Loetz: Empresa de São Paulo assume a Busscar nesta segunda-feira - Economia - A Notícia

Versão mobile

Livre Mercado12/06/2017 | 06h30Atualizada em 12/06/2017 | 06h30

Loetz: Empresa de São Paulo assume a Busscar nesta segunda-feira

Os novos proprietários pretendem iniciar a fabricação de ônibus rodoviários aqui em Joinville

A Caio Induscar toma posse da massa falida da Busscar hoje. O ato será às 11 horas, na sede da empresa. Após quatro anos de falência decretada e de quatro leilões realizados só das unidades operacionais – o que inclui três fábricas, uma de carroceria e duas de peças –, a Busscar finalmente muda de dono.

Em março deste ano, teve suas unidades operacionais arrematadas pela Caio Induscar – empresa brasileira sediada em Botucatu (SP) que constrói carrocerias para transporte coletivo. O valor do negócio foi de R$ 67,5 milhões.

A Caio Induscar pertence ao Grupo Ruas, que emprega mais de 30 mil trabalhadores e detém a maior parte da frota de ônibus da cidade de São Paulo. São mais de 6.800 ônibus, representando 53% da frota da capital paulista. Com a compra da Busscar, os novos proprietários pretendem iniciar a fabricação de ônibus rodoviários aqui em Joinville.

Leia mais colunas de Claudio Loetz

Ainda neste ano, devem contratar, inicialmente, 300 funcionários. O investimento previsto soma R$ 100 milhões. Após terem sido realizados os trâmites jurídicos necessários e o pagamento inicial da arrematação, a juíza titular da 5ª Vara Cível de Joinville, Dra. Karen Schubert Reimer, determinou que a compradora tomasse, então, a posse dos bens da Busscar.

Hora de preparar a retomada

Segundo a avaliação da leiloeira Tatiane Duarte, que acompanhou o caso por meio dos leilões desde 2013, a venda obteve um desfecho positivo.

– Após o último leilão negativo, o plano de venda da massa falida da Busscar contemplava a venda desmembrada das unidades, das máquinas e seus equipamentos, inviabilizando a venda como negócio. Esta circunstância, por sua vez, inviabilizaria a retomada das operações. Por isso, do ponto de vista social e econômico, a oportunidade de efetivação da venda foi muito positiva.

Como ocorre com a maioria das falências no Brasil, o valor arrecadado não será suficiente para liquidar 100% das dívidas da massa, nem mesmo a trabalhista.

Leia mais notícias de Joinville e região.





Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaDiretor do JEC/Krona quer 'tríplice coroa' nesta temporada https://t.co/tgxqqr4WZR #LeianoANhá 13 minutosRetweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaDesaparecimento de taxista é investigado como um possível latrocínio em Jaraguá do Sul https://t.co/wDopUqiEoO #LeianoANhá 2 horas Retweet
A Notícia
Busca