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Livre Mercado16/06/2017 | 20h38Atualizada em 16/06/2017 | 20h38

Loetz: Exposuper vai ficar em Joinville por mais três anos

Feira e congresso de supermercados de Santa Catarina começa nesta segunda-feira

Loetz: Exposuper vai ficar em Joinville por mais três anos Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Paulo Cesar Lopes é presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

A feira e congresso de supermercados de Santa Catarina, a Exposuper, continuará a ser realizada na Expoville por pelo menos mais três anos. O contrato com os concessionários deverá ser renovado, valendo de 2018 até o ano de 2020. A informação é do presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Paulo Cesar Lopes. O evento de 2017 começará na segunda-feira. Terá 47 palestras e foco na qualificação de profissionais e gestores de negócios de pequeno porte. Confira entrevista:

Que diferenciais o evento deste ano tem em relação às edições anteriores?

Paulo Cesar Lopes
– Trabalhamos muito. A organização está aperfeiçoada. A esmagadora maioria dos expositores do ano passado volta neste ano a apresentar seus produtos. Fechamos todos os espaços previstos a serem locados. Aumentamos a área da feira em 250 metros quadrados. Vamos fazer da trigésima Exposuper a melhor de todas.

As turbulências político-institucionais e reflexos na economia, afetam a atividade de que forma?

Lopes – Sem dúvida, sentimos efeitos das crises que o País atravessa. A economia não cresce por causa das instabilidades. Mesmo assim, acredito que o volume de transações a serem feitas na Exposuper será maior do que o do ano passado. Trabalhamos num segmento essencial à população, que é comida e higiene. Como habitualmente acontece, várias marcas vão apresentar novidades e fazer lançamentos de produtos.

Os números dos primeiros quatro meses do ano apontam para pequeno recuo nas vendas, em comparação com o mesmo período de 2016.

Lopes – Sim. As vendas caíram 0,44%, praticamente estabilização. Em abril, as vendas foram 5,17% superiores a abril de 2016. Mas precisamos relativizar esse crescimento, porque a Páscoa caiu em abril e isso distorce a comparação. Claro que não é um bom dado porque, historicamente, o setor vinha crescendo de forma rápida e contínua ao longo dos últimos anos.

O senhor pode explicar essa situação?

Lopes – O faturamento do setor supermercadista de Santa Catarina cresceu 4,9% ao ano, nos últimos dez anos. Um percentual extraordinário. Mas, como resultado da crise, a média de expansão nos anos de 2015 e 2016 foi de apenas 0,6%. Para este ano, projetamos alta de 1%.

O grande problema é o desemprego?

Lopes – É, sim. Enquanto o nível de emprego não se recuperar, não há como crescermos a taxas elevadas. Por consequência, os investimentos também obedecem à regra do mercado e do potencial de consumo.

Neste contexto, e com a inflação abaixo da meta oficial do governo, os preços estão contidos? Os consumidores sempre reclamam.

Lopes – Evidentemente, num ambiente assim ruim, não há como elevar os preços. Bem ao contrário. Grandes fornecedores estão fazendo promoções, que as redes de supermercados repassam aos clientes. Por exemplo, oferecem embalagens maiores; anunciam a clássica promoção leve três, pague dois.

Há outros elementos?

Lopes – Outros entregam brinde na hora da compra de algum item que deseja vender mais. Isso acontece porque redes médias estão avançando no mercado. Um grupo do Rio Grande do Sul, por exemplo, ganha share no segmento de higiene e limpeza. Entrega produto bem aceito com preço competitivo.

Como está a negociação para a Exposuper de 2018? As prefeituras de Balneário Camboriú e de Blumenau querem levar o evento para lá.

Lopes – As negociações com a Prefeitura de Joinville estão bem adiantadas. Temos reunião com o prefeito Udo Döhler na quarta-feira, dia 21. Acredito que vamos ficar em Joinville por mais três anos. A favor de Joinville, listo alguns fatores: o tamanho do pavilhão – o maior que há no Estado –, estacionamento bem grande e logística adequada por ser a Expoville do lado da BR-101. Os problemas de custos, de cobranças de taxas municipais em cima dos organizadores, estão sendo solucionados com a Prefeitura.

A Acats sempre tem demandas ao Fisco estadual. Que reivindicações tem a fazer ao secretário da Fazenda, Almir Gorges?

Lopes – Temos projetos em parceria com a Fazenda. O que queremos é ajustarmos a classificação fiscal de produtos. Especialmente de biscoitos. Fazemos cadastro com código fiscal considerado errado pela Fazenda. Precisamos falar com o governo para, juntos, definirmos claramente a identificação e código de barras. Se não, autuações poderão ser feitas. A interação entre as partes é muito importante.

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