Claudio Loetz: Fundo para estimular a inovação em Joinville - Economia - A Notícia

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Livre Mercado 08/10/2016 | 08h03

Claudio Loetz: Fundo para estimular a inovação em Joinville

Planejamento prevê lançamento de edital para o primeiro bimestre de 2017

Claudio Loetz: Fundo para estimular a inovação em Joinville Max Schwoelk/Divulgação
Pompeo acredita em três formas de inovação Foto: Max Schwoelk / Divulgação

O presidente do Conselho Municipal de Ciência, Inovação e Tecnologia da Informação (Comciti), Pompeo Scola (foto), está animado com as perspectivas de avanços dos negócios e com o potencial desenvolvimento do setor em Joinville. Em seu mandato de 2016 até 2018, as prioridades são ativar o ecossistema de inovação e criar e fomentar organização a envolver a academia e outros agentes econômicos relacionados a este tipo de iniciativas necessárias ao dinamismo da sociedade. O Comciti é integrado por representantes de 33 entidades e organizações – desde universidades, órgãos públicos municipais e estaduais, e da iniciativa privada local.

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Em Joinville, há 12 instituições de ensino superior. Muitas delas podendo participar dos debates e da consolidação de ideias. Neste sentido, um dos objetivos do comando do órgão é estimular os alunos, com possíveis premiações, além de auxiliar professores, tendo orientação de gente especializada nos temas específicos de pesquisa.
Uma das boas perspectivas para que o setor seja, de fato, elemento desenvolvimentista está na criação do fundo Acelera Joinville. Pompeo anuncia que o fundo deverá ser viabilizado com recursos de variadas fontes. Patrocinadores e interessados podem se juntar à iniciativa com aporte financeiro, que varia de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Os recursos se destinarão a apoiar o crescimento de startups joinvilenses.

O planejamento prevê lançamento de edital do fundo para o primeiro bimestre de 2017. O executivo – que já trabalhou na Buscapé e até bem recentemente atuou na formatação do Instituto Miguel Abuhab (IMA) – enxerga que haverá vigor no setor.
– Há, agora, claro interesse em olhar para atividades vinculadas à chamada economia criativa, por exemplo. Já há ofertas de espaços físicos, de mentoria e de dinheiro. O local onde os profissionais vão trabalhar ainda não está decidido, mas há ofertas. Desde hotéis, até fábricas; com dinheiro podendo vir de empresas e de pessoas físicas.
– Joinville passou a entender a importância dessa engrenagem, que começa a rodar. A estruturação desse tipo de atividade ajuda a dar foco a pesquisas e auxilia empresas nascentes a crescerem. Esse conjunto de fatores terá a capacidade de abreviar a modernização da economia local aposta Pompeo.

O que virá de novo? Um exemplo vem do setor de cobrança de dívidas, que ainda age como há 20 anos. Em breve, as fintechs – empresas que oferecem serviços financeiros que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia, e que surgem da economia criativa –, vão nos mostrar outras formas de abordagem. Elas darão praticidade e o uso dessa tecnologia também permite diminuir a burocracia. O ponto central para que a mudança de modelo possa vingar rapidamente atende pelo nome de big datas. A enorme quantidade de informações disponíveis fará com que o processo de cobrança seja feito naturalmente – e se estenda até a liquidação completa do débito.
A inovação se dá de três formas. A primeira é a inovação dentro da própria empresa ou organização. É o que fazem Embraco, Whirlpool e Ciser, por exemplo. Pompeo diz:
– Essa forma raramente traz superinovação, efetivamente disruptiva. Serve para a sobrevivência no mercado e auxilia um tanto para crescimento.

A segunda formulação é aquela que parte de teses prévias, servindo como vetores para dar aceleração a ideias novas. Isso é bastante utilizado em outros países, mas aqui em Santa Catarina ainda não é praticado com a ênfase desejável. A terceira possibilidade de inovar é a que passa por acasos e/ou circunstâncias. Surge, aparentemente do nada e ocorre quando se permite abrir a cabeça a quaisquer ideias, aproveitando olhar para situações e lugares dos quais podem nascer projetos e produtos diferenciados.
Sim. O desenvolvimento de sociedades exige que parte de seus membros pense além do trivial, que se engaje na busca coletiva por criação de processos, métodos e produtos disruptivos. Aquilo que realmente diferencia empresas, grupos sociais e cidades preparados para serem líderes transformadores, enquanto os demais correm no pelotão traseiro da inventividade.

Joinville inicia a valorização do criativo nestes tempos pós-industriais. Estamos atrasados. É necessário agilidade e ação conjunta na direção do que precisamos fazer, para sermos, adiante – mas não muito depois – reconhecidos como um ambiente social evoluído também no padrão tecnológico.

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