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Tristeza05/09/2015 | 19h06Atualizada em 08/09/2015 | 14h10

Funcionário que morreu após acidente na Tupy trabalhava há 25 anos na fábrica

Trabalhador morreu no sábado após ter o corpo coberto por queimaduras em acidente dentro da maior fundição da América Latina

Funcionário que morreu após acidente na Tupy trabalhava há 25 anos na fábrica Salmo Duarte/Agencia RBS
Familiares e amigos se despedem de Venicio Rufino de Borba Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Correção: O filho de Venicio chama-se Vinícius e não Venicio como publicado inicialmente. O texto abaixo já foi corrigido.

— Acho que para mim não vai dar mais, diga para minha esposa que eu amo ela e meus filhos.

Funcionário da Fundição Tupy morre após acidente com caldeira, em Joinville

Com estas palavras, ditas de braços abertos a um colega de fábrica, Venicio Rufino de Borba encerrou, de forma prematura, uma vida que se poderia chamar de bem vivida. Em 47 anos, cultivou muitas amizades, casou e teve dois filhos. Ele sabia ser bem-humorado e se distrair, não dispensava o futebol e a pescaria.

— Um homem forte e saudável — afirmou o sogro, durante o velório na tarde deste sábado.

Venicio também desenvolveu o talento musical. Ao lado de seu irmão seis anos mais velho, era o Curió, da dupla sertaneja Curió e Sabiá. Durante quatro anos, cantou e tocou o inseparável violão para os ouvintes da Rádio Difusora nos anos de 1990. O nome da dupla remete aos tempos do sítio, quando ainda morava em Piçarras, sua terra Natal.


Ao lado do irmão, Venicio era Curió, da dupla sertaneja Curió e Sabiá. Foto:Reprodução

Na vida profissional, a trajetória se confunde com a de inúmeros trabalhadores que construíram uma carreira longa e sólida na fundição Tupy. De acordo com amigos e familiares, ele fez faculdade para aperfeiçoar o conhecimento em metalurgia, gostava da profissão e da empresa e ocupava uma função de liderança dentro da fundição A, no setor de conexões. Era um profissional experiente, com 25 anos de casa, e que inspirava confiança.

Por pouco, seguiu o mesmo destino do irmão Abelardo, o Sabiá, que se aposentou pela fundição. Venicio já havia dado entrada na documentação para aposentadoria. Uma inspiração para o filho Vinícius Alef, de 21 anos, que também trabalha na fábrica -  ter vários funcionários de uma mesma família é uma situação comum na maior fundição da América Latina. O jovem não presenciou o acidente do pai e, muito abalado, preferiu não dar declarações sobre a tragédia.

Venicio morreu preparando-se para dois eventos importantes no final do ano, a comemoração de bodas de prata e a festa de 15 anos da filha.  O enterro será neste domingo, às 9 horas, no cemitério Nossa Senhora de Fátima, no bairro Itaum.

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