"Fazem parte desta geração despreocupante joinvilense. Nem mesmo pensam em recuperação judicial" - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônica14/06/2017 | 08h00Atualizada em 14/06/2017 | 08h00

"Fazem parte desta geração despreocupante joinvilense. Nem mesmo pensam em recuperação judicial"

O cronista Carlos Adauto Vieira reflete sobre os herdeiros dos industriais de Joinville, que preferiram seguir outros caminhos profissionais

Em 1957, fui convidado para lecionar história econômica e administrativa do Brasil à turma de contabilidade do terceiro ano do Colégio Bom Jesus (Bonja). Eram uns 50 alunos e, depois de formados, dizia aos pessimistas sobre Joinville não ter qualquer participação no governo: se o Brasil for à falência, Joinville se reunirá para ver se requer a concordata preventiva, hoje recuperação judicial, pois tive uma turma de alunos que tem capacidade para gerir a economia deste município.

Não errei no meu diagnóstico. Sessenta anos depois, encontro-a à frente de empresas industriais, comerciais e de serviços (liberais), sucedendo com sucesso os seus antecedentes, inclusive familiares. É uma geração despreocupante. Começo pelo nosso genro Daniel Piazera, que segue os passos do pai, um dos grandes difusores do universo fabril joinvilense com o Kress, Wilson Gelbcke, Harold Nielson e seus dois filhos, pelos quatro cantos da Terra.

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Mas, mesmo sem ter seguido diretamente os passos paternos ou maternos, não raro avoengos, agindo por conta própria, mantêm a consciência da excelência do seu trabalho, fiéis ao aforismo ¿se é de Joinville, é bom¿.

Depois de havermos perdido as boas costelarias – Ernesto, Zé Gordo, Lohmann –, tínhamos, se quiséssemos saborear um bom assado, de ir longe, à Serra Gaúcha ou à Paranaense, para saborear um galeto al primo canto assado. Esta lacuna não era fácil de ser preenchida, porque se tratava de um prato italiano e difícil especialmente, numa cidade culturalmente germânica, inclusive na sua dieta.

Mas outras comidas da península conquistaram os apreciadores delas, especialmente, a pizza. Herdeiros de uma pizzaria – O Fornão – resolveram aproveitar a excelente fama e as suas técnicas culinárias, inclusive porque o proprietário se formou em culinária (com o prato ¿cabrito ao forno¿), montaram uma galeteria – a Fornão Galeteria – com a preocupação de excelência nas instalações, no atendimento e na culinária, na Marquês.

Fazem parte desta geração despreocupante joinvilense. Nem mesmo pensam em recuperação judicial, ainda que com esta maldita herança lulopetista capaz de bloquear um bom apetite.




 
 

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