume de vendas 1,3% em receita nominal. O resultado, afirma o instituto, compensou em parte a queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. A variação da média móvel trimestral ficou em 0,2%, considerada praticamente estável tanto em volume, quando em receita nominal de vendas.

Na comparação com abril do ano passado, houve também crescimento, desta vez de 1,9% para o total do comércio varejista, acumulando nos quatro primeiros meses de 2017, em termos de volume de vendas, uma queda de 1,6%. O IBGe pontua que, para a receita nominal de vendas, os mesmos indicadores prosseguem com variações positivas de: 3,4% frente a abril de 2016, 1,5% no acumulado no ano e de 3,4 % nos últimos doze meses.

Setores puxaram alta em Santa Catarina

A maior alta na variação do volume de vendas em abril em Santa Catarina foi puxada pelo setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (56,5%), seguido do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (43,8%), mais favorecido pela desinflação dos alimentos. 

Ainda não analisados na pesquisa, o último mês de maio e a primeira quinzena de junho repetiram o fluxo maior de clientes e aumento nas vendas, diz a supervisora do varejo da rede Livrarias Catarinense, Rosinete Silva Werle. Datas comemorativas e feriados contribuíram para as vendas, observa Rosinete, mas ela aponta que o comportamento dos clientes mudou de forma geral desde o início do ano, com maior disposição para as compras.

—As pessoas estavam mais cautelosas até o final do ano. Na atual situação, muitos procuram um presente mais barato, mas não deixam de comprá-lo. O tíquete médio está mais alto. Procuramos apostar em campanhas, promoções, em mix de produtos e preços mais competitivos para que esse cliente venha até a loja e saia com alguma coisa — aponta a supervisora da rede.

Apesar do histórico recente de crescimento geral, nem todos os setores tiveram desempenho positivo em abril. Segmentos mais dependentes do crédito, como os móveis, ainda sentem o impacto da restrição ao crédito e os juros altos, apresentando queda de -14,7% no último mês de abril em relação ao mesmo mês de 2016.

 
 

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