Emocionante: espetáculo "Convite ao Olhar", da Cia Lápis de Seda, fecha o festival Múltipla Dança - Cultura e Variedades - A Notícia

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Dança Inclusiva27/05/2017 | 19h33Atualizada em 29/05/2017 | 14h07

Emocionante: espetáculo "Convite ao Olhar", da Cia Lápis de Seda, fecha o festival Múltipla Dança

Grupo de dança de Florianópolis é formado por alguns bailarinos com deficiência motora e intelectual. Depois da estreia na Capital, a cia segue em turnê pelo Brasil

Emocionante: espetáculo "Convite ao Olhar", da Cia Lápis de Seda, fecha o festival Múltipla Dança Cristiano Prim/Divulgação
Foto: Cristiano Prim / Divulgação

"Lançar-se ao vento é ser capaz": de experimentar o corpo, de aceitar-se, de celebrar que a diferença existe e é bem-vinda. A frase é uma das primeiras da canção que abre o espetáculo Convite ao Olhar, da Cia Lápis de Seda, apresentado no sábado, último dia do Festival Múltipla Dança em Florianópolis. Dizer que se trata de um grupo de dança inclusiva seria totalmente desnecessário, levando em consideração de que são bailarinos profissionais e brilhantes.

Mas acontece, caro leitor, que para quem convive com pessoas especiais, como é o caso da repórter que aqui escreve, assistir a uma montagem protagonizada em sua maioria por bailarinos com alguma deficiência motora e intelectual é como ver sentimentos de amor incondicional virarem coreografia. Impossível não chorar.

Foto: Cristiano Prim / Divulgação

A apresentação ocorreu numa tarde chuvosa, dia improvável para sair de casa. Por casa do aguaceiro, o espetáculo ocorreu dentro de um galpão do Jardim Botânico e não ao ar livre, como era o plano. Foi a estreia da nova montagem da companhia que nasceu após um projeto idealizado pelo Baobah Novas Formas de Inteligência, em parceria com a Áprika Cooperativa de Arte.  

O corpo dança e se refaz

Solidão foi o ponto de partida para a criação de Convite ao Olhar. A coreógrafa e coordenadora da cia, Ana Luiza Ciscato, sublinha o fato de que estar isolado — como eventualmente se sentem os integrantes do grupo — é ruim, mas ao mesmo tempo é confortável, porque não há risco. Um cubo branco e fechado com tecidos brancos é a metáfora desse isolamento. Aos poucos a estrutura fechada se abre, e bailarinos batem no peito, como que afirmando: ¿esse sou eu, me olhe¿.

Foto: Cristiano Prim / Divulgação

Os elásticos, enredados ao cubo, assim como prendem e retêm, dão também o impulso para os bailarinos voarem e tocarem nos limites do corpo e da mente. O corpo dança e se refaz. E o público vai trocando certezas de lugar.  

Os 10 bailarinos executam a coreografia de forma impecável. Passeiam por ritmos diferentes da trilha sonora assinada pelo maestro Luiz Gustavo Zago e mostram o vigor de corpos fisicamente bem preparados. As técnicas passam pelo balé clássico, dança contemporânea e técnicas acrobáticas de circo.

Ao final, o grupo conversou com o público, compartilhou sentimentos e a expectativas para a turnê pelo país.

— A gente faz com muito amor e carinho — resumiu o bailarino João Paulo Marques.

Uma frase inspiradora e cheia de potência. Que possamos ser especiais como eles e fazer o que quer que seja com amor, carinho, empatia e respeito ao próximo.

Foto: Cristiano Prim / Divulgação

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