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Livre Mercado19/06/2017 | 06h00Atualizada em 19/06/2017 | 08h43

Loetz: Joinville tem dez mil imóveis à venda

Quarenta por cento desse total são de padrão supereconômico e voltados para a compra

Loetz: Joinville tem dez mil imóveis à venda Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Levantamento revela as características do mercado imobiliário da cidade Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Pesquisa da consultoria Brain, de Curitiba, feita a pedido do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Joinville (Sinduscon) traça radiografia completa do mercado imobiliário joinvilense. Com dados atualizados do primeiro trimestre de 2017, o levantamento revela características de imóveis mais ofertados e procurados.

Também indica preços médios por metro quadrado de diferentes tipos de imóveis, localizados em sete regiões (denominadas tecnicamente clusters) da cidade. Alguns números contam a trajetória recente dos negócios. Das 495 unidades residenciais comercializadas no primeiro trimestre deste ano, 79 foram lançadas em 2017 mesmo. Isso significa 16% dos imóveis vendidos.

De janeiro a março, o valor geral de vendas (VGV) somou mais de R$ 120 milhões.Outra conclusão obtida a partir do amplo estudo da Brain é que as construtoras continuam a ofertar grande quantidade de apartamentos e casas de padrão super econômico e, inclusive, no modelo exigido pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

Assim, das 9.941 unidades que estavam sendo oferecidas em março deste ano em toda a cidade, 3.950 são de padrão supereconômico: quase 40% do total de imóveis disponibilizados para compra.

Os imóveis de dois quartos ainda predominam porque este tipo é o que melhor atende as necessidades de clientes em busca de um lugar para morar. Eles representam 61% do conjunto das unidades habitacionais colocadas à disposição dos potenciais consumidores.

Mercado varia de acordo com as regiões
A Brain divide o município de Joinville em sete distintas regiões geoeconômicas. Os bairros que compõem cada um destes sete clusters guardam identidades e padrões de consumo próprios entre si, mas são diferentes em relação aos demais clusters. Daí, a lógica dessa divisão para facilitar a compreensão das realidades específicas de cada uma delas.

A área mais valorizada de Joinville continua sendo aquela composta pelos bairros América, Atiradores, Bom Retiro, Centro, Costa e Silva, Glória e Santo Antonio. Nestes bairros, o preço médio do metro quadrado privativo é de R$ 5.110,00, havendo, ainda, ligeiras variações de acordo com a localização específica do imóvel dentro do bairro.

Os apartamentos e casas situados nos bairros Anita Garibaldi, Bucarein, Floresta, e Itaum passaram a ser mais demandados e, então, lá está o segundo maior valor médio do metro quadrado privativo, com R$ 4.803,00. Claro que o Anita Garibaldi puxa o valor para cima, de tal modo que o metro quadrado, no geral, fica apenas 10% abaixo do que vale no cluster 1.

A região do Aventureiro, Boa Vista, Comasa, Espinheiros, Iririú, Jardim Iririú e Saguaçu, aparecem com o metro quadrado valendo R$ 3.949,00. A surpresa, aí, é a inclusão do Saguaçu neste cluster, dado a sua infraestrutura boa e proximidade do Centro e de equipamentos urbanos reconhecidamente de ponta. O que não é a realidade do Comasa e Espinheiros, por exemplo, caracteristicamente periféricos. A explicação pode estar na clássica lei da oferta e procura.

No distrito de Pirabeiraba – que inclui vasta área rural, e também parte significativa do distrito industrial Norte de Joinville, o metro quadrado custa R$ 3.856,00. O cluster 7, composto pelo São Marcos e pelo Vila Nova – ambos na zona Oeste – estão cotados bem abaixo. Lá, o metro quadrado construído custa R$ 3.335,00.

O cluster 5, onde ficam os bairros Ademar Garcia, Fátima e Petrópolis; e o cluster 4, com Boehmerwaldt, Itinga e Paranaguamirim, são os locais mais baratos. Os preços médios do metro quadrado valem R$ 3.099,00 e R$ 2.921,00, respectivamente.

Imóveis residenciais subiram de valor
O valor do metro quadrado privativo para imóveis residenciais, em Joinville, aumentou 1,5% na comparação do primeiro trimestre de 2017 com o último trimestre do ano passado. Já os imóveis comerciais tiveram queda de 5,9% na mesma base comparativa. 

As tabelas mostram a evolução dos preços desde o começo de 2015, portanto, ao longo dos dois últimos anos.

Cai valor do imóvel comercial
O valor do metro quadrado de imóveis comerciais apresentou forte recuo. De pouco mais de R$ 9.100,00 em outubro-dezembro do ano passado para menos de R$ 8.600,00 em janeiro-março deste ano. Mesmo assim, o valor deste ano é bem mais elevado do que o verificado na pesquisa feita entre janeiro e março de 2015. E, até mesmo em relação ao primeiro semestre todo de 2016.

Na fase final do ano passado houve reação, mas agora voltou-se próximo ao patamar do terceiro trimestre de 2015.

 

 
 

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