Vicentina batalha por uma cooperativa de mulheres na zona Leste de Joinville

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Sonhadora27/09/2013 | 19h16

Vicentina batalha por uma cooperativa de mulheres na zona Leste de Joinville

Aposentada, ela tem no local um motivo para aproveitar a velhice sem ficar parada

Vicentina batalha por uma cooperativa de mulheres na zona Leste de Joinville Leo Munhoz/Agencia RBS
Ela estava lutando pela existência do projeto que gera renda para mulheres da comunidade desde o início Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Cláudia Morriesen

claudia.morriesen@an.com.br

— Se eu não estivesse aqui? Ah, ia estar doente. Meus filhos moram fora. Meu marido sai pra jogar dominó, pra jogar baralho. Não é pelo dinheiro que estou aqui. É pelas amizades.

Vicentina Ferreira de Oliveira fala sério, mesmo que dê risadas antes, durante e depois de dizer a sentença acima. Ela é uma das participantes mais antigas da Cooperativa Fios e Flores, ainda que não se encaixe no perfil que o projeto buscava atender. Vicentina tem 65 anos, boa parte deles dedicados à costura em malharias e fábricas de roupas íntimas.

Há quatro anos se aposentou, mas não quis ficar parada. Ia ser triste demais sentar em casa, em frente à TV, sozinha. Também não quis se tornar frequentadora de bailes da terceira idade e bingos beneficentes. Não servia para ela. Por isso, na primeira reunião do embrião que levaria à criação da Fios e Flores, Vicentina estava presente.

— Sempre pensei positivo, sabendo que ia dar certo. Foi difícil reunir material, chamar as pessoas. Ainda é difícil fazer elas acreditarem que não estamos aqui trabalhando de graça — lamenta ela.

Vicentina nasceu em Manoel Ribas, no Paraná, e se mudou para Joinville em 1987. Foi a necessidade que fez com que procurasse cursos de profissionalização. Ela morou em fazendas e só estudou até a 8ª série do Ensino Fundamental. Depois de dedicar a vida inteira à costura, tornou-se uma das colaboradoras que transformaram um clube de mães em um negócio que emprega mulheres de baixa renda da região Leste de Joinville. 

—  Ainda vamos conseguir uma sede própria e "ir embora" — garante.

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