"3%": o que esperar da primeira série brasileira da Netflix, com estreia nesta sexta-feira - Cultura e Variedades - A Notícia

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Distopia tropicalizada24/11/2016 | 20h00Atualizada em 24/11/2016 | 20h00

"3%": o que esperar da primeira série brasileira da Netflix, com estreia nesta sexta-feira

Em oito episódios, trhiller futurista estrelado por Bianca Comparato chega com trama conhecida após sucesso como websérie no YouTube

"3%": o que esperar da primeira série brasileira da Netflix, com estreia nesta sexta-feira Pedro Saad/Netflix,Divulgação
Da esquerda à direita: Rafael Lozano, Bianca Comparato, Michel Gomes, Rodolfo Valente e Vaneza Oliveira Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

No futuro, o Brasil será governado por um regime autoritário, com a população dividida entre os muitos que vivem na pobreza e os poucos que dispõem de recursos para viver bem. Talvez esse cenário pareça familiar, mas é o enredo de 3%, primeira produção brasileira da Netflix, que estreia nesta sexta-feira.

Nessa configuração pós-apocalíptica do país, para fugir da pobreza as pessoas se candidatam a um criterioso processo de seleção para chegar à ilha de Maralto, onde, acredita-se, esteja a sociedade perfeita. Como o título sugere, só 3% dos candidatos são aprovados — os outros 97% são condenados a viver em condições precárias, desumanas.

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Ponto central dessa distopia à brasileira criada pela Netflix é a discussão sobre meritocracia e o que isso pode fazer com as pessoas. A história já é conhecida dos fãs de ficção científica, pois trata-se de uma produção levada ao YouTube como websérie por um grupo de alunos de cinema da Universidade de São Paulo (USP) em 2011. O roteiro original foi criado por Pedro Aguilera, em 2009, que se inspirou nos clássicos Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell. A ideia era unir uma sociedade distópica com processos bem conhecidos pelos jovens, como vestibular, Enem e entrevistas de emprego. A própria produção padeceu em sistemas de seleções — chegou à Netflix depois de ser recusada por vários canais de televisão.

— Esse período entre criarmos a websérie e chegarmos à Netflix foi bom para amadurecermos a história. Mudamos algumas coisas, mas apenas pontos que eram necessários justamente pelo nosso crescimento profissional. Acrescentamos personagens ao roteiro, complexificamos as relações entre eles, introduzimos a parte de quem faz esse processo acontecer — destacou Aguilera em conversa com jornalistas, na segunda-feira, em São Paulo.

Para estrelar a história, a Netflix convocou Bianca Comparato (conhecida pelo papel de Betânia em Avenida Brasil, da Globo), que vive a jovem enigmática Michele, que tenta ser uma das selecionadas ao Maralto.

— O que mais me atraiu nesse projeto foi poder falar sobre esse tema da meritocracia e essa mensagem que a série passa. Quando a Netflix me chamou, o roteiro ainda nem estava pronto, mas topei por isso. O Brasil é uma grande distopia, então, intelectualmente, essa história faz muito sentido. É uma visão crítica da nossa sociedade e do que já vivemos — contou Bianca, que aos 31 anos deixou para trás o contrato com a Globo para encarar o desafio de ser o rosto da primeira produção nacional do serviço de streaming.

O uruguaio César Charlone, de O banheiro do Papa (2007) e indicado ao Oscar de melhor fotografia por Cidade de Deus (2002), é quem assina a direção-geral da obra, que tem na produção-executiva Erik Barmack, vice-presidente de conteúdo original internacional da Netflix. Foi Barmack, aliás, que escolheu 3% depois de ter visto o trabalho na internet — o piloto já contabiliza mais de 650 mil visualizações.

Esse sucesso na web encheu os fãs de expectativa para ver a história no serviço de streaming. O primeiro episódio, no entanto, talvez não agrade tanto assim — ZH já assistiu a dois episódios dos oito desta temporada inicial (primeiro e quinto). A grande diferença para o que já foi visto no YouTube é a presença de Ezequiel (vivido por João Miguel), que encabeça o núcleo de poder da ilha de Maralto e é o grande chefão do processo de seleção. Personagens centrais continuam ali, como o cadeirante, agora interpretado por Michel Gomes. Todos com uma grande complexidade e camadas de personalidade que vão se descortinando aos poucos — é o amadurecimento da história apontado pelo roteirista Pedro Aguilera. O capítulo inaugural é praticamente o mesmo piloto disponibilizado na web, com mudanças pontuais. O que cria ainda mais expectativa para ver os seguintes.

OS PERSONAGENS

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

MICHELE
A grande estrela da produção é a atriz Bianca Comparato. Sua personagem é uma jovem misteriosa, que esconde as verdadeiras motivações para participar do processo de seleção.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

EZEQUIEL
João Miguel (de Felizes para sempre?, da Globo) é outro rosto bem conhecido da produção. É um dos chefes do Maralto e quem comanda o processo de seleção.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

ALINE
Viviane Porto interpreta a jovem funcionária do Maralto que avalia o processo comandado por Ezequiel. No entanto, ela esconde que também tem outros planos.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

JOANA
Vaneza Oliveira vive a candidata que entra para o processo não com a esperança de viver em um mundo melhor, mas com institinto de sobrevivência.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

MARCO
Rafael Lozano faz o jovem que é o candidato perfeito. Todos de sua família costumam ser aprovados — ou não, já que é um mistério o que acontece com vários dos reprovados.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

RAFAEL
O personagem de Rodolfo Valente se mostra disposto a tudo para conseguir um lugar no Maralto. Por esse motivo, acaba criando muitos desafetos no processo.

Foto: Pedro Saad / Netflix,Divulgação

FERNANDO
Michel Gomes interpreta o jovem cadeirante que entra para a seleção não apenas na esperança de um mundo melhor, mas também de provar que é capaz como qualquer outro.

3%
Primeira temporada estreia hoje, com os oito episódios sendo liberados.
Netflix

* A jornalista viajou a São Paulo a convite da Netflix

 
 

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