18ª Bienal do Livro do Rio celebra as histórias como elementos fundamentais de sobrevivência  - Cultura e Variedades - A Notícia

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Ler para evoluir31/08/2017 | 22h01Atualizada em 31/08/2017 | 22h21

18ª Bienal do Livro do Rio celebra as histórias como elementos fundamentais de sobrevivência 

Com foco em jovens leitores, maior evento da indústria editorial do Brasil espera público de mais de 700 mil pessoas no Rio de Janeiro até o dia 10

18ª Bienal do Livro do Rio celebra as histórias como elementos fundamentais de sobrevivência  Marcello Zambrana Light Press / Divulgação/Divulgação
Foto: Marcello Zambrana Light Press / Divulgação / Divulgação

Ler é ouvir os outros e a si próprio por dentro: exercício de empatia, a leitura foi evocada como ferramenta de resistência cultural e de transformação do Brasil na abertura da 18ª Bienal do Livro do Rio, maior evento literário e da indústria editorial do país na quinta-feira, dia 31, no RioCentro, capital carioca. Ainda que o mercado das letras tenha decaído em pelo menos 20% em 2015 e 2016, editoras, livrarias e redes varejistas apostam nos jovens leitores e nas multi plataformas e mídias. A Bienal ocorre até o dia 10 de setembro com mais de 300 autores brasileiros e estrangeiros e 360 horas de programação — um exemplo e inspiração para os eventos literários catarinenses.

O discurso na abertura foi pautado na importância da educação e da cultura como ferramenta de transformação social e antídoto para a crise. A jornalista e escritora Bianca Ramoneda, mestre de cerimônias do evento, inclusive citou as histórias como um dos elementos essenciais à sobrevivência, tanto quanto a água, o ar, a terra e o fogo. 

Foto: Mourão Panda Light Press / Divulgação

 Marcos da Veiga Pereira, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), entidade que promove a Bienal, reforçou o saldo negativo do mercado editorial nos últimos dois anos. Mas otimista, citou Ana Maria Machado (¿é de letra em letra que se faz um país¿) para mirar novos horizontes, que tanto podem ser as novas plataformas e as tantas mídias pelas quais hoje é possível ler, ouvir ou até mesmo sentir as histórias.

Foto: Washington Alves/Light Press / Divulgação

Não à toa, o público jovem é o principal foco da 18ª Bienal. Tanto é que no primeiro dia, os espaços mais cheios eram o Geek & Quadrinhos, uma novidade nesta edição, com novas narrativas, programação especial para pequenos nerds, HQs, mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual; e a Arena #SemFiltro, área jovem que passou de 90 lugares na última edição para capacidade para até 400 pessoas este ano. A ideia é debater temas como representatividade LGBT, games, feminismo, música e poesia.

Os pequenos leitores também são o foco das editoras e livrarias. Um dos estandes da Saraiva, por exemplo, tem uma grande área exclusiva para obras e novidades em HQs e do universo Geek.

Foto: Mourão Panda Light Press / Divulgação

Só a educação fará o mercado crescer

No Café Literário, espaço já consagrado em outras bienais, uma conversa entre representantes de três importantes editoras brasileiras, a Companhia das Letras, Zahar e Editora 34, participaram de uma conversa sobre trajetórias e como conceberam a linha editorial de seus catálogos. 

Quanto à duvida acerca do futuro, Luiz Schwarcz, da Cia das Letras, reforçou que o mercado só não cresce mais porque não se investe em educação. 

— Nossa maior preocupação em relação ao futuro do livro é com governo que não demonstra interesse em investimentos sociais, incluindo aí a educação. Se tiver educação, o mercado inteiro vai crescer — disse. 

Foto: Marcello Zambrana Light Press / Divulgação

Alberto Martins, da Editora 34, reafirmou a hipótese de que o mercado editorial está vinculado à educação e comparou o livro ao transporte público:

— O livro faz com que a gente se desloque e aí está o papel social das editoras, o de possibilitar o trânsito entre tudo. 

Cristina Zahar finalizou: 

— A cultura está a serviço do progresso social. 

* A repórter viajou à Bienal do Rio a convite da Saraiva.

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