Débora dá um colorido à vida com a máquina de costura que aprendeu a operar na comunidade

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Costurando sorrisos27/09/2013 | 19h20

Débora dá um colorido à vida com a máquina de costura que aprendeu a operar na comunidade

Agora, ela aprende a lidar com números para assumir a função de tesoureira do grupo

Débora dá um colorido à vida com a máquina de costura que aprendeu a operar na comunidade Leo Munhoz/Agencia RBS
Com seis filhos, ela encontrava dificuldades de trabalhar fora e cuidar dos mais novos Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Débora Regina Hüntemann leva a vida sorrindo. É daquelas que não acredita em ficar abatida diante das questões que a vida colocou em seu caminho. Nem sempre foi fácil: não dava para sorrir quando o marido descobriu um câncer, ou quando percebeu que o quarto dos seis filhos não podia escutar. Se estas questões não podem ser resolvidas apenas com um sorriso, ela encontra outras formas, e segue em frente.

Há alguns meses, a casa de Débora ganhou um som diferente. Ganhou também colorido novo, vindo de linhas que se transformam. Eles vem de uma máquina de costura doada logo que a atividade tornou-se parte essencial da vida dela. 

— Agora, me arrisco até a fazer algumas roupinhas para as crianças — conta ela.

Débora tem 34 anos, mora no Morro do Meio — mais exatamente no Loteamento Êxodo — e, geralmente, deixa a casa para trabalhar como diarista. Antes, também passou um tempo trabalhando em uma empresa, como embaladeira. Mas com filhos pequenas, com idades entre dois e nove anos, fica difícil conciliar os horários.

Em um deles, pelo menos, as meninas mais velhas, de 13 e 15 anos, podem cuidar dos caçulas. No total, são seis filhos, que começaram a nascer logo que ela se mudou para o bairro, aos 17 anos. Já era casada há dois anos — praticamente o mesmo tempo que tinha deixado a escola.

— Eu converso muito com as minhas filhas agora para não fazerem a mesma coisa. Para priorizarem os estudos e terem uma profissão antes de casarem. Para terem oportunidades — afirma.  
 
Na comunidade, a casa de Débora é exemplo. Desde que integrou a Associação Mulheres de Pano, as coisas mudaram para ela. Foi como se uma parede fosse derrubada, dando a ela o caminho para começar a fazer o que queria, aquilo que via a avó fazendo quando era menina enquanto ajudava a pregar botões. Nas oficinas da associação, aprendeu a costurar de verdade e assumiu um desafio: tornou-se a tesoureira do grupo. 

— A casa dela dá gosto de ver. Foi pintada, arrumada. É tudo organizado. As meninas mais velhas são destaque na escola, até ganharam notebooks em uma premiação para os melhores alunos no ano passado — afirma Cristina Eicholz, da Associação Mulheres de Pano, orgulhosa.

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