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Entrevistas15/10/2016 | 09h01Atualizada em 15/10/2016 | 09h01

Os desafios de cinco prefeitos eleitos no Norte do Estado

Municípios com potencial econômico na região que tem Joinville como referência falam sobre prioridades e metas para os próximos quatro anos

Os desafios de cinco prefeitos eleitos no Norte do Estado Reprodução/Arte/AN
Foto: Reprodução / Arte/AN

A partir de 1º de janeiro, os prefeitos eleitos de cinco cidades do Norte do Estado – São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Araquari, Itapoá e São Bento do Sul – assumem novos desafios. Um deles será manter ou ampliar a expansão econômica destes municípios, que se destacam na região e que estão atrás apenas de Joinville, líder do ranking de exportações neste ano, com mais de US$ 724 milhões – cerca de R$ 2,32 bilhões – em produtos comercializados com o exterior. 

O fator econômico foi o critério usado pelo jornal “A Notícia” para escolher os prefeitos entrevistados nesta reportagem. Confira a seguir o que pensam Renato Gama Lobo (PSD),  Antídio Lunelli (PMDB), Clenilton Pereira (PSDB), Marlon Neuber (PR) e Magno Bollmann (PP) sobre os desafios que terão pela frente, de que forma pretendem solucionar os problemas mais urgentes e o que prometem aos eleitores nos próximos quatro anos.

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RENATO GAMA LOBO
PSD — São Francisco do Sul

 


“Não dá mais para esperar pela duplicação da BR-280”

A Notícia – Qual será a primeira medida quando o senhor assumir a Prefeitura em 1º de janeiro?
Renato Gama Lobo –
A primeira ação é cuidar da saúde para atender ao aumento de habitantes que chegam a São Francisco do Sul durante a temporada de verão. É necessário dar atenção ao nosso povo e aos visitantes.

AN – O senhor foi eleito por uma diferença de 133 votos nestas eleições. O resultado atendeu às suas expectativas ou o surpreendeu? De que forma o senhor espera governar nos próximos quatro anos?
Lobo –
Com certeza, a eleição foi apertada e, com essa diferença de votos, percebe-se uma cidade dividida. Entretanto, a nossa bandeira agora é para toda São Francisco do Sul. Para os próximos anos, temos que fazer uma gestão de qualidade, uma São Francisco melhor para todos. Para isto, é necessário enxugar a máquina. O ponto sensível da gestão pública, neste momento de crise nacional, é a área da saúde. Vamos buscar sanear as contas do Hospital Nossa Senhora da Graça e integrá-lo à UPA e aos postinhos. Prioritariamente, acreditamos que na educação podemos dar um salto de qualidade. Sabe-se que muito já foi feito, mas precisamos avançar. Na segurança pública, em conversa recente com o governador Raimundo Colombo, solicitamos um número maior de câmeras de monitoramento acoplados ao sistema Bem-te-vi, além de aumentar o número do efetivo de soldados da PM e aproveitar alguns homens que virão compor a força de segurança durante a temporada de veraneio. Como São Francisco está no final de linha, o desenvolvimento econômico e sustentável da cidade está intrinsecamente ligado à acessibilidade e à mobilidade. Isso obrigatoriamente passa pela BR-280. Turismo, porto, indústria e saúde, enfim, tudo depende do acesso. É necessária uma ação urgente. Não dá mais para esperar pela duplicação da BR-280. Temos de criar uma medida paliativa que resolva momentaneamente a curto prazo esse gargalo do crescimento de a toda região, compreendendo Barra do Sul, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul.
 
AN – São Francisco tem um dos maiores terminais portuários do Sul do Brasil e ampliou a sua capacidade de armazenagem com a inauguração de novos silos. Que impacto isso causa sobre a economia local e de que forma o senhor pretende fomentar essa expansão?
Lobo –
O porto público de São Francisco do Sul caminha independente da ação direta do gestor público. O impacto da expansão da capacidade de armazenagem na Terlogs é uma bênção para a cidade, pois, neste momento de crise, inaugurações desta natureza na área de infraestrutura têm sido raras. É mais gente trabalhando, mais mão de obra sendo contratada, mais soja e milho chegando, mais insumo entrando e, consequentemente, mais riquezas e oportunidades para a cidade. Paranaguá é nosso concorrente mais próximo neste segmento, e percebemos a necessidade de resolver o problema da BR-280 – o gargalo do desenvolvimento da região –, para que São Francisco do Sul se torne mais competitiva.
   
