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Melhores de Joinville15/12/2014 | 09h46

Rede social interna e programa de qualificação da Schneider Electric colocam empresa na lista das melhores para trabalhar

Graças a uma poderosa ferramenta de comunicação, profissionais de diferentes unidades da organização compartilham práticas com mais agilidade

Rede social interna e programa de qualificação da Schneider Electric colocam empresa na lista das melhores para trabalhar Claudia Baartsch/Agencia RBS
Eduardo dos Santos Caetano, gerente de vendas regional: 25 cursos técnicos e de gestão já feitos pela empresa Foto: Claudia Baartsch / Agencia RBS

A estrutura da Schneider Electric é pequena em Joinville. São apenas 20 funcionários, nada comparado aos 100 mil trabalhadores que a multinacional francesa mantém pelo mundo para fornecer produtos e serviços na área de energia elétrica e automação industrial. A boa notícia é que esse pequeno grupo pode se beneficiar de práticas globais bem estruturadas, necessárias a uma empresa que precisa se manter conectada e atualizada sobre conteúdos de alta complexidade.

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A rede social global é um exemplo. Desafio até mesmo para empresas menores, esta ferramenta poderosa de comunicação deu certo na populosa Schneider. O vice-presidente de recursos humanos para a América do Sul, Vincent Tarraube, explica que a empresa nunca precisou administrar problemas envolvendo vazamento de informações. Os profissionais fazem naturalmente o filtro. Todos que utilizam computadores têm acesso à rede.

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O amplo acesso foi discutido internamente e a decisão foi a de que não se pode ter uma política pensando em um percentual muito pequeno de funcionários que eventualmente faria mau uso. Se necessário, administra-se caso a caso. A rede, batizada de Spice, é um ambiente fechado, no qual grupos internacionais de especialistas formam comunidades técnicas e são compartilhadas práticas de todas as unidades no mundo.

– A ferramenta possibilita uma divulgação muito rápida. Quando se lança uma iniciativa, logo temos o ponto de vista de profissionais da China, da França ou do Brasil. Tudo em uma velocidade que seria impossível obter utilizando apenas o e-mail, o que é importante em um cenário de competição global – afirma Tarraube.

O formato é parecido com o das redes sociais tradicionais. Utiliza-se muito o chat, com uma linguagem mais informal. A implementação levou 18 meses, realizada a partir da plataforma de colaboração adquirida no mercado (TIBBR) e customizada pela equipe interna de tecnologia da informação (TI) para as necessidades da empresa. A ferramenta já existe há uma década. De acordo com Tarraube, a transformação cultural levou mais tempo do que a implementação da ferramenta.

Outra prática diferenciada é a de desenvolvimento. A plataforma My Learning Link oferece 400 cursos on-line em português. O de desenvolvimento de lideranças, por exemplo, foi desenvolvido em conjunto com a Universidade de Harvard. Em 2013, 65% dos empregados com acesso ao computador realizaram pelo menos um curso.

– Este é o jeito de aprender do futuro – diz Tarraube.

A liderança desempenha um papel fundamental para fomentar a participação. No entanto, a chave do sucesso, explica o executivo, é oferecer uma ferramenta de alto nível. Quando o funcionário experimenta e percebe a qualidade, ele volta. A plataforma Energy University também é utilizada para capacitar clientes e parceiros.

Rotina para aprender

O gerente de vendas regional Eduardo dos Santos Caetano trabalha no escritório comercial da Schneider Electric em Joinville há 11 anos. Desde 2009, quando teve acesso às ferramentas de ensino, o executivo já fez 25 cursos de aperfeiçoamento e capacitação profissional, a maioria na área técnica, mas alguns deles também relacionados à gestão.

– No ambiente empresarial, é raro encontrar cursos que desenvolvam conceitos técnicos para que se possa evoluir no aprendizado – afirma o gerente.

Durante as avaliações realizadas no início de cada ano, ocorre a indicação dos cursos que seriam importantes que o profissional fizesse. O funcionário pode usar o horário de trabalho para a realização dos treinamentos. Para os obrigatórios, estimula-se a dedicar uma hora do expediente para isso. No entanto, a lista de opções é bem maior. Como alguns geram despesa para o centro de custo, então é preciso consultar o gestor.

Concebido em etapas, os treinamentos incluem testes para saber se o aluno está apto a seguir adiante e podem ser acessados de qualquer local com ambiente on-line. Caetano diz que é preciso ter rotina. Ele prefere dedicar um tempo em casa para isso. Os cursos são feitos mais nos finais de semana. Alguns deles são realizados, conta o executivo, até no primeiro horário do dia, quando ele afirma que é mais tranquilo para se dedicar.

– Trabalhamos com tecnologia de ponta e que está evoluindo muito. Encontrar informações diferenciadas em uma única plataforma é importante. A Schneider investe muito em pesquisa e desenvolvimento no mundo e realiza parcerias com universidades. Esse conhecimento acaba migrando para o nosso treinamento – explica.


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