Simone aproveitou as oportunidades que apareceram para aprender em Joinville

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Para crescer27/09/2013 | 19h18

Simone aproveitou as oportunidades que apareceram para aprender em Joinville

Moradora do Loteamento Juquiá, ela começou dois cursos na Univille em 2013

Simone aproveitou as oportunidades que apareceram para aprender em Joinville Maiara Bersch/Agencia RBS
Simone saiu da escola para casar muito cedo. Agora, busca capacitação para o mercado de trabalho Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS
Cláudia Morriesen

claudia.morriesen@an.com.br

Simone Aparecida de Lima tem 33 anos. Há 21 anos, saiu de casa para se casar. Tinha 12 anos. Ela conta este episódio e sorri. É quase como se pedisse desculpas pela surpresa que provoca. Ela 12, ele 16. Decidiram que já era hora e foram morar juntos. Isso foi em Capitão Leônidas Marques, cidade de 16 mil habitantes localizada no Paraná, de onde vieram há cinco anos.

— Minha mãe trabalhava muito, quase não podia conversar com a gente. Eu comecei a namorar e quis casar. Ele já trabalhava como músico e tinha saído da escola, então fomos morar juntos — recorda.

Quando casou, Simone estava na quinta série. Não voltou mais para a escola para se formar. Assumiu a casa e o papel de esposa, depois o de mãe de três meninos, hoje com 18, 16 e 13 anos. Tentou trabalhar fora quando os filhos cresceram: durante um mês saiu às 3h30 do loteamento Juquiá, no bairro Estevão de Matos, para começar às 5 horas na cozinha de um restaurante industrial.

Desistiu e passou a oferecer serviço de manicure em casa, até que ficou sabendo do projeto da Univille que, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, buscava mulheres da região que tinham interesse em cursar oficinas de costura ou de gastronomia.

Simone não teve dúvidas: se inscreveu nas duas e preencheu a semana de educação. Entre julho e setembro, ela passou todas as tardes da semana na Univille, exceto nas quintas-feiras. Nas segundas, quartas e sextas, ela aprendia técnicas de panificação e confeitaria. Nas terças, começava a conhecer métodos de modelagem e costura, os primeiros níveis da oficina do projeto Sempre Viva. 

— Eu já sabia fazer alguma coisa de artesanato porque aprendi com a minha mãe. Mas quis fazer o curso porque gosto de sair, de aprender — afirma ela.

Estar entre os bancos da escola, onde permanece até o fim do ano — as aulas de panificação já terminaram, mas as de costura ocorrem até dezembro — inspira Simone a querer mais. Ela agora sonha com mais clareza para o futuro: quer continuar fazendo moda, quem sabe até criar uma marca de roupas. 

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