AN – O senhor é do partido do governador Colombo, e a sua coligação elegeu sete dos nove vereadores da Câmara. Essa base de apoio facilitará a aprovação de projetos importantes?
Lobo –
Espero que sim. É necessário mudar a relação histórica e endêmica criada entre os poderes Executivo e Legislativo, onde a promiscuidade tem imperado. O povo não pode ficar refém dos interesses de poucas pessoas na relação do troca-troca, do toma lá da cá. Os interesses principais são o desenvolvimento da cidade e o bem-estar das pessoas que nela vivem. Aprendi na escola, no ensino básico, na matéria de organização social e política do Brasil, que os poderes são independentes e que cada um têm sua função e ação. Infelizmente, no Brasil perdemos esta essência nos últimos tempos. É preciso recuperar a credibilidade das instituições e dar ao povo o que foi tirado nas últimas décadas.
 
AN – O que a população pode esperar da sua administração? 
Lobo –
Poderá esperar muita vontade em avançar em todas as áreas do serviço público. Queremos inovar e trazer soluções simples em todas as áreas da gestão pública. Lisura e ética serão a tônica do nosso governo. Não há como privilegiar uma centena de pessoas em detrimento de toda uma população. Temos vontade de trabalhar e energia para dar uma nova dinâmica a nossa cidade.

Perfil
Nome completo:
Renato Gama Lobo
Partido: PSD
Idade: 54 anos
Naturalidade: São Francisco do Sul
Estado civil: casado
Grau de instrução: superior incompleto
Formação: empresário

São Francisco do Sul
Balança comercial:
segundo colocado no ranking das exportações da região Norte.
Volume exportado entre janeiro e setembro de 2016: US$ 627.049.923 — 47º lugar no Brasil.


ANTÍDIO LUNELLI
PMDB – Jaraguá do Sul

 

“Vamos desburocratizar a máquina pública”

A Notícia – Qual será a primeira medida quando o senhor assumir a Prefeitura em 1º de janeiro?
Antídio Lunelli –
Vamos iniciar a transição o mais rápido possível. Queremos começar em janeiro com força total, se possível já na quinta marcha. Tivemos a primeira reunião e estamos estudando a montagem da equipe, tanto a de transição, como a de governo, avaliando as contas públicas para colocar em prática o nosso plano de gestão. Queremos iniciar 2017 implantando o nosso jeito de trabalhar para termos resultados o mais rápido possível.
 
AN – O senhor foi eleito com quase 45% dos votos válidos. O resultado atendeu às suas expectativas? De que forma o senhor espera governar nos próximos quatro anos?
Lunelli –
Atendeu, sim, e, principalmente, mostrou a vontade da população de Jaraguá do Sul, que não quer a velha política no comando da cidade. Vamos fazer gestão, utilizar inovação e tecnologia a nosso favor, fechar as torneiras onde os recursos estão sendo mal utilizados, redimensionar gastos, aumentar a nossa receita com a geração de empregos e empreendimentos de valor agregado, facilitando a vida de quem quer empreender e de quem já empreende na cidade. Vamos desburocratizar a máquina pública. O prefeito precisa ter no celular diariamente o balanço da Prefeitura. Quanto entrou, quanto está saindo, onde estão os problemas e como resolvê-los. Tem que ser igual a uma empresa. Se não é assim, vamos trabalhar para fazer desta forma. Só assim colocaremos ordem na casa, iremos conseguir estimular nossos servidores e fazer os investimentos onde é necessário. Faremos parcerias público-privadas. Queremos atrair empresas para cobrir os elos faltantes da nossa economia e gerar empregos para os jaraguaenses.

