Reajuste nas refinarias ainda não reflete em postos de Joinville - Economia - A Notícia

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Combustível01/03/2017 | 15h35

Reajuste nas refinarias ainda não reflete em postos de Joinville

Valor nas refinarias foi reduzido, em média, 5,4%, mas queda não é totalmente repassada a quem abastece os tanques na cidade

Reajuste nas refinarias ainda não reflete em postos de Joinville Salmo Duarte/Agência RBS
Valor abaixo do habitual não tem relação redução de 5,4% no valor da gasolina Foto: Salmo Duarte / Agência RBS
Gabriela Florêncio

gabriela.florencio@an.com.br

A Petrobras anunciou na última sexta-feira a redução de 5,4%, em média, no preço da gasolina vendida nas refinarias. Essa diminuição ainda não deve ser sentida diretamente nas bombas dos postos em Joinville. A gasolina comum está sendo comercializada a R$ 3,502, em média. No inicio do mês de fevereiro este valor era de R$ 3,539.

O último levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — ANP, mostra uma variação de quase 20 centavos entre o valor máximo e o mínimo cobrados nos postos joinvilenses. A pesquisa, efetuada de 12 a 18 de fevereiro, expõe que o maior preço praticado na cidade é R$ 3,637 e o menor R$ 3,439.

Essa média de preço não foi unanimidade no município nesta quarta-feira. Pelo menos três estabelecimentos estão revendendo a comum a R$ 3,299 para pagamento à vista, e R$ 3,399 para pagamento a prazo. A consumidora Irene Maciel Vieira, 61 anos, estranhou o valor abaixo do habitual quando passou perto do local pela manhã.

— Eu estava passando por aqui e observei que estava barato, resolvi abastecer. Será que este preço vai se manter? Eu espero que sim — festeja.


Irene Vieira aproveitou promoção em posto de Joinville

O valor cobrado pelo posto em que Irene abasteceu, não tem relação com a redução de valores anunciada na semana passada.  Segundo o gerente de um dos locais, Robson Cercal, a gasolina começou a ser vendida mais barata nesta terça-feira, e pode voltar ao preço antigo — R$ 3,499 — a qualquer momento.

— Estamos vendendo a gasolina mais em conta, porém não sei informar até quando. É apenas uma promoção que estamos oferecendo aos nossos clientes.

Reajuste depende de outros fatores

Para o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina — Sindipetro, a redução anunciada pela Petrobras ainda não deve impactar diretamente o consumidor final. A diminuição vale para a gasolina tipo A, combustível puro revendido a R$1,18/litro ainda na refinaria.

Até chegar às bombas, o valor sofre vários acréscimos devido à cadeia produtiva do combustível.

O preço em que o consumidor vai encher o tanque depende de todos os repasses feitos durante essa produção. Para Cristian Ribeiro, gerente de um posto em Joinville, a redução na refinaria por vezes nem pesa no valor em que o estabelecimento compra o líquido, isso atrapalha a redução de valores nas bombas.

— Para nós que compramos da distribuidora e não da refinaria, essa redução nem sempre chega. No final das contas, o valor em que adquirimos a gasolina fica no mesmo patamar da compra anterior — explica.

Além disso, o Sindipetro esclarece que a lei brasileira garante a liberdade de preços para o mercado de combustíveis e derivados. A própria rede de postos escolhe repassar ou não ao consumidor final os reajustes. Segundo dados da Petrobras, se o ajuste feito na refinaria fosse integralmente repassado e sem alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, a gasolina poderia cair 2,3% ou R$ 0,09 por litro, em média.

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