"Os Trapalhões": com novatos e Renato Aragão e Dedé, humorístico volta ao ar nesta segunda-feira - Cultura e Variedades - A Notícia

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Televisão17/07/2017 | 10h31Atualizada em 17/07/2017 | 10h47

"Os Trapalhões": com novatos e Renato Aragão e Dedé, humorístico volta ao ar nesta segunda-feira

Remake do popular programa começa a ser exibido pelo canal pago Viva. Em setembro, atração chegará à tela da RBS TV

"Os Trapalhões": com novatos e Renato Aragão e Dedé, humorístico volta ao ar nesta segunda-feira Rafael Campos/TV Globo/Divulgação
Foto: Rafael Campos / TV Globo/Divulgação

Uma das atrações favoritas de quem cresceu diante da televisão dos anos 1970 aos 1990, o programa humorístico Os Trapalhões volta ao ar hoje, às 20h30min, no Canal Viva. Serão nove episódios que mostrarão os novos companheiros de Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbo (Renato Aragão) e Dedé (Manfried Sant'Anna) no agora sexteto.

 Lucas Veloso encarna Didico, um equivalente jovem do personagem consagrado por Aragão — nordestino e principal palhaço da trupe , que usa sua criatividade para driblar infortúnios ou pregar peças. Bruno Gissoni interpreta Dedeco, o Dedé repaginado, galã que serve de "escada" para as cenas dos outros companheiros. O pagodeiro Mumuzinho viverá Mussa, o novo Mussum (Antonio Carlos Bernardes Gomes, que morreu em 1994), representação da malandragem carioca. Já Gui Santana é Zaca, tipo que incorporando a meiguice e a ingenuidade de Zacarias (Mauro Faccio Gonçalves, morto em 1990).

A nova versão d´Os Trapalhões procura emular o humor ingênuo do grupo dando nova roupagem a quadros clássicos. Os musicais também voltam à atração. O programa ainda contará com Nego do Borel como Tião Macalé, autor do icônico bordão: "Ih, nojento, tcham!", e Ernani Morais como o Sargento Pincel. Caberá a Didi e Dedé ensinar aos novatos como é ser um Trapalhão.

— No primeiro dia que a gente se encontrou, eles estavam bastante nervosos. E nós também. Levamos isso para o primeiro capítulo, no qual a gente explica para os novatos o que é ser um trapalhão, como devem se comportar — contou Dedé em recente entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.

Na apresentação do projeto à imprensa, Renato, destacou que não existe mestre e nem aprendiz no sexteto, mas sim uma nova turma:

— Nessa vida, ninguém está só ensinando, a gente está sempre aprendendo. Durante as gravações a gente brincou e se divertiu o tempo todo, uns com os outros — disse. — O sentido de um trapalhão é alegrar. O que a gente mais quer é isso. Em tempos de crises econômicas e políticas, qualquer desafogo é bem-vindo.

O embrião do grupo foi formado em 1965, no programa Didi & Dedé, da TV Excelsior. No ano seguinte, a dupla marcaria presença no filme Na Onda do Iê Iê Iê. Em 1972, Mussum juntou-se aos dois para a atração Os Insociáveis, da TV Record. O time ficou completo com a entrada de Zacarias, em 1976. Após passagem pela Tupi, Os Trapalhões estrearam na Globo em 1977, onde ficariam no ar até 1995. Em voo solo na emissora, Renato estrelaria a Turma do Didi entre 1998 e 2010, e Aventuras do Didi de 2010 a 2012.

No cinema, os Trapalhões tiveram uma atuação prolixa, com mais de 40 filmes. Nos anos 1970 e 1980, lançavam dois filmes por ano, sempre nas férias escolares da criançada. Conforme dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), das 20 maiores públicos dos filmes brasileiros de 1970 para cá, oito pertencem ao grupo — os maior sucesso foi O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (1977), com 5,7 milhões de espectadores, que ocupa a sexta posição no ranking geral.

Com um humor circense, os Trapalhões sempre foram palhaços de cara limpa e, muitas vezes, usando o corpo como instrumento para promover o riso. Ao longo de sua trajetória, realizaram paródias no cinema de clássicos da literatura (como O Cinderelo Trapalhão, de 1978) a sátiras abrasileiradas de filmes estrangeiros (O Trapalhão no Planeta dos Macacos, 1976). Sua comédia direcionada para as massas, sempre procurando uma identificação com público de baixo poder aquisitivo. "Grandes piadas envolvem a dificuldade diária de comer", aponta a jornalista Fatimarlei Lunardelli no livro Ô Psit! O Cinema Popular dos Trapalhões (Artes e Ofícios, 1996). Algumas piadas de Os Trapalhões tinham como alvo minorias, como negros e gays.

— Não era deboche ou gozação. A gente brincava com gay, com padre, com tudo, mas era uma brincadeira de palhaço. Para passar uma alegria para o povo — explicou Dedé na entrevista ao Timeline.

Para evitar polêmicas, a incorreção política será evitada no remake do programa.

— Queremos fazer uma atração para toda a família, como o programa sempre foi. O que se denomina de "politicamente incorreto" de fato aparecia nos Trapalhões, mas de maneira lateral, secundária, nunca como tema principal — destacou diretor geral do programa, Fred Mayrink. — Decidimos nos concentrar nas situações divertidas.

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