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Indústria21/09/2015 | 19h08

Ministério do Trabalho interdita equipamento na Tupy, em Joinville

Auditores só tomam a medida quando há risco grave e iminente para o trabalhador, explica MTE

Ministério do Trabalho interdita equipamento na Tupy, em Joinville Leo Munhoz/Agência RBS
Férias coletivas no setor do acidente foram estendidas até 5 de outubro Foto: Leo Munhoz / Agência RBS
A fundição Tupy confirmou, na tarde desta segunda-feira, a interdição de equipamento na fábrica de Joinville. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vinha estudando a medida há alguns dias como parte da investigação iniciada após a morte de um funcionário, no dia 4 de setembro. Ele sofreu queimaduras por todo o corpo em acidente envolvendo o forno vazador 4, no setor de conexões.

Três frentes de investigação
Trabalhador que morreu tinha 25 anos de casa


A auditora Luciana Carvalho, chefe do setor de saúde e segurança do MTE, em Florianópolis, ainda não recebeu documento formalizando o procedimento. Os detalhes da ação dos auditores em Joinville só devem ser conhecidos nesta terça-feira. Contudo, Luciana antecipou que esta medida é a mais forte de que a fiscalização dispõe e que só ocorre quando há risco grave e iminente para o trabalhador.

— Só usamos a interdição com precaução e certeza, somente quando o auditor já se convenceu do risco, e ela tem caráter de correção — afirmou a auditora.

Em outras palavras, significa que mesmo que o funcionário tenha feito algo em não conformidade com as normas de segurança (a investigação sobre as causas do acidente ainda não foi concluída), identificou-se uma situação na qual há risco independente da vontade do profissional e que precisa ser corrigida, explicou.

O tempo necessário para correção pode variar de uma empresa para outra. Segundo a auditora, algumas conseguem resolver o problema de um dia para o outro. Em casos mais graves, já aconteceu de se estender por dois anos. Luciana diz que o MTE nunca sofreu a reversão judicial de uma interdição.

O sindicato dos trabalhadores nas indústrias metalúrgicas ainda não havia sido informado do fato até segunda-feira à tarde.

O presidente da entidade, Sebastião de Souza Alvez, informou somente que as férias coletivas, concedidas no dia 8 de setembro, terminaram no domingo.

Todos os trabalhadores voltaram ao trabalho nesta segunda, exceto aqueles do setor onde houve o acidente, o que representa em torno de 330 profissionais. Ali, as férias foram estendidas até o dia 5 de outubro, informou a liderança sindical. 

A Tupy não deu detalhes sobre a interdição de equipamento.

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