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Carreira04/03/2015 | 11h21

Trocar de emprego em ano de instabilidade econômica: vale a pena?

Headhunter Bernt Entschev dá dicas sobre como lidar com a situação

Trocar de emprego em ano de instabilidade econômica: vale a pena? Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
Bernt Entschev
Bernt Entschev

coluna@debernt.com

Por mais que a geração atual de jovens profissionais não se preocupe exageradamente com a estabilidade profissional, quando o momento econômico não inspira muita segurança é natural que surja certo tipo de hesitação diante de possibilidades de movimentação na carreira. Diante de uma proposta nova de emprego num ano economicamente instável, como o profissional deve agir? O que deve levar em consideração? Como pesar prós e contras?

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Avaliando possibilidades e assumindo riscos

Em qualquer circunstância de mudança de emprego, as mesmas coisas devem ser levadas em consideração, tais como possibilidade de crescimento na nova organização, estabilidade da empresa diante do mercado e o interesse, é claro, segurança do profissional em mudar de companhia. Mas, num momento economicamente instável alguns outros pontos devem ser considerados. O profissional que se vê com uma proposta de mudança de emprego em mãos deve, em primeiro lugar, comparar as duas empresas, afinal, num momento economicamente inseguro, mais vale estar numa empresa que tem grandes chances de sair bem da crise – mas que não oferece mais muitas possibilidades de crescimento – do que correr o risco de sair no prejuízo junto a uma companhia que não tem uma estrutura tão fundamentada para sobreviver aos tempos de baixa.

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Negociando com a empresa atual

Caso o profissional tenha dúvida em permanecer onde está ou mudar de empresa, e mesmo pesando prós e contras a situação se mantém empatada, uma boa saída pode ser reunir-se com a atual gestão e contar da proposta recebida. Caso eles se esforcem para mantê-lo cobrindo a oferta ou aumentando o pacote de benefícios, é sinal de quem a empresa tem interesse em ter aquele profissional em seu quadro. Mas, no caso de a organização não manifestar esforço ou preocupação com a situação, talvez seja mesmo a hora de ir em busca de uma nova oportunidade.

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Em um ano instável o profissional deve agir com cautela, saber onde pisa. As oportunidades que surgirem devem ser estudadas com calma, e nenhuma decisão deve ser tomada sem que antes sejam calculados os riscos e sem antes saber se os possíveis prejuízos valem a pena. Prós e contras devem ser pesados de acordo com os anseios profissionais do indivíduo. Ou seja, se a mudança de empresa vai contribuir para que os objetivos almejados sejam alcançados, então vale a pena. Mas, se os prós se resumirem a um aumento de 10% na remuneração e a mesma área de atuação, talvez seja melhor ter paciência e continuar onde está. Em suma, uma decisão como esta deve levar muitos pontos em consideração, desde desejos pessoais até o momento econômico mundial. Correr riscos está permitido, desde que eles sejam detalhadamente planejados.

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