Previsão do PIB para 2017 levará Trump em conta, diz Meirelles - Economia - A Notícia

Versão mobile

Ministro da Fazenda18/11/2016 | 09h40Atualizada em 18/11/2016 | 09h40

Previsão do PIB para 2017 levará Trump em conta, diz Meirelles

Anúncio que deve sinalizar crescimento ao redor de 1% ocorrerá na próxima semana

Previsão do PIB para 2017 levará Trump em conta, diz Meirelles Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a nova previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2017, que será anunciada na semana que vem, já vai levar em conta os efeitos da vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

— No momento que tivermos o número, logo no início da semana que vem, vamos divulgar imediatamente — declarou o ministro em Nova York, na quinta-feira, após uma reunião com investidores.

Leia mais:
Confiança do empresário perde fôlego no RS
PIB de 2014 cresceu mais do que o estimado e somou R$ 5,779 tri

A previsão inicial da Fazenda era de expansão de 1,6% do PIB em 2017, mas o número deve ser reduzido. A equipe econômica sinalizou um crescimento ao redor de 1%. Para explicar os motivos da revisão para baixo, Meirelles fez uma analogia da crise atual com outras crises que o país enfrentou, especialmente a de 2008, quando ele estava na presidência do Banco Central. 

Segundo Meirelles, a crise atual começou a ser combatida em maio, quando o presidente Michel Temer assumiu o Planalto. Já a crise de 2008, disse, foi "duríssima", mas combatida muito rapidamente e de forma "forte":

— O PIB brasileiro caiu mais de 13% em termos anualizados em um trimestre. Foi muito dura, mas reagimos muito rapidamente.

Como a crise atual demorou para ser combatida, Meirelles afirmou que a saúde geral da economia ficou mais deteriorada e várias empresas, com problemas financeiros e em recuperação judicial. 

— Tudo isso demora um pouco para retomar, mas já está em andamento. É uma recuperação sólida e gradualmente vai aumentar a taxa de crescimento, principalmente, porque estamos trabalhando em outras reformas, como em infraestrutura — declarou.

Meirelles disse que a maior fonte de questionamento de investidores em Nova York tem sido sobre as medidas do ajuste fiscal. A questão da crise dos Estados é alvo menor das preocupações e os americanos têm mostrado "alívio" quando o ministro reafirma que não pretende comprometer o ajuste ao tentar ajudar os Estados problemáticos.

Os protestos que têm acontecido no Rio de Janeiro são vistos em Nova York como um fato isolado, que refletem a situação "dramática" em que está o Estado, disse Meirelles:

— São medidas muito duras que estão sendo tomadas no Rio, ou que estão sendo propostas, mas por outro lado mostram para todos os demais Estados que precisamos agir com firmeza, com o pé no chão para evitar que o Brasil inteiro fique como o Rio.

Leia as últimas notícias


 
 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaAcidente entre três veículos bloqueia trânsito na BR-280, em Araquari https://t.co/Zn9qoTxd98 https://t.co/5tLiPddq4Yhá 2 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaDelegado deve concluir inquérito sobre chacina em Joinville em até 30 dias https://t.co/sZOLZeqvB0 https://t.co/dr9cGk1c9Chá 4 horas Retweet
  •  
A Notícia
Busca
clicRBS
Nova busca - outros