Mary Bastian: Sobre a rodoviária de Joinville, a Cidade das Flores, da Dança e das fábricas precisa de um portão de entrada decente - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônica26/06/2017 | 08h00Atualizada em 26/06/2017 | 08h00

Mary Bastian: Sobre a rodoviária de Joinville, a Cidade das Flores, da Dança e das fábricas precisa de um portão de entrada decente

Escritora fala sobre a situação de um dos pontos em Joinville que merecem atenção do poder público

Quem nasceu há mais tempo e viveu no interior certamente se lembra das "casinhas" no fundo do pátio. Era época sem saneamento básico, sem progresso, sem conhecimentos e sem condições de se fazer coisa melhor. A vida de interior não era fácil, e difícil para mim foi entender aquilo tudo aos quinze anos quando fui para Encantado, no Vale do Taquari, deixando os confortos de Porto Alegre. Mas levamos a coisa na esportiva e não morremos por isto.

Pois, então, o tempo passou e vim dar com os costados em Joinville. Cheguei bem na época em que estavam reformando a rodoviária, que precisava de mudanças. Tiraram as lanchonetes, uma lojinha de artesanato e não sei o que mais, mas fizeram banheiros novos, cuidados, limpos e confortáveis. Falei em casa quando cheguei, que tinha achado muito bom, porque sempre se precisa de um banheiro durante uma viagem.Na minha outra viagem para cá, precisaram colocar um monte de "casinhas" lá no estacionamento, porque os banheiros foram interditados.

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Aí vem a pergunta que todos estão fazendo: por que deixaram chegar a este estado lamentável os banheiros da rodoviária? Não houve nenhuma inspeção nestes anos todos? Precisou a Vigilância Sanitária mostrar o desastre? Não tinha um plano para conservação? Quem planejou os banheiros não teve uma previsão de que era um terreno fartamente arborizado, com árvores antigas e de raízes espalhadas? É o que está nos jornais, as raízes tomaram conta das tubulações. E agora, José?

Agora, depois de muito bate-boca, é que farão um diagnóstico e um planejamento da coisa toda. Por enquanto, a coisa fica como está, um desastre apocalíptico, para quem vem de fora e pra quem vai para fora. Fazer o que, né?Só peço que não levem muito tempo discutindo o sexo dos anjos, porque o que é preciso fazer, está mais do que na cara. A Cidade das Flores, da Dança e das fábricas precisa de um portão de entrada decente, funcional e sem meia dúzia de "casinhas" lá nos fundos do pátio para salvar os funcionários e viajantes de um aperto.

Rodoviária, aeroporto e cais do porto são cartões de visita de uma cidade. É bom se ligarem.

 
 

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