Baterias e sonhos: os 10 anos da escola de música que mudou a cena musical de Florianópolis - Cultura e Variedades - A Notícia

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Música01/11/2016 | 09h29Atualizada em 01/11/2016 | 09h46

Baterias e sonhos: os 10 anos da escola de música que mudou a cena musical de Florianópolis

Tudo começou com as aulas de bateria e hoje a Escola de Música Rafael Bastos é referência no ensino de música em SC

Baterias e sonhos: os 10 anos da escola de música que mudou a cena musical de Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Rodrigo Lima (E) e o baterista Rafael Bastos: amigos e sócios da escola Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Dentre os instrumentos mais populares para se aprender a tocar, a bateria tende a aparecer no final da lista, certo? Errado! Foi por causa da paixão pelos tambores e pratos que o baterista Rafael Bastos, 38 anos, largou a carreira como engenheiro civil para criar a escola de música que hoje é referência para Santa Catarina. Com modelo um tanto diferente dos tradicionais conservatórios, a Escola de Música Rafael Bastos (EMRB) acaba de completar 10 anos e segue com a vocação para rock'n roll (ok, para a música brasileira também) e o com o compromisso de profissionalizar o mercado de Florianópolis.

Ao falar de como a escola começou, o músico lembra sua primeira banda, chamada Makarius, e o esforço dos companheiros de grupo para pagaram aulas de bateria para ele:

— Ninguém em sã consciência imaginava que tudo isso fosse acontecer.

Logo quem dava aulas particulares era ele. Largou a faculdade e usava o espaço de uma igreja no Centro da cidade para receber alunos loucos para aprender bateria. A procura foi tanta que precisou de mais espaço. Depois mais e mais até que as salas comerciais que tinha alugado em 2003 ficaram pequenas, e, finalmente em 2007, e já com o amigo Rodrigo Lima como sócio, mudou-se para o atual endereço, o chamativo sobrado vermelho na Rua Dom Jaime Câmara. De 2007 a 2009, pulou de 70 alunos para 450. Em 2010, já eram quase 600.

O sobrado vermelho é hoje um microespaço cultural, com café e palco para apresentações Foto: Marco Favero / Agencia RBS

— Ao longo desse tempo o mercado mudou. Pessoas viram que era possível viver de música. Quando abri, existiam cinco escolas na cidade. Hoje já são 17. Além disso, o campo de trabalho é enorme. É possível trabalhar com música e não apenas em cima de um palco, mas como produtor, compositor para cinema, teatro. Acreditamos que nossa se cena autoral é forte, nosso mercado será forte — diz Bastos.

Aquele sonho de aprender a tocar

O filósofo Platão certa vez disse que ¿primeiro, devemos educar a alma através da música.¿ Só que nem todo mundo consegue, muitas vezes porque pensa que é preciso dom para aprender um instrumento.

— Administrar uma escola de música tem a ver com realizar sonhos. Tem gente que chega e diz: ¿quando eu era adolescente, queria muito aprender a tocar¿ — conta Rodrigo Lima, sócio e administrador da EMRB.

Hoje a escola oferece cursos de teclado, guitarra, bateria, canto, contrabaixo, violão e piano, além dos cursos teóricos e de prática de conjunto para 410 estudantes, de três a 80 anos. Lima conta que há muitos alunos médicos — e são eles os que menos faltam, porque fazer música, além de fazer bem para a alma, é também antídoto para o estresse.

Grandes artistas, daqui e de fora

Dentre os professores da escola figuram artistas de referência. Um deles é Luciano Bilu, considerado um dos grandes guitarristas do país.

— A escola ajuda a promover artistas, eventos educacionais e voltados para o mercado — salienta Rafael Bastos.

Assista ao Estúdio Anexo com o guitarrista Luciano Bilu:

O Prêmio da Música Catarinense, cuja quarta edição será no dia 9 de novembro, e a Orquestra de Baterias, que este ano reuniu 211 bateristas no Largo da Catedral, em Florianópolis, são alguns exemplos.

Além disso, a escola tem um minipalco para apresentações e café, detalhes que fazem com que o espaço tenha ares de centro cultural e de convivência, muito além de um local para cursos.

A Orquestra de Baterias bateu recorde este ano:

Em 2013 começaram os eventos internacionais. Instrumentistas do porte de Paul Gilbert e Steve Vai já fizeram workshops promovidos pela escola. Para este ano está programado um show do trio The Aristocrats, no dia 20 de novembro no Teatro Ademir Rosa (CIC). E em 2017, a escola pretende trazer o multi-instrumentista Joe Satriani, lenda mundial do rock instrumental.

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