Jura Arruda: "Que não seja por acaso nosso encontro. Que tenha um objetivo pequeno ou imenso, de fazer sorrir ou salvar o mundo." - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônica30/06/2017 | 08h00Atualizada em 30/06/2017 | 08h01

Jura Arruda: "Que não seja por acaso nosso encontro. Que tenha um objetivo pequeno ou imenso, de fazer sorrir ou salvar o mundo."

Escritor fala sobre a relação entre acaso e destino

Jura Arruda: "Que não seja por acaso nosso encontro. Que tenha um objetivo pequeno ou imenso, de fazer sorrir ou salvar o mundo." Claudia Baartsch/Especial
Jura Arruda, escritor Foto: Claudia Baartsch / Especial

Que não seja por acaso nosso encontro, que tenha todos os significados possíveis do universo que nos uniu desde o momento em que você pisou a Terra e eu já estava sobre ela, correndo, criança solta, cujo destino ainda estava sendo traçado. Não o das realizações, mas o das experiências, feito para eu não esquecer por que vim e o que serei. Que nosso encontro tenha o poder de mudar a rota, que estar ao seu lado tenha a função de redefinirmos o momento ou simplesmente continuarmos a vida, e que isso seja importante para nós e para tudo o que nos é visível.

Atravessar a rua ou manter-se do lado de cá da calçada vai, invariavelmente, causar encontros e porquês. Quero crer que cada olhar trocado ou sorriso distribuído tenha mais sentido e função do que o acaso pode supor. Ontem, vi um senhor triste, no caminho de casa, que encontrou o sorriso de um jovem. Fará o sorriso lembrar o senhor de algo bom, de um tempo antigo, de um amanhã possível, e o resto do caminho para casa não será mais ofuscado por sombras de pesar. Foi por acaso o encontro de ambos? Ou o menino, que sorriu sem saber, tinha uma missão, pequena e não sabida, ao cruzar com o senhor, que viu qualquer rastro de esperança abrir-se em seu sorriso?

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Que não seja por acaso nosso encontro. Que tenha um objetivo pequeno ou imenso, de fazer sorrir ou salvar o mundo. Ouça a música que toca agora. Quiçá essa melodia criada numa década passada esteja cumprindo, hoje, sua sina, deixando seu legado aos ouvidos atentos, para derramar a lágrima que nos salvará do afogamento. Ou é ela, a melodia, a chave para desencadear em nós o que nos era tão latente, porém encoberto? Quantos sinais existem para serem decifrados por olhos atentos, por ouvidos apurados, pela capacidade de compreender a vida em torno e saber-se parte.

Que não seja por acaso que hoje eu esteja falando sobre isso, que haja respostas e que não precisemos delas para seguir em frente. Que esse texto ou prece tenha também seu porquê, como o sorriso do moço de ontem.

Que tudo seja um plano para que nada seja em vão.

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