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Força infinita25/05/2017 | 11h44Atualizada em 25/05/2017 | 15h38

Nos 40 anos de Star Wars, especialistas comentam a supremacia da saga 

"Como o próprio universo, Star Wars continuará se expandindo até o infinito", afirma analista

Nos 40 anos de Star Wars, especialistas comentam a supremacia da saga  divulgação/LUCASFILM LTD
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O ano era 1977 e até então ninguém havia usado um biquíni dourado para ir para a cama e muito menos dito a um estranho: "que a força esteja com você". Mas tudo isso estava a ponto de mudar. Um cineasta de 33 anos chamado George Walton Lucas Jr. se preparava para lançar seu terceiro filme, uma saga extravagante e peculiar da luta entre o bem e o mal protagonizada por um jovem fazendeiro que tinha problema com os pais. Quarenta anos depois, Guerra nas Estrelas é a mais lucrativa e influente franquia de todos os tempos.

– São quatro décadas quebrando recordes, definindo o gênero do entretenimento através do cinema, TV, games, brinquedos, livros e de tudo que esta marca toca – comentou Shawn Robbins, analista-chefe do site especializado BoxOffice.com.

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Com um orçamento de filme independente de 11 milhões de dólares, Star Wars estreou em 25 de maio de 1977, em 32 salas de cinemas, onde arrecadou US$ 1,6 milhão em seu primeiro fim de semana. Protagonizada pelos novatos Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford nos papéis de Luke Skywalker, Princesa Leia e Han Solo, a produção se beneficiou da propaganda boca a boca, que em pouco tempo gerou longas filas. Dois filmes da sequência – O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983) – faturaram juntos mais de US$ 200 milhões. Na sequência, a "edição especial" dos filmes de 1997 foi criticada pelas intervenções feitas com o avanço tecnológico, que muitos consideraram desnecessárias. George Lucas ainda dirigiu outra trilogia, que foi considerada inferior.

O cineasta de 73 anos tinha um acordo com a Fox para manter 40% do lucro bruto do filme original, mas foi mais perspicaz ao vender a LucasFilm para a Disney em 2012. Os estúdios da Disney deram nova vida a Star Wars com o anúncio de uma nova trilogia e três filmes de antologia.

As especulações já estão tentando prever o futuro da franquia depois do último filme, previsto para 2020, mas até agora os fãs mal conseguem esperar por O Último Jedi, de Rian Johnson, a segunda produção, que estreará em dezembro. Trata-se da continuação de O Despertar da Força (2015), a estreia mais bem-sucedida da saga nos Estados Unidos e no mundo.

Jeff Bock, do Exhibitor Relations, acredita que a morte de Fisher em dezembro dará ao Episódio VIII o mesmo impulso que Velozes e Furiosos 7 e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge tiveram após o falecimento de Paul Walker e Heath Ledger.

Em todo caso, os especialistas concordam que é pouco provável que a LucasFilm abandone uma franquia que pode gerar entre um e dois bilhões de dólares a cada estreia, ainda que permaneça a possibilidade de esgotamento dos fãs.

– Como o próprio universo, Star Wars continuará se expandindo até o infinito. Não há um fim em vista – assegurou Bock.

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