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Cultura09/01/2018 | 15h03Atualizada em 09/01/2018 | 16h04

Prefeitura e escolas de samba confirmam Carnaval de Joinville em 2018

Programação terá dois dias de evento, com escolha da corte e desfile na avenida Beira-rio

Prefeitura e escolas de samba confirmam Carnaval de Joinville em 2018 Rogério da Silva/Secom/Divulgação
Unidos do Caldeirão, em desfile de 2016, é uma das escolas confirmadas para o Carnaval deste ano Foto: Rogério da Silva/Secom / Divulgação

Depois de reuniões no fim da semana passada entre a Prefeitura de Joinville e as agremiações de Joinville, foi definido que a cidade terá duas noites de Carnaval em 2018. Os eventos ocorrerão nas noites de 9 e 10 de fevereiro, com escolha da corte e desfile das entidades carnavalescas. A proposta da Prefeitura foi apresentada na última quinta-feira aos representantes das escolas, que a levaram aos grupos para votação e optaram por garantir a festa deste ano, mesmo que em tamanho menor.

A Prefeitura de Joinville participará da organização do evento com a instalação de grades de segurança, banheiros químicos, equipamentos de som e iluminação. Segundo o diretor-executivo da Secretaria de Cultura e Turismo, Evandro Cenzi, esta estrutura é contemplada por um contrato via edital que a administração pública tem para todos os eventos do calendário da cidade e não representam custos extras. 

Diferentemente de outros anos, quando a Prefeitura de Joinville também concedia apoio financeiro às escolas para ajudar na produção do desfile, neste ano as agremiações serão totalmente responsáveis pelos elementos artísticos do desfile.

— Em março do ano passado, logo depois que o Carnaval de 2017 foi cancelado, já conversamos com as escolas e apontamos que neste ano ainda haveria dificuldades financeiras para conceder verba ao Carnaval. Desde então, houve reuniões durante todo o ano para alinhar como seria o evento neste ano — explica Evandro.

As seis escolas que participaram dos últimos desfiles de Carnaval em Joinville aceitaram retornar à avenida Beira-rio neste ano. Destas, apenas uma conseguiu aprovação no último concurso de apoio à cultura do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC), lançado em dezembro do ano e referente ao orçamento de 2016. A Escola de Samba Príncipes do Samba foi contemplada pelo Mecenato Municipal e pode captar recursos via isenção fiscal com as empresas da cidade. Eles já conseguiram os R$ 18 mil que o Mecenato permitia. 

— É um dinheiro que vai dar um gás na nossa produção. Começaremos agora, em 10 de janeiro, a preparar as alegorias e adaptá-las ao enredo — conta o vice-presidente da agremiação, Edson Sestrem.

As outras escolas de samba ainda buscam parcerias e patrocínios para conseguir produzir o desfile deste ano. Segundo o presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Caldeirão, Jucelio Narciza, eles buscam patrocínio com as empresas de Joinville enquanto administram os recursos arrecadados em eventos e em trabalhos realizados pelos integrantes da escola, como aulas e apresentações em festas. 

— É muito difícil conseguir que os empresários de Joinville patrocinem as escolas de samba no Carnaval. Ainda há muito preconceito contra o Carnaval, por as pessoas acharem que é uma festa profana, um evento promíscuo, e não quererem vincular seu nome a ele. E há quem não acredite no evento de Joinville. Já soubemos de empresas locais que financiam escolas de outras cidades — lamenta Jucelio.

Ele salienta que os custos para as produções de figurinos e carros alegoricos são muito altos e precisam ser comprados em outras cidades, porque não há fornecimento em Joinville. Por isso, as escolas da cidade já aprenderam a reaproveitar ao máximo o material utilizado em anos anteriores. Além disso, como o desfile não será competitivo, as agremiações tem colaborado entre si.

— Se houve um ponto positivo em todos os problemas que vivemos para fazer Carnaval nos últimos anos, foi a união das escolas. Estamos nos unindo para comprar lotes fechados de material — conta ele. 

Como será o Carnaval de Joinville em 2018:

O desfile de Carnaval de Joinville de 2018 será realizado no dia 10 de fevereiro, na avenida Beira-Rio, a partir das 19 horas. As seis entidades carnavalescas confirmadas para o evento percorrerão um trecho de 200 metros, entre o estacionamento de cargas do Supermercado Big até a dispersão, próximo da esquina com a rua Max Colin.  A concentração será no Expocentro Edmundo Doubrawa. 

O desfile será aberto com o Grupo Afoxé Omilodê que vai lavar a avenida, como faz tradicionalmente. Depois, terá a seguinte ordem das escolas de samba: Unidos pela Diversidade, Dragões do Samba, Príncipes do Samba, Fusão do Samba, Unidos do Caldeirão e Acadêmicos do Serrinha. Também está prevista a apresentação de blocos. O desfile não será competitivo.

Inscrições dos blocos carnavalescos:

Os representantes dos blocos interessados em participar do desfile carnavalesco devem inscrever gratuitamente, a partir do dia 15 de janeiro até o dia 30 de janeiro, na Secretaria de Cultura e Turismo, pelo telefone 3433-2190, ramal 231, das 8 às 14 horas. Deve ser informado, o nome, quantidade de componentes e características do bloco.

Escolha da Corte de Carnaval

De 15 a o dia 26 de janeiro estarão abertas as inscrições para a escolha da Corte do Carnaval 2018, a ser realizada no dia 9 de fevereiro, no Mercado Público Municipal, a partir das 19 horas. Será a noite dos coroamentos da princesa, rainha e do rei Momo do Carnaval 2018.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente, no setor de Eventos, da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), das 8 às 14 horas. Mais informações pelos telefones: (47) 3433.2190, ramal 231.

Todos os concorrentes devem residir em Joinville, estar vinculados a uma entidade carnavalesca da cidade e ter idade igual ou superior a 18 anos, completos até a data final de inscrição do concurso. Também devem apresentar documento com foto e comprovante de residência.

Relembre os últimos Carnavais de Joinville:

2017: O Carnaval foi cancelado menos de 30 dias antes da data. A Prefeitura de Joinville argumentou que acatava uma recomendação do Ministério Público de Contas de Santa Catarina, que enviou a mesma orientação para 16 municípios catarinenses para que estes não destinassem recursos públicos para tal finalidade. 

2016: A Prefeitura ofereceu os serviços de segurança e de limpeza, mas não forneceu estrutura para os desfiles nem apoio para a parte artística do evento. O Governo do Estado, que oferecia recursos via Funcultural, cortou a verba de Joinville pela metade. As agremiações decidiram fazer o desfile sem competição, em apenas uma noite.

2015: A Prefeitura de Joinville investiu R$ 400 mil na estrutura e organização da festa e R$ 200 mil em apoio às agremiações.

2014: A Prefeitura promoveu a festa com R$ 300 mil para estrutura, segurança e limpeza e R$ 18 mil para as escolas. Foi o primeiro ano com desfile competitivo. 


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