As joinvilenses que transformam talento em fonte de renda

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Mulheres de Fibra27/09/2013 | 19h12

As joinvilenses que transformam talento em fonte de renda

A partir de projetos sociais, elas começam a descobrir um caminho para conquistar autonomia

As joinvilenses que transformam talento em fonte de renda Leo Munhoz/Agencia RBS
Débora Hüntermann aprendeu a costurar e agora pode trabalhar em casa para ficar com os filhos Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Cláudia Morriesen

claudia.morriesen@an.com.br

As mulheres que serão conhecidas nesta reportagem tem muitas semelhanças entre si. Elas moram distantes do centro da cidade, em bairros como o Adhemar Garcia, o Estevão de Mattos, o Morro do Meio, o Espinheiros. A maioria virou esposa antes de virar adulta, e deixou o colégio para abraçar a maternidade. Por isso, quando iam para o mercado de trabalho, suas funções nem sempre eram do tamanho de seus talentos e seus sonhos.

No entanto, a maior semelhança entre Débora, Vicentina, Simone, Darlene e Franciele — e isto será visto em suas descrições — é que elas mantem sorrisos cheios de esperança. Elas os demonstraram quando conversam, ao falarem de suas trajetórias e ambições. Alguns são mais discretos, outros mais abertos, de acordo com as conquistas de cada uma.

Neste caminho, estas mulheres encontraram outras que também merecem destaque. Entre elas estão Roseli e Cristina Eicholz, mãe e filha que, há alguns anos, diagnosticaram um triste fato no Loteamento Êxodo, onde vivem, no bairro Morro do Meio. Depois de passarem três dias organizando roupas que haviam sido doadas na Campanha do Agasalho e distribuírem para os moradores, encontraram boa parte delas jogadas nas ruas e nas valas do loteamento. Foi quando tomaram uma decisão:

— É hora de parar o assistencialismo. Não dá pra ficar dando o peixe e nunca ensinar a pescar — lembra Cristina.

A busca de Roseli e Cristina ganhou novos contornos. De família à frente da cozinha comunitária, viraram criadoras da Associação Mulheres de Pano, que agora conta com 16 associadas. São mulheres que aprenderam a costurar para tornarem-se futuras empreendedoras.

Da mesma forma, do outro lado da cidade, Estela Rohling fazia um trabalho parecido e lutava para transformar o clube de mães da comunidade em um local de aprendizado e geração de renda para as mulheres da região. Assim criou a Cooperativa Fios e Flores, com o apoio do padre Jorjão, à época à frente da paróquia do bairro Jardim Iririú. Por ali, já passaram mais de 200 mulheres que aprenderam a costurar. Algumas partem em busca de trabalho, enquanto um grupo leva a cooperativa em frente.

As iniciativas também partem de empresas e instituições de ensino, como o Instituto Consulado da Mulher (criado pela marca Consul, da Whirlpool Latin America) e universidades como a Sociesc e a Univille, esta última, além de atender a projetos como a Cooperativa Fios e Flores e a Associação Mulheres de Pano, tem programas como o Sempre Viva, Vida em Flor e Ama Viva, que oferecem oficinas de costura com professores do curso de Design de Moda.

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