Cesta básica em Porto Alegre cai 4% em fevereiro, mas continua sendo a mais cara do país - Economia - A Notícia

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Pesquisa Dieese07/03/2017 | 19h12Atualizada em 07/03/2017 | 19h12

Cesta básica em Porto Alegre cai 4% em fevereiro, mas continua sendo a mais cara do país

Queda foi registrada em 25 das 27 capitais. Na capital gaúcha, preço do conjunto de alimentos essenciais é de R$ 435,51

Cesta básica em Porto Alegre cai 4% em fevereiro, mas continua sendo a mais cara do país Julio Cavalheiro/Agencia RBS
Foto: Julio Cavalheiro / Agencia RBS
Agência Brasil
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O preço da cesta básica caiu no mês de fevereiro em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta terça-feira. A cesta com conjunto de alimentos essenciais básicos mais cara em fevereiro foi a de Porto Alegre (R$ 435,51), apesar de ter registrado decréscimo de 4% no custo. 

Em seguida, estão as cidades de Florianópolis (R$ 434,13), São Paulo (R$ 426,22) e do Rio de Janeiro (R$ 424,55). Rio Branco (R$ 330,58) e Recife (R$ 344,06) registraram as cestas com menor valor. A maior queda ocorreu em Manaus (-5,14%). Foram registradas elevações apenas em Natal (0,59%) e São Luís (0,14%).

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Nos últimos 12 meses, 11 cidades acumulam alta. Maceió (6,89%), Natal (5,99%) e Porto Alegre (4,48%) registraram os aumentos mais expressivos. Entre as 16 cidades com queda, o destaque foram Manaus (-14,26%) e Boa Vista (-9,04%).

Alimentos

Os itens que registraram queda na maioria das cidades pesquisadas, em janeiro e fevereiro, foram feijão, carne bovina de primeira, tomate, açúcar e leite integral. O preço do óleo de soja, do café em pó e da farinha de mandioca, especialmente no Norte e Nordeste, por sua vez, teve predominância de alta.

O preço do feijão caiu em 26 das 27 capitais pesquisadas em fevereiro. O do tipo carioquinha teve alta apenas Goiânia (0,99%). Em Belém, a redução chegou a 33,62%. O preço do feijão-preto diminuiu em todas as localidades pesquisadas, com destaque para Rio de Janeiro (-10,33%), Curitiba (-9,74%) e Florianópolis (-9,41%).

Já o custo do óleo de soja subiu em 22 cidades. Os destaques foram Manaus (9,90%), Maceió (7,52%), Belém (7,31%) e Recife (6,57%). As capitais que apresentaram queda no preço do item foram Goiânia (-8,78%), Palmas (-2,37%), Porto Alegre (-1,90%), Rio de Janeiro (-1,06%) e Curitiba (-0,22%). Nos últimos 12 meses, no entanto, o óleo de soja acumula alta em 26 localidades. De acordo com o Dieese, a destinação do produto para elaboração de biocombustíveis explica a alta no preço do alimento.

Salário mínimo

O Dieese calcula o valor que o salário mínimo deveria ter para suprir despesas básicas do trabalhador com base no custo da maior cesta. Em fevereiro, o valor de referência foi o de Porto Alegre. Nesse levantamento, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.658,72. O valor é 3,90 vezes o mínimo atual de R$ 937. Em janeiro, o mínimo necessário era de R$ 3.811,29.

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*Agência Brasil

 
 
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