AN – Sete dos 11 vereadores eleitos estavam na coligação que o elegeu como prefeito neste ano. O senhor acredita que terá mais facilidade para aprovar os projetos na Câmara com essa base de sustentação?
Lunelli –
Sempre disse que iríamos fazer sete vereadores, e o nosso esforço deu certo. Ter a maioria dos vereadores na Câmara é essencial para uma boa gestão, para aprovarmos projetos importantes e para termos harmonia entre o Legislativo e o Executivo. Acredito ainda que outros vereadores eleitos estarão conosco, pois temos um projeto para a cidade que visa à qualidade de vida dos jaraguaenses e estaremos abertos a todos que entenderem este propósito.
 
AN – Jaraguá do Sul é o terceiro município mais exportador da região Norte do Estado com base nos resultados da balança comercial obtidos entre janeiro e setembro deste ano – está atrás de Joinville e de São Francisco. Como empresário, que avaliação o senhor faz desse desempenho e de que forma pretende atuar na sua gestão?
Lunelli –
Antigamente, apenas as grandes empresas exportavam e hoje estamos em um caminho diferente. Temos as pequenas e médias empresas em processo de internacionalização. Queremos incentivar este processo, facilitar a comunicação e trazer mais inovação para profissionalizar as empresas. Acho que este é um resultado positivo, visto que, na região, a WEG é a empresa que mais exporta e, no Estado, está atrás somente da BRF e da Seara. Além disso, estamos crescendo no número de empresas exportadoras. Hoje, são cerca de 70 e vamos trabalhar para ampliar este indicador.
 
AN – A população de Jaraguá do Sul pode esperar o que da sua administração? O senhor promete algo inovador?
Lunelli –
Pode esperar trabalho 24 horas por dia, meu e do  vice-prefeito Udo Wagner. Teremos ética, responsabilidade com o dinheiro público e não aceitaremos nenhum tipo de corrupção dentro da Prefeitura. Vamos trabalhar para fazer da Prefeitura uma base de apoio do setor produtivo e da população. Com os problemas de caixa, precisamos primeiro baixar o número de desempregados. Com isso, vamos automaticamente gerar receita e ter os recursos necessários para atender a todas as demandas. A inovação será investir em tecnologia para melhorar a gestão, bem como na melhoria de processos, desburocratizando no que for possível. Vamos auxiliar, no que for necessário, para acelerar a construção do polo tecnológico, que conta com o Centro UP e o Centro de Inovação. Vamos simplificar a Prefeitura, dar mais agilidade e devolver a Jaraguá do Sul a força que a crise está tentando tirar de nós.

Perfil
Nome completo:
Antídio Aleixo Lunelli
Partido: PMDB
Idade: 53 anos
Naturalidade: Corupá
Estado civil: divorciado
Grau de instrução: ensino médio completo
Formação: empresário

Jaraguá do Sul
Balança comercial:
terceiro colocado no ranking das exportações da região Norte.
Volume exportado entre janeiro e setembro de 2016: US$ 376.711.747 — 85º lugar no Brasil.


CLENILTON PEREIRA
PSDB – Araquari

 

“A ideia é crescer de forma sustentável e organizada”

A Notícia – Qual será a primeira medida quando o senhor assumir a Prefeitura em 1º de janeiro?
Clenilton Pereira –
Na verdade, não é uma medida ou outra, são várias. O primeiro passo é receber as informações da equipe de transição. Depois, vamos analisar a situação financeira da Prefeitura – o caixa, a contabilidade e o jurídico – e iniciar a execução dos compromissos de campanha. Vamos reunir todos os funcionários públicos em um evento de boas-vindas para explicar como será esse novo governo e de que forma vamos agir e trabalhar. A Prefeitura é de toda a população, e queremos, junto com os funcionários, montar uma grande equipe para administrar e gerenciar os recursos do município. Nosso governo será pautado na justiça e feito para todos. Mas destaco duas ações imediatas: o retorno do horário normal de atendimento, das 8 às 17 horas, e o estudo da viabilidade jurídica e financeira para baixar a tarifa do lixo.
 
