Produção industrial de SC teve terceira alta seguida em janeiro - Economia - A Notícia

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Economia14/03/2017 | 11h15Atualizada em 14/03/2017 | 18h48

Produção industrial de SC teve terceira alta seguida em janeiro

Vestuário e alimentos puxaram aumento de 5,6% em relação a 2016

Produção industrial de SC teve terceira alta seguida em janeiro Divulgação/Actonove Fashion Photography
Vestuário ajudou a puxar aumento da produção industrial catarinense. Foto: Divulgação / Actonove Fashion Photography

Em janeiro, a indústria catarinense teve um crescimento de 0,6% na produção física em relação a dezembro, já com ajustes sazonais, a terceira alta seguida, revelou a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira. Em relação a janeiro de 2016, o salto foi de 5,6%. Foi também o melhor índice em sete meses.

No país, conforme divulgado no dia 8 de março, houve alta de 1,4% em relação a janeiro de 2016, o primeiro dado positivo nesse tipo de comparação após 34 meses de queda. No paralelo com dezembro, a produção industrial nacional recuou 0,1% em janeiro.

Para o consultor econômico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Paulo Guilhon, o resultado estadual deve ser comemorado, mas ainda não é possível apontar tendência de crescimento.

— Esse resultado é um alento em função do que vinha acontecendo, e também vemos que a confiança do industrial está muito melhor que há um tempo atrás, mais ainda é cedo para falar em um prognóstico positivo - pondera Guilhon.

Além da produção e da confiança do empresariado, outro número foi positivo no primeiro mês de 2017: o saldo de empregos no Estado, de 11.284, foi o maior do país. E mais da metade dessas vagas vieram da indústria.

Vestuário e alimentos puxaram bons resultados


O vestuário segue sendo um dos setores mais importantes para a indústria catarinense, Em janeiro deste ano a produção do segmento aumentou 17,8% em relação a janeiro de 2016. Boa parte desse resultado se deve à substituição de importações da China, devido ao câmbio, que já vinha ocorrendo ao longo do ano passado. Com o produto chinês caro, as redes varejistas acabam comprando mais das confecções nacionais. O frio também ajudou. 

— Tivemos um inverno bastante frio no ano passado, o que foi positivo para nós, porque são produtos de maior valor agregado, e os estoques foram todos vendidos. E como o inverno de 2016 foi bom, os lojistas estão confiantes que este seja também e compraram estoque novo - explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Jaraguá do Sul, Neocir Dalri.

No entanto, ele prefere ter cautela ao analisar os resultados e apontar para um futuro promissor, especialmente porque o crescimento, afirma, é alto porque é feita uma comparação com base em números muito ruins de anos anteriores. 

Dono de uma confecção de vestuário infantil em Pomerode, Moacir Fachini, é mais otimista. Ele prevê que a empresa repita o crescimento de 15% no faturamento e também no volume de produção visto no ano passado.

— Sentimos que ocupamos um grande espaço com a inibição das exportações da China e nos primeiros meses deste ano nosso crescimento de produção está no ritmo de 15% de aumento - diz Fachini.

De acordo com o economista da Fiesc, se houver confirmação da política de aumento de juros nos Estados Unidos, com consequente depreciação do real, a indústria do vestuário seguirá ocupando o espaço dos produtos asiáticos.

Diferentemente do vestuário, que cresceu com o mercado interno, a indústria de alimentos viu seus números inflarem com as exportações. Em  janeiro a produção do segmento no Estado teve alta de 15,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, o segmento melhor desempenho entre os setores industriais catarinenses. 

No primeiro bimestre, as exportações de carne de frango - item que lidera os embarques de SC ao exterior - cresceram 36% em valor no paralelo com o mesmo período de 2016. Também tiveram alta nas exportações a soja (+95%) e a carne suína (+74%).

A expectativa para o segmento de alimentos é positiva, especialmente para os produtores de carne de frango e suína. 

— Podemos crescer para onde já exportamos e, além disso, tem mercados que estão em processo de abertura, como a Coreia do Sul. Temos ainda um trabalho forte no México para abertura daquele mercado - afirma o diretor executivo do Sindicarne, Ricardo de Gouvêa.

Para o mercado interno, contudo, ele não é tão otimista. A instabilidade política, diz, ainda é um fator que gera incerteza quanto à retomada da economia e, portanto, do consumo dos brasileiros.


 
 

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