"O brasileiro está tão perdido e confuso que está se tornando intolerante", diz Gabriel, O Pensador - Cultura e Variedades - A Notícia

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Clube do Assinante01/12/2017 | 17h00Atualizada em 01/12/2017 | 17h00

"O brasileiro está tão perdido e confuso que está se tornando intolerante", diz Gabriel, O Pensador

Ao lado de Armandinho e Colby Lee, rapper participa do Surfestival neste sábado, em Florianópolis. Sócio do Clube do Assinante e acompanhante têm 20% de desconto no ingresso

"O brasileiro está tão perdido e confuso que está se tornando intolerante", diz Gabriel, O Pensador Luringa/Divulgação
Rapper acaba de lançar uma segunda versão para o hit "Tô Feliz (Matei o Presidente)", de 1992 Foto: Luringa / Divulgação

Embalado pelo recente sucesso de Tô Feliz (Matei o Presidente) 2, música que reedita e atualiza o hit lançado em 1992, Gabriel, O Pensador faz show em Florianópolis neste sábado (2), no P12. A apresentação integra o Surfestival, que também terá no palco Armandinho e Colby Lee, além de uma programação especial dedicada aos pioneiros do surf em Santa Catarina. Por áudio de WhatsApp, o rapper bateu um papo com o Guia do Clube do Assinante sobre a nova música, política e comportamento. Confira:

Só se fala em Tô Feliz (Matei o Presidente) 2. De onde veio a motivação de fazer essa nova música de protesto?
Infelizmente, motivação é o que não falta para a gente fazer música de protesto aqui no Brasil. Eu venho fazendo várias desde o começo da carreira. Mas nunca tinha voltado ao tema "Matei o presidente", nunca tinha pensado em repetir essa frase como mote para uma nova letra. A ideia surgiu com o anúncio do decreto que liberava a exploração da Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados), que demonstrava o desrespeito com o que é nosso patrimônio. Me lembrei do antigo refrão e comecei seguindo essa linha. A música acabou não falando do presidente e sim de toda a estrutura e a maneira de se fazer política aqui. No final, sai um pouco do tom agressivo e vai prum mais reflexivo, falando sobre como a gente fica desunido e perdido nisso tudo.

Na época da primeira versão da canção, ela chegou a ser censurada. Como está sendo agora em tempos de redes sociais, você recebeu algum tipo de intimidação de algum grupo, reclamações, ou algo do tipo?
O que senti de diferença entre aquela e essa época nem foi pela tecnologia, já passei por músicas que viralizaram então isso não foi muito surpreendente, mas sim a maneira como as pessoas me pararam na rua para falar de Matei o Presidente 2, em tom de agradecimento por ter dado voz a isso mais uma vez, a essa indignação. Independente das preferências políticas, a indignação é comum, ou deveria ser. Comparando com a primeira em relação à censura, não tive nenhuma notícia concreta sobre censura dessa vez, apesar do boato. Soube, sim, que pessoas ligadas ao governo acharam que eu peguei pesado, mas ficou nisso mesmo.

Veja o clipe:

O fim da corrupção é um anseio de todos, mas o que você acha que cada indivíduo pode fazer para colaborar com a situação do país?
É um pouco do que venho tocando nas músicas que falam não só de política, mas de comportamento. Sempre questionei uma postura alienada que a gente tem. Acho que o brasileiro já está mais engajado, cada um com suas causas. Mas às vezes vem uma onda de desânimo, e a gente sente como se nada adiantasse protestar, como se a voz nao tivesse força. Mas ela tem, sim, as mudanças são muito lentas mas estão começando aos poucos. 

Cada um deveria ter uma atitude não só para acabar a corrupção mas para fazer um mundo melhor. Ter mais respeito, consideração pelo próximo, compaixão, compreensão, tolerância, isso são coisas que dependem muito mais dos indivíduos do que dos governos. O brasileiro está tão perdido e confuso com a violência e o desamparo, que está se tornando mais individualista, agressivo, intolerante. A crítica vale para todos os lados, não estou falando de um grupo específico, mesmo. É bom lembrar que a corrupção está nos atos de muitas pessoas, e a política é um reflexo da nossa educação em relação a ética, que precisa evoluir muito, e também depende de cada um.

Agende-se
Surfestival com Armandinho, Gabriel, O Pensador e Colby Lee
Quando: sábado (2), com abertura da casa das 14h às 22h
Onde: P12 (Servidão José Cardoso de Oliveira, s/n, Jurerê Internacional, Florianópolis)  
Quanto: a partir de R$ 80 pista (5º lote). Sócios do Clube do Assinante e acompanhante têm 20% de desconto na compra do ingresso antecipado na loja Ingresso Rápido do Beiramar Shopping (Rua Bocaiúva, 2468, Centro, Florianópolis)

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