AN – O senhor foi eleito com cerca de 54% dos votos válidos em Araquari. O resultado atendeu às suas expectativas ou o surpreendeu? O senhor espera ter dificuldades para governar o município nos próximos quatro anos?
Pereira –
Atendeu às expectativas. Na verdade, já tínhamos pesquisas na semana anterior à eleição com dados semelhantes, onde sempre aparecemos na frente. Tínhamos muita convicção da vitória, não só pelas pesquisas, mas pelo que a população demonstrou durante a campanha, optando pela mudança.

AN – Seis dos 13 vereadores eleitos fazem parte da coligação que o elegeu. Na sua opinião, estar em minoria na Câmara é algo momentâneo ou pode trazer dificuldades para aprovar projetos importantes? Como o senhor pretende ampliar a base aliada?
Pereira –
Vou conversar com cada um dos 13 vereadores e todos serão bem tratados. Eu fui vereador por três mandatos e sei como o legislador pensa. O parlamentar precisa ser ouvido pelo Executivo. Ele é a voz da população, é o agente que leva para as comunidades o que elas almejam. Não estou preocupado com essa diferença, pois o nosso governo tem foco no certo e no correto para atender às demandas da população. Acredito piamente que no decorrer do processo os vereadores, independentemente de serem da situação ou da oposição, irão atuar em favor do que é importante para a população.
 
AN – Araquari deu um salto econômico desde a chegada da BMW, há cerca de três anos e hoje é o quarto município que mais exporta na região Norte do Estado tendo por base os resultados da balança comercial deste ano. Como o senhor avalia esse desempenho e de que forma pretende sustentar o crescimento, haja vista que a cidade ainda carece de melhor infraestrutura?
Pereira –
Eu avalio o crescimento como positivo, pois o processo teve início quando fui secretário de Desenvolvimento Econômico na cidade. Se hoje fui eleito, muito se deve ao trabalho desse período. Crescemos, porém, faltou planejamento. Agora, vamos manter a linha de crescimento e trabalhar com planejamento. A ideia é crescer de forma sustentável e organizada. Não adianta crescer sem infraestrutura. Organizar o município, trabalhar no Plano Diretor, no crescimento e no planejamento em equilíbrio. Já estamos trabalhando em obras de mobilidade urbana junto ao governo federal e estadual para a captação de recursos. Assim, podemos crescer com mobilidade urbana, saneamento básico, saúde, educação e qualificação profissional. Vamos continuar crescendo, mas com planejamento.
 
AN – O que a população de Araquari pode esperar do senhor durante o mandato? O senhor promete algo inovador em alguma área de atuação?
Pereira –
Entendo que o prefeito é um amigo da cidade e é preciso trabalhar com empatia, colocar-se no lugar do cidadão. Vamos atender ao que for preciso, ouvindo a população. O nosso governo é pautado na necessidade de quem mais precisa, com respeito ao próximo. Faremos um governo inovador. Tenho alguns sonhos, que não estão no nosso plano, mas que, se eu puder, farei:   um centro tecnológico, um centro de eventos e um parque ecológico na área do Ibama. Mas o foco é executar o plano de governo e fazer tudo para ir além. Trabalharemos em conjunto com a Câmara, com o secretariado, com as entidades, associações de moradores e a comunidade em geral. O Gordo (Jasper, vice-prefeito) e eu faremos uma administração voltada às pessoas, de forma transparente, com respeito e muita gratidão.

Perfil
Nome completo:
Clenilton Carlos Pereira
Partido: PSDB
Idade: 39 anos
Naturalidade: Araquari
Estado civil: casado
Grau de instrução: superior completo
Formação: empresário

Araquari
Balança comercial:
quarto colocado no ranking das exportações na região Norte.
Volume exportado entre janeiro e setembro de 2016: US$ 126.875.501 — 89º lugar no Brasil.


