Gilmar Mendes diz que irá doar indenização de Monica Iozzi a uma creche de Brasília - Cultura e Variedades - A Notícia

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Processo06/10/2016 | 10h16Atualizada em 06/10/2016 | 10h43

Gilmar Mendes diz que irá doar indenização de Monica Iozzi a uma creche de Brasília

Monica foi condenada a pagar uma multa de R$ 30 mil ao ministro do STF por causa de uma publicação em sua conta no Instagram, feita em maio

Gilmar Mendes diz que irá doar indenização de Monica Iozzi a uma creche de Brasília Montagem / Agência Brasil/TV Globo/Agência Brasil/TV Globo
Gilmar Mendes e Monica Iozzi Foto: Montagem / Agência Brasil/TV Globo / Agência Brasil/TV Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, irá doar os R$ 30 mil que deve receber da atriz Monica Iozzi a uma creche de Brasília, segundo informações do G1. Conforme informações do gabinete de Mendes, a entidade que receberá a quantia é a Casa da Mãe Preta do Brasil, estabelecimento destinado o ensino e cuidado de crianças de até cinco anos.

Monica foi condenada a pagar uma multa de R$ 30 mil a Mendes por causa de uma publicação em sua conta no Instagram, feita em maio. Na publicação, Monica reproduziu a notícia de que Mendes concedeu habeas corpus ao médico Roger Abdelmassih, condenado por 58 estupros de pacientes, com a mensagem: "Se um ministro do Supremo Tribunal Federal faz isso... Nem sei o que esperar..." e uma frase em cima do rosto do ministro que diz "cúmplice?".

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Gilmar Mendes abriu processo contra Monica Iozzi pedindo indenização por danos morais. Além da multa, a atriz deve arcar com os custos do processo e os honorários advocatícios. O juiz Giordano Resende Costa, responsável pelo processo, concluiu, em 21 de setembro, que Monica podia opinar, mas não "violar a dignidade, a honra e a imagem" de Mendes. Ele avaliou ainda que a apresentadora é uma pessoa pública e, por isso "sua liberdade de expressão deve ser utilizada de forma consciente e responsável". Na decisão, Giordano diz ainda que o texto de Monica sugere "cumplicidade (de Gilmar Mendes) ao crime de estupro, tornando questionável o seu caráter e imparcialidade na condição de julgador, fato suficiente para atingir a sua honra e imagem".

Por meio de sua assessoria, a atriz afirmou que não houve "qualquer tipo de ofensa ao ministro, mas expressão de uma opinião sobre um fato público a respeito do julgamento de um médico que chocou o país, médico acusado e condenado por ter abusado sexualmente de dezenas de suas pacientes".

Abaixo-assinado para Monica

Na plataforma Change.org, foi criado um abaixo-assinado que ao ministro do STF relevar a condenação de Monica Iozzi. O abaixo-assinado é de autoria de Vana Lopes, uma das vítimas de Abdelmassih e autora do livro Bem-vindo ao inferno – A vítima que caçou o médico estuprador.

No texto, Vana ressalta que, diferentemente do ministro, as vítimas não tiveram nenhuma indenização dos crimes cometidos pelo ex-médico.

"Gostaria de lembrar que o Poder Judiciário deixou escapar o Monstro Abdelmassih, oportunidade que o médico aproveitou para fugir, e esta situação nos trouxe traumas irreparáveis. Ademais não podemos esquecer que esta decisão por fim onerou o Estado em  gastos para prender o foragido que recaiu sobre todos nós brasileiros. Abster-se de receber a presente indenização certamente não irá ferir vossa honra nem causar maiores danos à militância das vítimas", diz a publicação no site.

Em seu perfil no Instagram, Monica agradeceu na última quinta-feira todo o apoio que tem recebido: "Queridos, gostaria de agradecer por esta chuva de carinho que tenho recebido nos últimos dias. Me sinto abraçada por vocês. Sintam-se abraçados por mim também!"

O caso Abdelmassih

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 72 anos, foi condenado a 181 anos de prisão por crimes de estupro e manipulação genética irregular. Atualmente, ele cumpre pena no presídio de Tremembé, interior do Estado de São Paulo. Em 2010, foi condenado a 278 anos de prisão, mas não cumpriu pena graças ao habeas corpus do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que deu a ele o direito de responder em liberdade. Em 2011, o habeas corpus foi revogado, mas Abdelmassih não se apresentou à polícia e passou a ser procurado como foragido. Foi achado pela Polícia Federal em 2014, morando no Paraguai. No mesmo ano, sua pena foi reduzida para 181 anos, 11 meses e 12 dias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

 
 

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