Loetz: é hora de vivenciarmos um novo tempo em Joinville - Economia - A Notícia

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Livre Mercado24/09/2016 | 09h01

Loetz: é hora de vivenciarmos um novo tempo em Joinville

Colunista de AN disserta sobre i Jornada Positiva, uma iniciativa que tem o propósito de resgatar valores de integração e solidariedade

No ano passado, foi tempo de “Xô, crise!”. Radiografamos empreendimentos que se propuseram a enfrentar os problemas com investimentos. Há um ano, os lamentos empresariais e as angústias pessoais se intensificavam. As queixas já não são tão intensas. Mas continuam ao conversarmos com as pessoas. Persiste o desencanto. É natural, isso. É efeito das perdas – financeiras, emocionais – vividas ao longo de meses e meses. Por isso, é hora de um novo tempo. Tempo de vivenciarmos, em Joinville, uma jornada positiva (www.sympla.com.br /jornada positiva).

Neste contexto, surge, em Joinville, uma iniciativa ousada: a Jornada Positiva. Com o propósito de resgatar valores de integração e solidariedade, o evento está programado para o dia 5 de outubro, às 19 horas, na Expoville. Na ocasião, serão realizadas dez palestras, de 15 minutos cada uma. As falas ficam a cargo de pessoas de diferentes áreas de conhecimento, com práticas profissionais variadas e que irão relatar experiências inusitadas, dividir histórias inspiradoras. Exemplos de situações que se relacionam – algumas – a negócios e empresas. Outras não. Exemplares histórias de compartilhamento, fé, dedicação, humildade e riqueza, lógicas de superação, gratidão.

A sociedade joinvilense tem um compromisso consigo própria: melhorar o astral, superar o mau momento, reelaborar sua forma de viver em grupo, enxergar-se de maneira mais otimista. Espantar os fantasmas do negativismo generalizado. É hora de reconquistar a autoestima. Virar a página do desassossego. Sacudir o conformismo. Incorporar o ânimo, para além do dia-a-dia banal, e de horizontes limitados, unicamente, ao trabalho é à sobrevivência essencialíssima à vida.

É vital sairmos da letargia, que aprisiona. Chegou o momento de contar, estimular e disseminar lições de humanismo. É o que o evento vai proporcionar. O cotidiano perturba? Coragem se impõe para fazer a travessia. Faz tempo, o noticiário econômico e político é repleto de informações e comentários negativos. Sem omissão, responsavelmente, mostramos o que acontece.

Desemprego massivo, resultados das empresas ruins, produção e vendas bem abaixo do desejado, lojas fechando aos montões. A população mais pobre, violência crescente, lazer raro, saúde fragilizada, consultórios de psicólogos e psiquiatras lotados. Este é o ambiente dos últimos 30 meses.

Essa é a atual realidade social. O quadro tem se deteriorado por conta dos medos de cada um – e do conjunto – sobre o futuro imediato e de médio prazo. Esta sensação negativista não deve ser escondida nas reflexões sobre quem somos. Se esta é uma lógica do jornalismo – relatar e analisar as situações nas quais estamos inseridos, interpretar e prospectar possibilidades –, bem verdade que todos nós precisamos ter um “respiro”. As pessoas – todas elas –, necessitam de amparo emocional. E vivenciar o lado alegre da vida. Cada um de nós tem o dever, consigo próprio, de buscar as energias para encaminhar alternativas e encontrar soluções para o que, popularmente, se chama “dar a volta por cima”.

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Dilma foi embora porque encarnava o pior dos mundos para o mundo dos negócios; a elite comemorou, com sorrisos nada disfarçados de conotação ideológica. Mas, ela mesma, a elite, continua com um pé atrás em relação ao novo governo. Continua esperando. Pouca coisa mudou. Nem é possível haver transformações. Tudo é um processo. Processo engessado e dependente de imensos jogos de pressões e contrapressões.

As desgraças cotidianas derrubam o já reduzido sentimento de coletividade. Prevalece o individualismo. O pensamento dominante é como posso “me virar”. E, em face das circunstâncias atuais (pouco dinheiro no bolso, preços das mercadorias elevados, saúde mais precária, estresse no pico), a noção de pertencimento é praticamente nula. Essa ideia de que nada se pode fazer – apenas esperar que os outros equacionem e deem solução ao que incomoda –, é um enorme equívoco.

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