Carlos Adauto: "Vim descobrir em Joinville que aqui havia um grupo de mulheres... Foram apelidadas de 'locomotivas'!" - Cultura e Variedades - A Notícia

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Crônica17/05/2017 | 08h00Atualizada em 17/05/2017 | 08h00

Carlos Adauto: "Vim descobrir em Joinville que aqui havia um grupo de mulheres... Foram apelidadas de 'locomotivas'!"

Escritor fala sobre mulheres da cidade que se destacam em suas áreas

A Jutta Hagemann – hors-concours.

Vim descobrir em Joinville que aqui havia um grupo de mulheres. Muito antes de elas começarem a deixar a vida doméstica, assumindo responsabilidades extras, via de regra, nem remuneradas, apoiadas no amor ao trabalho. Uma criou a Casa de Saúde Dona Helena; outra passou mais da metade da vida administrando-a. Mas não posso citar todas, como fez uma delas, a Tante Regina Colin, em representativas de todas outras. Foram apelidadas de "locomotivas"! Mas tomei a iniciativa de fazer o trocadilho que não as diminui: "locomodivas¿!

Começo com aquela com quem mantive mais contatos e fui mais arrastado às tarefas em favor de Joinville: Hilda Anna Krisch. Para meu maior prazer, fui agraciado com o seu troféu pela Sociedade Cultural Alemã de Joinville pelo meu trabalho em favor da cultura germânica, sobre o que Nelci Terezinha Seibel registrou no seu excelente livro Personalidades da Cultura Germânica em Joinville.

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Dona Hilda tinha a liberdade de me telefonar e dizer "preciso da sua companhia para...".; "Para o quê?"; "No caminho, explico, pois temos pressa. Já passo aí." E se eu ia negar... Largava tudo porque era algo sério: uma construção em enxaimel sendo demolida; uma senhora com cem anos que nascera e morava na Água Vermelha sem jamais ter ido ao Centro. O dia parecia pequeno para tantas tarefas voluntárias.

Selina Jordan Sá: carregava um tabelionato na cabeça e ainda teve tempo para se formar em direito quando poderia estar cuidando de netos. Tive a honra de ser convidado pelo Curso de Oratória e Liderança para saudá-la pela conclusão do curso de direito. Tive a coragem de confessar que, como advogado, não tinha medo de discutir com juízes e promotores, mas tinha com ela.

Daniele Haak: admirei-a desde quando, sem nos conhecermos pessoalmente, me corrigiu um erro histórico. Tratei de a conhecer e, desde então, mantemos amizade insuspeita, admirando-a por ser música, compositora, professora de música e canto, advogada militante, promotora de eventos no Brasil e no exterior. Apelidei-a, carinhosamente, de Divina Locomodiva.

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