Depressão e mercado de trabalho: qual a ligação? - Negócios e Cia - A Notícia

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Bernt Entschev25/08/2014 | 16h14

Depressão e mercado de trabalho: qual a ligação?

Consultor questiona se a chamada "doença do século 21" invadiu os espaços corporativos

Bernt Entschev
Bernt Entschev

coluna@debernt.com.br

Há alguns dias, eu estava conversando com um conhecido que trabalha em uma rádio. No meio da conversa, acabamos entrando no assunto de depressão, e ele me contou que dos 60 funcionários da rádio, oito estavam tomando antidepressivos. O número, que não parece alto, revela, no entanto, que quase 14% dos colaboradores daquela empresa fazem tratamento contra a doença – o que é uma porcentagem alarmante. Depois da conversa, pensei no assunto e me questionei: a doença do século 21 invadiu os espaços corporativos?

Negligência

O fato é que a depressão é uma doença muito negligenciada. Muitas pessoas acusam o doente de estar fazendo drama, quando, na verdade, a depressão é uma patologia que necessita de tratamento. Dizer para um paciente depressivo que ele não se esforça para ficar feliz é o mesmo que dizer para uma pessoa que tem um problema de vista que ela não se esforça para enxergar bem. Este tipo de comportamento piora e muito a situação do doente.

Fatores que agravam a situação

Tanto a depressão quanto o transtorno de ansiedade vêm sendo encarados como problemas relacionados ao trabalho. E a incidência da doença costuma ser maior em profissionais que lidam com o público. Outro fator que agrava a situação é uma gestão mal estruturada, que dificulta a resolução das atividades ou que cobra mais do que o profissional tem condições de oferecer. A sobrecarga ou a sensação de incapacidade afetam a autoestima do profissional e sua satisfação com o trabalho, sensações que funcionam como catalisadores da doença.

O que fazer para evitar?

Muitas organizações já disponibilizam acompanhamento psicológico, bem como pesquisas e avaliações de comportamento periódicas, a fim de diagnosticar e ajudar os doentes a se tratarem e se recuperarem. No entanto, para além das ações de tratamento, é importante que as empresas se atentem às condições de trabalho, relacionamento interpessoal, reconhecimento e desenvolvimento dos colaboradores, entre outros aspectos capazes de aumentar a satisfação no trabalho.

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