MARLON NEUBER
PR – Itapoá

 

“Quero trabalhar em conjunto com a iniciativa privada”


A Notícia – Qual será a primeira medida quando o senhor assumir a Prefeitura em 1º de janeiro?
Marlon Neuber –
Após o período de transição, que ocorre ainda no exercício de 2016, serão promovidos ajustes administrativos e fiscais que possibilitem o início da execução do plano de governo. Tais ajustes, contudo, somente serão identificados com precisão após esse período de transição.

AN – O senhor foi eleito com quase 65% dos votos válidos em Itapoá. O resultado atendeu às suas expectativas ou o surpreendeu? De que forma o senhor espera governar o município, a partir dessa aprovação do eleitorado, nos próximos quatro anos?
Neuber –
Cada eleição sempre é uma caixinha de surpresa. Considerando isso, apesar de termos, durante toda a eleição,  uma resposta positiva das ruas, trabalhamos com todo o empenho para alcançar o melhor resultado possível. O índice obtido nas urnas, no entanto, me surpreendeu, porque foram mais de 3 mil votos na frente do concorrente (Mário Tavares, do PSC). Temos o objetivo de governar o município próximo dos cidadãos, com o fortalecimento da sociedade civil organizada, de forma a possibilitar encontros periódicos com as comunidades, para prestação de contas e escolha de prioridades. Usamos essa mesma metodologia para a confecção do plano de governo.

AN – Seis dos nove vereadores eleitos são da coligação que o elegeu. Na sua opinião, isso vai trazer mais tranquilidade para aprovar projetos na Câmara?
Neuber –
Com certeza, sim. É o que chamamos de governabilidade. Isso contribuirá para a harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo. Ressalto que considero o vereador um representante legítimo da população e, por essa perspectiva, respeitarei sempre os nove vereadores do município, promovendo diálogo contínuo com a Câmara.

AN – Itapoá cresceu economicamente desde a implantação do porto, tanto que hoje é o quinto município que mais exporta na região Norte do Estado com base nos resultados da balança comercial entre janeiro e setembro deste ano. Como o senhor avalia esse desempenho e de que forma pretende ampliar o crescimento durante sua gestão?
Neuber –
Economicamente, Itapoá tem crescido muito. No entanto, crescer não significa evoluir. O desafio é promover o desenvolvimento social, sem deixar de impulsionar o desenvolvimento econômico. Quero trabalhar em conjunto com a iniciativa privada. Um dos objetivos para impulsionar a economia é a desburocratização da gestão, possibilitando que os procedimentos no âmbito municipal sejam céleres e eficientes, como, por exemplo, sendo analisados dentro da maior brevidade possível e sem as sucessivas repetições de protocolos para a complementação de informações e documentos, os quais poderão ser exigidos já na primeira análise da autoridade administrativa.

AN – O que a população de Itapoá pode esperar do senhor à frente da Prefeitura? Promete algo inovador em alguma área de atuação?
Neuber –
Pode esperar muito trabalho e comprometimento com a população de forma igualitária. Temos propostas inovadoras no âmbito municipal, que foram buscadas de experiências positivas de outros municípios. Exemplos como a Fundação Municipal de Saúde, a manutenção programada de vias públicas e o planejamento de pavimentação a curto, médio e longo prazos possibilitarão aos moradores que identifiquem, com clareza, onde ocorrerão os investimentos municipais no futuro.

Perfil
Nome completo:
Marlon Roberto Neuber
Partido: PR
Idade: 38 anos
Naturalidade: Brusque
Estado civil: casado
Grau de instrução: superior completo
Formação: advogado

Itapoá
Balança comercial:
quinto colocado no ranking das exportações da região Norte.
Volume exportado entre janeiro e setembro de 2016: US$ 97.567.526 — 234º lugar no País.


MAGNO BOLLMANN
PP – São Bento do Sul

 

“Vou colocar a cidade no trilho do crescimento”


A Notícia – Qual será a  primeira medida quando o senhor assumir a Prefeitura em 1º de janeiro?
Magno Bollmann –
Primeiramente, vamos definir as estratégias para terminar as obras pendentes há mais de quatro anos em nossa cidade. Uma delas é a Transpão, importante obra que vai amenizar o trânsito pesado no Centro da cidade e, com ela, os moradores não precisarão mais passar pelo Centro para se deslocar até os bairros. Outra prioridade é ir em busca de novas empresas para se instalarem em São Bento do Sul, gerando mais renda e empregos. Fiz isso no meu último mandato e vou fazer novamente, pois foi uma ideia que gerou benefícios para a nossa população.
 
