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Encontro Brasil-Alemanha20/09/2015 | 20h10

O que o Brasil pode aprender com o sistema de ensino alemão

Representantes de indústrias e de instituições alemãs e brasileiras participaram do fórum das micro, pequenas e médias empresas neste domingo

O que o Brasil pode aprender com o sistema de ensino alemão Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Presidente da Fiesc Glauco Côrte destacou a importância da inovação Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS
O número de horas destinadas à formação técnica na Alemanha é 3,5 vezes maior do que no Brasil, e esta é uma das razões pelas quais os produtos do país europeu se destacam em qualidade no mercado internacional, explicou o empresário Reinhold Festge, o representante da Alemanha no fórum Brasil-Alemanha das micro, pequenas e médias empresas, realizado na tarde deste domingo, no Hotel Bourbon, em Joinville.

Outra característica destacada pelos palestrantes no sistema de ensino profissionalizante alemão é aliar teoria e prática no contexto do trabalho, com peso muito superior para a prática. São 4.580 horas dedicadas à prática na Alemanha, contra 960 horas no Brasil. E, desde o primeiro dia, o jovem estudante já está dentro da fábrica, algo que não é permitido pela legislação brasileira.

Investir na formação é considerado o passo mais importante para que as micro, pequenas e médias empresas brasileiras elevem o peso nas exportações. Em Santa Catarina, por exemplo, existem quase 1,2 mil empresas exportadoras e as MPEs representam 73% do total, mas apenas 8,4% em valor exportado.  Ainda assim, o percentual está acima da média nacional, que não chega a 5%, explicou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catatarina (Fiesc), Glauco Côrte.

— A Alemanha  incentiva  a inovação, e isto é vital para o sucesso da economia alemã — diz Côrte.

Algumas iniciativas apresentadas durante o fórum podem ajudar o Brasil a qualificar a formação dos profissionais. Uma delas é a parceria firmada, em abril deste ano, entre o Senai e empresários alemães. O objetivo é entender como funciona o ensino dual (que alia teoria e prática) adotado no país europeu e adaptá-lo à metodologia do Senai.

No setor automotivo, o Instituto Euvaldo Lodi  (IEL) de São Paulo está implementando um programa de qualificação de fornecedores em parceria com a Bosch, empresa que fatura R$ 5 bilhões na América Latina e tem 50% dos itens comprados, o que coloca o desenvolvimento da cadeia de fornecimento como ponto estratégico.

Outra iniciativa vem do IPK, um dos braços do renomado instituto alemão Fraunhofer, especializado em inovação e pesquisa aplicada. Em parceria com entidades nacionais como a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer), o  instituto vai identificar as necessidades das indústrias de moldes do Brasil e desenvolver um projeto com duração de cinco anos para elevar o processo brasileiro ao nível de excelência  alemão, explicou o representante do IPK, David Domingos.

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