AN – O senhor foi eleito com uma diferença de apenas 145 votos neste ano. O resultado atendeu às suas expectativas ou o surpreendeu? De que forma o senhor espera governar o município nos próximos quatro anos?
Bollmann –
Realmente, o resultado atendeu às minhas expectativas, pois fizemos uma campanha inteligente, limpa e honesta perante o eleitor. De várias formas, meus concorrentes criaram armadilhas para que nos tirassem de foco, que era fazer uma campanha propositiva, sem brigas nem intrigas. E isso se comprovou nas urnas. Acredito que o eleitor está cansado das mesmas coisas e, nesta campanha, viemos com novas ideias, pois sabemos que a nossa saúde não está nada boa, que as pessoas estão sem emprego e que a educação deve voltar a brilhar em nossa cidade. Durante os próximos quatro anos, vamos cumprir à risca o nosso plano de governo. Nosso foco será atuar em todas as áreas, da saúde, da educação, do emprego, do turismo, do esporte, da assistência social, do trânsito e do transporte, entre outras. Como temos a maioria dos vereadores na Câmara, acredito que os moradores serão impactados positivamente pelo nosso trabalho.
 
AN – Seis dos dez vereadores eleitos estiveram coligados com o senhor nas eleições deste ano. Isso garante mais tranquilidade para aprovar os projetos na Câmara?
Bolmann –
Acredito que teremos muito trabalho pela frente, independentemente disso. Mas como temos a maioria dos vereadores, a tranquilidade existirá, pois elegemos pessoas que sabem trabalhar, que conhecem como funciona uma cidade como a nossa. Conto com a ajuda deles e estou aqui para nos unirmos e ajudarmos a nossa gente.
 
AN – São Bento do Sul é hoje o sexto município que mais exporta na região Norte do Estado com base nos resultados da balança comercial deste ano – está atrás de municípios como Itapoá, Araquari e São Francisco do Sul. Como o senhor avalia esse desempenho e de que forma pretende trabalhar para fazer  a economia de São Bento crescer durante a sua gestão?
Bollmann –
Quando fui prefeito entre 2009 e 2012, trouxe empresas para São Bento do Sul. Minha intenção era de gerar emprego e renda, e isso nós conseguimos. Acredito que seja importante fazer esse trabalho novamente, mas não podemos deixar de valorizar os empresários locais, que também precisam de incentivos. Minha ideia é dar tratamento diferenciado a eles, como, por exemplo, quando a Prefeitura abrir uma licitação para contratar um determinado serviço. Isso valorizará e movimentará a economia local e pode gerar empregos por meio da contratação destes serviços. Além disso, queremos ver como está a situação das empresas moveleiras. A nossa cidade é muito famosa por causa delas e acredito que, as incentivando, poderemos aumentar o volume das exportações.
 
AN – O que a população de São Bento do Sul pode esperar do senhor durante a sua gestão? Promete algo inovador em alguma área de atuação?
Bollmann –
Pode esperar um prefeito atuante. Vou colocar a cidade no trilho do crescimento, pois temos capacidade para isso. Com relação à inovação, queremos que São Bento do Sul seja um polo tecnológico e, com isso, vamos inovar com a economia criativa e as conhecidas startups.

Perfil
Nome completo:
Magno Bollmann
Partido: PP
Idade: 72 anos
Naturalidade: São Bento do Sul
Estado civil: casado
Grau de instrução: superior completo
Formação: engenheiro agrônomo

São Bento do Sul
Balança comercial:
sexto colocado no ranking das exportações na região Norte
Volume exportado entre janeiro e setembro de 2016: US$ 88.483.640 — 254º lugar no Brasil

A NOTÍCIA

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